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Como listagem ocorreu após cisão das operações do atacarejo, e não IPO, ações estão passando por reajuste para refletir nova realidade
As ações do Assaí estrearam em grande estilo nesta segunda-feira (1º) na B3, com alta de mais de três dígitos. Por outro lado, os papéis do Pão de Açúcar (GPA), então seu controlador, recuaram fortemente.
As ações da rede de atacarejo, negociadas com o símbolo “ASAI3”, fecharam com uma alta de nada menos que 385,71%, a R$ 71,40, depois de terem chegado a disparar mais de 400% no melhor momento do pregão. Já os papéis do GPA (PCAR3) caíram 71,89%, a R$ 23,33.
Pelos movimentos, parece que deu algum bug nas telas de home broker ou nas informações que a B3 vende para as plataformas de investimentos. Ou então, que os investidores estão migrando intensamente para o Assaí, abandonando o barco do GPA.
Na verdade, não é uma coisa nem outra. O que está ocorrendo, na verdade, é um ajuste nas cotações para refletir o novo capital social e o valor atribuído pelos investidores a cada companhia.
O Assaí passou a ter ações negociadas na bolsa após ter sido separada do multivarejo do GPA, em operação anunciada no final de 2020. A ideia, segundo o informado na ocasião, é destravar valor das duas unidades e proporcionar maior e melhor acesso a financiamentos por ambas, de acordo com as respectivas estratégias e planos de expansão.
Diferente do que a CSN (CSNA3) fez com a CSN Mineração (CMIN3), o GPA não realizou uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do Assaí. Ele decidiu repassar aos seus acionistas a mesma porcentagem que eles têm no GPA em ações do Assaí.
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Isto fez com que os papéis do Assaí chegassem ao mercado sem um valor definido, como ocorre num IPO, enquanto o valor do Pão de Açúcar ficou desfasado, porque até sexta-feira (26) ele também refletia os ativos e o desempenho do Assaí.
Diante disto, as ações de ambos passaram pelo chamado leilão de abertura, mecanismo que auxilia na definição do valor dos ativos antes do início dos negócios. Como o Assaí não tinha sido precificado, e o GPA já não conta mais com a rede de atacarejo, foi o mercado que definiu os preços iniciais, e não vendedor.
O preço inicial do leilão foi baseado no capital social de cada companhia. Tomando como base os números do balanço do quarto trimestre, a XP Investimentos estimou um preço de aproximadamente R$ 10,30 por ação para o Assaí e de R$ 73,60 por ação para o Pão de Açúcar.
A partir daí, quando o pregão abriu, as cotações dos papéis passaram a ser estabelecidas conforme o valor atribuído pelos investidores a cada companhia, além da questão da oferta e da demanda.
A XP Investimentos calculou que as ações do Assaí podem alcançar R$ 71,90 por unidade, tomando como base o múltiplo atual do Grupo Mateus (GMAT3), seu concorrente com características mais próximas na B3 – os investidores tomam outras empresas como parâmetro na hora de precificar os papéis.
“Importante destacar que essa forte alta reflete apenas um ajuste do preço de uma realidade puramente contábil (capital social da companhia) para uma realidade de valor de mercado”, diz trecho do relatório assinado pelos analistas Danniela Eiger, Marco Nardini e Thiago Suedt.
Considerando as mesmas premissas, o valor das ações do Pão de Açúcar sem o Assaí seria em torno de R$ 11,10, uma queda de 85% em relação à estimativa deles para o preço de início do leilão de abertura.
Não dá para responder a esta pergunta com base no movimento de hoje. As ações do Pão de Açúcar estão caindo porque elas passaram a considerar apenas as operações de multivarejo. Segundo a XP, é um movimento natural para refletir a saída do Assaí.
“A melhor forma de interpretar o novo preço de PCAR3 será olhar para o seu múltiplo negociado (P/L para 2021) e perspectivas do negócio. Para entender o real resultado do seu investimento em PCAR3, você deverá somar os preços das duas ações (PCAR3 e ASAI3) e comparar com o preço de fechamento de hoje (sexta-feira), em R$ 83,00 por ação”, diz trecho do relatório.
O saldo dessa conta, por enquanto é positivo, com alta de cerca de 17,84%, a R$ 97,81.
Na opinião dos analistas da XP, as perspectivas do Pão de Açúcar e do Assaí são positivas e, por isso, eles recomendam a compra dos dois papéis.
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