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Engenheiros que trabalham na Boeing em nome da Administração Federal de Aviação (FAA) disseram se sentir pressionados para não serem transparentes com os reguladores
A Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos lançou uma ampla revisão sobre as práticas da Boeing com questões de segurança em nome da agência, depois que um grupo de engenheiros afirmou se sentir pressionado.
Uma pesquisa da FAA conduzida este ano descobriu que 35% de uma pequena amostra de funcionários da Boeing relataram problemas, incluindo pressão e obstáculos à transparência, de acordo com uma carta da agência à empresa em 19 de agosto.
Alguns funcionários entrevistados, que fazem parte de um grupo habilitado pela agência para auxiliar em seu trabalho, disseram que encontraram dificuldades em ser transparentes com os reguladores, de acordo com a carta, que foi obtida pelo "The Wall Street Journal".
Os reguladores da aviação costumam confiar nos funcionários das empresas aeroespaciais para agirem em seu nome na condução de certas tarefas, como aprovar avaliações de segurança ou conceder aval a aeronaves para entrega. Os problemas citados pelos funcionários da Boeing na pesquisa "indicam que o ambiente não apoia a independência" daqueles que têm poderes para agir em nome da agência, de acordo com a carta, que foi assinada por Ian Won, gerente interino do escritório de supervisão da Boeing da FAA na região de Seattle, nos EUA.
Uma porta-voz da Boeing afirmou que a empresa leva "esses assuntos com a maior seriedade" e está trabalhando para reforçar a independência de seus funcionários que trabalham em nome da FAA.
"Reforçamos consistentemente com nossa equipe que a autoridade delegada é um privilégio e que devemos trabalhar todos os dias para receber a responsabilidade", disse ela. A Boeing determinou que seus delegados da FAA "devem receber o mesmo respeito e deferência que é demonstrado ao nosso regulador".
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Fonte: Dow Jones Newswires.
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