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Entretanto, o maior impacto deve ser sentido no longo prazo porque o acordo deve acontecer de forma gradual até janeiro de 2023
Nem todo fim deve ser triste, e a reação do mercado com o encerramento do acordo entre Bradesco (BBDC4) e C&A (CEAB3) para concessão de serviços e produtos financeiros é um desses casos.
Enquanto as ações da C&A avançavam 6,19%, cotadas a R$ 7,72, os papéis do bancão subiam 7,46% no mesmo horário, a R$ 20,74, em um dia positivo para os papéis do setor financeiro.
A varejista de moda anunciou que fará uma recompra de serviços financeiros no valor de R$ 415 milhões, corrigidos a partir de janeiro de 2022 a 112,5% do CDI. O anúncio foi visto como positivo pelo mercado, tendo em vista que a oferta de crédito proprietária como um diferencial competitivo para varejistas, especialmente com um público-alvo de classes mais baixas, segundo relatório da XP Investimentos.
Apesar disso, a casa de análise mantém a recomendação neutra para as ações da C&A, em especial porque o acordo deve acontecer de forma gradual até o começo de 2023 e os benefícios devem demorar a vir.
Mesmo assim, os papéis estão abaixo do preço esperado pelo mercado, segundo dados do Trade Map. O menor preço-alvo mais baixo que os analistas esperam para os papéis CEAB3 é R$ 8,50, o que representa uma valorização de 10,10% em relação à cotação atual, e 232,16% em relação ao mais alto, a R$ 18,00.
Em dezembro deste ano, a C&A pretende lançar o C&A Pay, a solução de oferta de crédito para substituir a parceria com o Bradesco. Os clientes mais antigos podem ficar tranquilos: o serviço de cartões será mantido até janeiro de 2024 enquanto o C&A Pay é instaurado no sistema.
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