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Empresa contratará assessores jurídicos e financeiros e deve realizar estudos sobre o assunto; IPO da unidade de mineração foi o maior do ano na B3, movimentando R$ 5,2 bilhões
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) aprovou em conselho de administração a autorização para que seus diretores tomem as medidas necessárias para uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da CSN Cimentos.
A empresa contratará assessores jurídicos e financeiros e deve realizar estudos sobre o assunto. A CSN não dá mais detalhes. Em fevereiro, a companhia abriu o capital da unidade de mineração, no maior IPO do ano na B3, movimentando R$ 5,2 bilhões.
A CSN Cimentos é uma das cinco frentes de negócios da companhia siderúrgica. Até fevereiro passado, a empresa operava como uma divisão da CSN, mas passou a funcionar como companhia independente, em um primeiro passo para o IPO.
A CSN, comandada por Benjamin Steinbruch, segue um caminho comum e mais recente das empresas brasileiras, de buscar recursos via mercado de capitais, depois de anos apostando na estratégia de endividamento para sustentar expansões.
A unidade atua desde 2009. Com a crise a partir de 2015, a frente teve de lidar com o baixo consumo, mas a expectativa é de que a CSN Cimentos agora consiga surfar na retomada — com obras de infraestrutura e o bom momento do mercado imobiliário no país.
Segundo a CSN, a capacidade instalada para 4,3 milhões de toneladas da unidade transformaram a empresa em um dos mais competitivos players de cimento do país — com "sinergia entre os negócios e a logística integrada das fábricas e dos centros de distribuição estrategicamente localizados".
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Em 2020, o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da unidade de cimentos foi de R$ 271 milhões, com crescimento de 13% no volume de vendas, "excelente realização de preços e melhoria de custos", segundo balanço da CSN.
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