Barrada na alfândega: Carne de unidade da BRF não é mais bem vinda na China
País asiático suspende compra de produtos suínos e de aves processados na unidade de Lucas do Rio Verde (MT), alegando problemas no transporte
O governo chinês suspendeu as importações de carne suína e de aves da unidade da BRF em Lucas do Rio Verde (MT), conforme comunicado no site oficial da Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês) publicado nesta terça-feira, 3.
Os chineses informaram que a interrupção das compras entra em vigor hoje, sem sinalizar quando os negócios podem ser retomados. Segundo o Ministério da Agricultura, problemas no transporte dos produtos até o país asiático teriam motivado a decisão.
Em nota, a BRF disse que soube da decisão por meio do site da Gacc e que tomará as medidas cabíveis e "trabalhará na reversão da situação com as autoridades chinesas e brasileiras".
A empresa ressaltou, porém, que ainda não foi notificada oficialmente sobre a suspensão. "A BRF reforça que possui confiança em seus rigorosos processos de segurança de alimentos e de qualidade e reafirma seu compromisso em continuar aprimorando os controles internos para garantir os mais elevados padrões de qualidade e segurança."
Em nota enviada ao Estadão/Broadcast, o Ministério da Agricultura disse que a suspensão anunciada hoje teria sido causada por problemas identificados no transporte dos produtos até o país asiático.
Segundo a pasta, a informação foi dada por uma autoridade chinesa, após a publicação do embargo no site oficial do Gacc.
Leia Também
Azul (AZUL54) ganha aval do Cade para avançar em acordo estratégico em meio à recuperação judicial nos EUA
"A empresa irá elaborar um plano de ação para evitar que fatos como esses voltem a ocorrer e essa informação será encaminhada às autoridades chinesas com a agilidade necessária", acrescentou no comunicado.
Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse, também em nota enviada ao Estadão/Broadcast, que vai apoiar a BRF na reversão da suspensão de importações da sua unidade de Lucas do Rio Verde.
"A ABPA reforça os elevados padrões de qualidade do setor e da BRF e a excelência dos produtos brasileiros exportados para mais de 150 nações nos cinco continentes, apoiando a segurança alimentar de milhões de pessoas em todo o mundo", afirmou.
E acrescentou que confia que as exportações para o mercado chinês serão restabelecidas em breve. A planta da BRF em Lucas do Rio Verde foi habilitada para exportar para a China em setembro de 2019 e também produz para a África do Sul e Canadá.
É uma das unidades da empresa cuja operação é 100% digitalizada e recebe investimentos constantes. No início do mês passado, por exemplo, a companhia anunciou que vai investir R$ 670 milhões na operação de Mato Grosso, entre as fábricas de Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, para modernização e ampliação da produção.
Se a China afeta o potencial de curto prazo de alguns setores, veja outras ações e um segmento que podem melhorar sua carteira neste vídeo:
Ministério tenta intervir
O país asiático vem suspendendo, desde o ano passado, as compras de frigoríficos de vários países. A justificativa seria o maior controle sanitário, em razão da pandemia da covid-19.
A última suspensão de um frigorífico brasileiro ocorreu em setembro do ano passado, porém em caráter temporário. Na época, a Gacc paralisou as compras de uma planta de bovinos da Minerva Foods por uma semana.
As relações de frigoríficos com a China têm sido discutidas pelo setor com a ministra Tereza Cristina. Na última semana ela se reuniu com representantes de frigoríficos para tratar de novas habilitações.
Também na semana passada o Ministério da Agricultura informou ao Estadão/Broadcast que a China havia concordado em retomar a análise de pedidos de habilitação de frigoríficos brasileiros.
De acordo com a nota, esse trabalho tinha sido suspenso desde o início da pandemia, com a Gacc mais focada na prevenção e controle da covid-19.
Na ocasião, a pasta disse também que 56 plantas aguardam análise para habilitação pelo governo chinês, mas, para dar continuidade ao processo, elas precisam atualizar informações técnicas, incluindo controles implementados para prevenção do coronavírus.
Por R$ 7, Natura (NATU3) conclui a venda da Avon Internacional e encerra capítulo turbulento em sua história
A companhia informou que concluiu a venda da Avon Internacional para o fundo Regent LP. O valor pago pela operação da marca foi simbólico: uma libra, cerca de R$ 7
Cyrela (CYRE3) aprova aumento de capital de R$ 2,5 bilhões e criação de ações preferenciais para bonificar acionistas
Assembleia de acionistas aprovou bonificação em ações por meio da emissão de papéis PN resgatáveis e conversíveis em ações ordinárias, com data-base de 30 de dezembro
Ressarcimento pelos CDBs do Banco Master fica para 2026
Mais de um mês depois de liquidação extrajudicial do Banco Master, lista de credores ainda não está pronta.
