Evergrande surpreende pela segunda vez em poucos dias e paga credores externos na última hora
Observadores estão intrigados e tecem especulações sobre a origem do dinheiro usado pela incorporadora para quitar suas dívidas de curto prazo

Quando a crise da Evergrande veio à tona, especialistas no assunto eram unânimes na interpretação de que os detentores de bônus em moeda estrangeira não eram uma prioridade para a megaincorporadora chinesa.
Enquanto a empresa encontrava alguma facilidade para negociar com os credores em moeda local, os prazos originais dos títulos emitidos em dólar com vencimento original posterior à eclosão da crise foram sucessivamente perdidos.
No decorrer dos últimos dias, entretanto, a Evergrande conseguiu depositar o dinheiro devido antes do término do prazo de carência desses títulos emitidos em dólar.
Na semana passada, o pagamento envolveu US$ 83,5 milhões. Hoje, a Evergrande depositou US$ 47,5 milhões de um título com vencimento em março de 2024, segundo fontes citadas por agências de notícias internacionais.
De onde vem a grana?
Ambas as operações ocorreram às vésperas da formalização de um calote e passaram a alimentar especulações sobre de onde estaria vindo o dinheiro para que a Evergrande pague seus credores.
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A tese mais aceita no momento é de que o dinheiro estaria saindo da fortuna pessoal de Xu Jiayin, o fundador da Evergrande.
Circulam informações de que ele estaria sendo pressionado pelo governo chinês a usar sua fortuna pessoal para mitigar as dívidas da companhia, estimadas em mais de US$ 300 bilhões.
De qualquer modo, é improvável que Xu, também conhecido como Hui Ka Yan em cantonês, consiga resolver o problema sozinho.
De acordo com a Hurun, que fornece informações sobre bilionários chineses, ele caiu do 5º para 70º lugar entre os homens mais ricos da China de 2020 para 2021.
Sua fortuna pessoal é estimada pela Hurun em US$ 11,3 bilhões - ou menos de 4º do montante devido pela Evergrande - e não há informações referentes à liquidez de seu bilionário patrimônio.
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