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Banco manteve a recomendação de venda para as ações da Ambev e o preço-alvo de R$ 15

O Bank of America diz ver a Ambev (ABEV3) sendo "bastante promocional" durante o segundo trimestre, em uma estratégia da companhia para apoiar a retomada da atividade de bares e restaurantes, segundo relatório desta terça-feira (6).
Para o banco, a estratégia da empresa deve resultar em volumes de bebidas vendidos, preços e mix de produtos mais fortes no segundo trimestre. "A Heineken manteve os preços inalterados, mas a disponibilidade de produtos tem aumentado, principalmente das marcas Heineken e Amstel".
O BofA cita um número crescente de varejistas oferecendo a Beck’s e uma taxa de penetração do projeto aumentando de 15% em dezembro para quase 40% em junho.
A marca seria uma concorrente direta da Heineken, sendo um tomador de preços no canal de varejo. Mas a Ambev já sinalizou a possibilidade de estender essa linha de produtos para bares e restaurantes, o que deve ajudar no mix de produtos.
A Amstel continua aumentando a penetração no canal local e chegou a taxa de 10%, lembra o BofA. A marca Heineken tem uma taxa de penetração de 43%.
Amstel é uma ameaça para a Budweiser, pois é mais barata. A Heineken é o melhor concorrente da categoria no canal de bares e restaurantes, estando presente em mais de 40% dos pontos de venda. O BofA vê potencial para vendas cruzadas entre as duas marcas.
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Apesar dos números animadores, o BofA manteve a recomendação de venda para as ações da Ambev e o preço-alvo de R$ 15.
O banco projeta um segundo semestre mais difícil no mercado brasileiro, por conta da base de comparação, e fala na possibilidade de a concorrência ser mais acirrada no período.
Apesar da valorização do real no segundo trimestre, o BofA lembra que o índice de custos segue em tendência de alta para cervejaria: aumentou 22% desde o início do ano.
Segundo o banco, o aumento do custo deve ocorrer apenas em 2022, uma vez que a AmBev faz hedge um ano à frente, e deve provocar uma contração das margens.
A Ambev divulga os resultados do segundo trimestre no próximo dia 29. No balanço mais recente, a empresa registrou receita de R$ 16,6 bilhões, um salto de 27,8% na comparação anual, apoiado pela maior venda de cerveja.
O custo dos produtos vendidos aumentou 35,3% em um ano e as despesas com vendas, gerais e administrativas avançaram 13,9%. O movimento teve influência da taxa de câmbio, preço maior das commodities e provisões com remuneração variável.
O lucro líquido da Ambev nos primeiros três meses de 2021 foi de R$ 2,7 bilhões, mais que o dobro do reportado no mesmo período do ano passado. Na bolsa, a empresa acumula alta de 28% nos últimos 12 meses.
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