Cosan (CSNA3): Bradesco BBI e BTG Pactual adquirem fatia da Compass por R$ 4 bilhões, o que melhora endividamento da holding
A operação substitui e renegocia condições financeiras da estrutura celebrada entre a companhia e o Bradesco BBI em 2022
Petz e Cobasi: como a fusão das gigantes abre uma janela de oportunidade para pet shops de bairro
A união das gigantes resultará em uma nova empresa com poder de negociação e escala de compra, mas nem tudo está perdido para os pequenos e médios negócios do setor, segundo especialistas
Casas Bahia aprova aumento de capital próprio de cerca de R$ 1 bilhão após reestruturar dívida
Desde 2023, a Casas Bahia vem passando por um processo de reestruturação que busca reduzir o peso da dívida — uma das principais pedras no sapato do varejo em um ambiente de juros elevados
Oi (OIBR3) não morreu, mas foi quase: a cronologia de um dos maiores desastres da bolsa em 2025
A reversão da falência evitou o adeus definitivo da Oi à bolsa, mas não poupou os investidores: em um ano marcado por decisões judiciais inéditas e crise de governança, as ações estão entre as maiores quedas de 2025
Cogna (COGN3), Cury (CURY3), Axia (AXIA3) e mais: o que levou as 10 ações mais valorizadas do Ibovespa em 2025 a ganhos de mais de 80%
Com alta de mais de 30% no Ibovespa no ano, há alguns papéis que cintilam ainda mais forte. Entre eles, estão empresas de educação, construção e energia
R$ 90 bilhões em dividendos, JCP e mais: quase 60 empresas fazem chover proventos às vésperas da taxação
Um levantamento do Seu Dinheiro mostrou que 56 empresas anunciaram algum tipo de provento para os investidores com a tributação batendo à porta. No total, foram R$ 91,82 bilhões anunciados desde o dia 1 deste mês até esta data
Braskem (BRKM5) é rebaixada mais uma vez: entenda a decisão da Fitch de cortar o rating da companhia para CC
Na avaliação da Fitch, a Braskem precisa manter o acesso a financiamento por meio de bancos ou mercados de capitais para evitar uma reestruturação
S&P retira ratings de crédito do BRB (BSLI3) em meio a incertezas sobre investigação do Banco Master
Movimento foi feito a pedido da própria instituição e se segue a outros rebaixamentos e retiradas de notas de crédito de agências de classificação de risco
Correios precisam de R$ 20 bilhões para fechar as contas, mas ainda faltam R$ 8 bilhões — e valor pode vir do Tesouro
Estatal assinou contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos, mas nova captação ainda não está em negociação, disse o presidente
Moura Dubeux (MDNE3) anuncia R$ 351 milhões em dividendos com pagamento em sete parcelas; veja como receber
Cerca de R$ 59 milhões serão pagos como dividendos intermediários e mais R$ 292 milhões serão distribuídos a título de dividendos intercalares
Tupy (TUPY3) convoca assembleia para discutir eleição de membros do Conselho em meio a críticas à indicação de ministro de Lula
Assembleia Geral Extraordinária debaterá mudanças no Estatuto Social da Tupy e eleição de membros dos conselhos de administração e fiscal
Fundadora da Rede Mulher Empreendedora, Ana Fontes já impactou mais de 15 milhões de pessoas — e agora quer conceder crédito
Rede Mulher Empreendedora (RME) completou 15 anos de atuação em 2025
Localiza (RENT3) e outras empresas anunciam aumento de capital e bonificação em ações, mas locadora lança mão de ações PN temporárias
Medidas antecipam retorno aos acionistas antes de entrada em vigor da tributação sobre dividendos; Localiza opta por caminho semelhante ao da Axia Energia, ex-Eletrobras
CVM inicia julgamento de ex-diretor do IRB (IRBR3) por rumor sobre investimento da Berkshire Hathaway
Processo surgiu a partir da divulgação da falsa informação de que empresa de Warren Buffett deteria participação na resseguradora após revelação de fraude no balanço
Caso Banco Master: Banco Central responde ao TCU sobre questionamento que aponta ‘precipitação’ em liquidar instituição
Tribunal havia dado 72 horas para a autarquia se manifestar por ter optado por intervenção em vez de soluções de mercado para o banco de Daniel Vorcaro
Com carne cara e maior produção, 2026 será o ano do frango, diz Santander; veja o que isso significa para as ações da JBS (JBSS32) e MBRF (MBRF3)
A oferta de frango está prestes a crescer, e o preço elevado da carne bovina impulsiona as vendas da ave
Smart Fit (SMFT3) lucrou 40% em 2025, e pode ir além em 2026; entenda a recomendação de compra do Itaú BBA
Itaú BBA vê geração de caixa elevada, controle de custos e potencial de crescimento em 2026; preço-alvo para SMFT3 é de R$ 33