Ações da Evergrande saem de suspensão e despencam em meio a desacordo sobre venda de fatia da incorporadora
A própria empreiteira chinesa cancelou um acordo para a venda de uma participação de 50,1% em unidade de serviços imobiliários para a Hopson Development Holdings

Quando a Evergrande anunciou há pouco mais de duas semanas a existência de uma proposta da concorrente Hopson Development Holdings, as transações com as ações das duas incorporadoras foram suspensas na bolsa de valores de Hong Kong.
Hoje, quando voltaram a ser negociados, os papéis da Evergrande despencaram 12,5%, enquanto os da Hopson dispararam 7,6%.
As reações extremadas - e diametralmente opostas - deveram-se ao fato de a Evergrande ter anunciado o fracasso de um acordo para a venda de uma participação de 50,1% - equivalente a cerca de US$ 2,6 bilhões - em sua unidade de serviços imobiliários para a Hopson.
A culpa é sempre do outro
Na versão da Evergrande, o acordo foi desfeito porque sua concorrente não teria cumprido um “pré-requisito para fazer uma oferta geral”.
Já a Hopson alega não haver “substância” nos argumentos da Evergrande para a rescisão do acordo e informa que está “avaliando as opções para proteger seus interesses legítimos”.
Calote formal?
O revés ocorre apenas alguns dias antes do vencimento, no sábado, do período de carência de 30 dias para que a Evergrande pague US$ 83,5 milhões devidos a credores externos ou seja oficialmente declarada em default.
Leia Também
O fato é que o cancelamento do negócio torna cada vez mais improvável que a Evergrande consiga cumprir suas obrigações com credores externos e incorra em calote.
Em contrapartida, a Evergrande tem quitado suas obrigações com os credores locais, o que está em linha com a expectativa da maioria dos analistas, que esperavam que a incorporadora privilegiasse os credores locais, que representam mais de 90% dos US$ 305 bilhões devidos pela empresa.
Contágio no radar?
A crise da Evergrande deriva em grande medida do aperto regulatório e monetário promovido pelo governo chinês para fazer frente à especulação imobiliária, no âmbito de sua política de prosperidade comum.
A China enfrenta uma situação de aumento expressivo dos preços dos imóveis e dos aluguéis. Com o aperto, as grandes empresas do setor passaram a atravessar uma crise de liquidez.
Além da Evergrande, outras grandes incorporadoras chinesas enfrentam problemas.
Hoje, a Chinese Estates Holdings anunciou a inclusão em seu balanço de uma perda de US$ 29 milhões derivada da venda de títulos emitidos pela incorporadora Kaisa Group Holdings.
Já a Modern Land admitiu ter parado de buscar o consentimento dos investidores para adiar o pagamento de um título denominado em dólares com vencimento em 25 de outubro. As ações da empresa foram suspensas hoje em Hong Kong.
Apesar da repercussão da crise no setor imobiliário, as autoridades chinesas asseguram se tratar de uma situação “controlável”.
MERCADO EM EXPANSÃO
Rival da B3 quer estrear em 2027 e promete reduzir custos e ampliar opções para quem investe em ações, ETFs e FIIs
15 de outubro de 2026 - 17:10DOS MIMOS ÀS PROTEÍNAS
Black Friday 60% maior: como o iFood quer provar de vez que não é mais um aplicativo de entregas de refeições
15 de outubro de 2026 - 16:35ATENÇÃO, INVESTIDOR
INBR32 dá adeus à B3: prazo para decidir o destino dos BDRs do Inter termina nesta sexta-feira; veja as opções
15 de outubro de 2026 - 10:50ESTRUTURAS INTACTAS
O negócio caiu, mas a ação subiu: por que a disparada dos distratos não assusta os investidores de Tenda (TEND3) e Cury (CURY3)
15 de outubro de 2026 - 6:06ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: dona da Vivo (VIVT3) vai distribuir R$ 450 milhões em proventos; confira os prazos
14 de outubro de 2026 - 19:14EM MEIO À EUFORIA
O Bradesco saiu de moda na bolsa? O rali eleitoral tem seus queridinhos — e BBDC4 ficou de escanteio
14 de outubro de 2026 - 19:03PARA ALÉM DAS ACADEMIAS
Juros são o maior desafio da Smart Fit (SMFT3), segundo o CEO. Como a líder do setor fitness tem crescido nesse cenário?
14 de outubro de 2026 - 17:45SAÚDE NA BOLSA
Ações de saúde pegaram carona na eleição; agora, UBS BB revela o que pode vir pela frente para Rede D’Or, Hapvida e outras
13 de outubro de 2026 - 19:51DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?
Vencedores e vencidos pelos juros: o mapa do BTG para a sua carteira com a Selic menor
13 de outubro de 2026 - 19:21ESPAÇO PARA FATURAR BILHÕES
O jogo virou para o Magazine Luiza (MGLU3)? Itaú BBA eleva recomendação para compra com alívio nos juros e crise na Casas Bahia (BHIA3)
13 de outubro de 2026 - 12:45DESALAVANCAGEM EM FOCO
CSN (CSNA3) põe siderúrgica alemã à venda; negócio de R$ 3,1 bilhões vai resolver sua dor de cabeça bilionária?
12 de outubro de 2026 - 10:59ESTRATÉGIA DE EXPANSÃO
Bradseg quer crescer sem entrar na guerra de preços dos seguros, diz CEO; veja onde está a aposta da companhia
12 de outubro de 2026 - 10:03NA ERA DA IA
Seu próximo gerente pode ser uma IA: veja como Bradesco e Santander estão se preparando e se os apps de banco vão acabar
12 de outubro de 2026 - 7:02O QUE ESTÁ EM JOGO?
Raízen (RAIZ4) quer listar subsidiária na B3 em meio a plano bilionário de reorganização
10 de outubro de 2026 - 9:08ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: Santander (SANB11) distribuirá R$ 1,5 bilhão aos acionistas; saiba quem mais paga
9 de outubro de 2026 - 19:34Conteúdo Market Makers
Bancos vão investir R$ 3 bilhões em inteligência artificial e soluções de dados em 2026: O que eles já descobriram que você ainda não aplica?
9 de outubro de 2026 - 13:00Conteúdo Empiricus
Qual a importância de saber o valor real da sua empresa? Conheça uma forma gratuita de calculá-lo
9 de outubro de 2026 - 12:00ENERGIA NA MIRA
Não é a Taesa (TAEE11): Ação paga bons dividendos, mas não é a favorita do Itaú BBA; veja as elétricas preferidas do banco
9 de outubro de 2026 - 9:37NOVAS FRONTEIRAS
Quer investir na China sem sair da B3? BTG Pactual Asset fecha parceria com gigante chinesa para preparar novos ETFs
9 de outubro de 2026 - 5:01RECOMENDAÇÃO