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As expectativas para a eventual negociação cresceram após a notícia de que José Olympio deixaria a presidência do banco após 10 anos no cargo
O CEO Global do Credit Suisse, Thomas Gottstein, disse serem falsas as informações sobre suposta venda da unidade brasileira. A afirmação foi feita em vídeo postado pelo Credit Suisse Brasil na quarta-feira (26) em seu site.
Gottstein visitou o Brasil neste último final de semana e, em gravação estilo entrevista, conversou com o presidente do conselho do CS, Ilan Goldfajn.
O executivo brasileiro perguntou o que o CEO achava das informações que circularam recentemente a respeito de um discussão preliminar com competidores do mercado sobre a possível venda das operações no Brasil.
"Posso dizer que são notícias falsas e que o Credit Suisse Brasil é absolutamente estratégico para nós, não houve nenhuma discussão. Pelo contrário, queremos investir tanto em nossa capacidade de private banking e também na capacidade de banco de investimento, e temos capacitações em gestão que vemos como oportunidade muito interessante para o crescimento futuro", respondeu o CEO.
A postagem ocorreu no mesmo dia em que José Olympio Pereira formalizou seu desejo de deixar a presidência do Credit Suisse no Brasil, cargo que ocupou por 10 anos.
O anúncio aumentou as expectativas de que a filial seria vendida. O movimento também era esperado depois do prejuízo bilionário que o banco teve no exterior com a alavancagem das operações da gestora norte-americana Archegos, que resultaram em perdas acima de US$ 5 bilhões.
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A percepção de que o CS terá de se desfazer de ativos está presente no mercado brasileiro e internacional.
Paralelamente, circularam informações de que a XP teria conversado diretamente com a matriz do Credit Suisse sobre eventualmente ficar com a operação brasileira do banco suíço. O Credit Suisse negou por meio de nota a venda na ocasião.
O fundador da XP, Guilherme Benchimol, não negou manifestação de interesse à matriz em conversa recente com jornalistas, apenas afirmando que não poderia comentar o assunto quando perguntado.
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Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4