Após balanço, ações do Mercado Livre (MELI) sobem mais de 5%; veja os destaques
Empresa, que tem BDRs negociados na B3 (MELI34), apresentou crescimento de 39,2% no volume geral de vendas no segundo trimestre

As ações do Mercado Livre (MELI) negociadas na Nasdaq sobem 5% no after-market, a US$ 1.650,00, após a gigante de comércio eletrônico com forte atuação no Brasil apresentar o balanço do segundo trimestre.
Vale lembrar a empresa tem BDRs - recibos de ação - negociados na B3 (MELI34). É possível esperar uma reação também otimista dos papéis na bolsa brasileira nesta quinta-feira (5).
Os destaques do segundo trimestre do Mercado Livre foram os seguintes:
- Lucro líquido de US$ 68,2 milhões, o que resulta em lucro líquido de US$ 1,37 por ação.
- Receita líquida de US$ 1,7 bilhão, aumento de 93,9% na comparação com o mesmo período de 2020. Em moeda constante, a alta foi de 102,6%.
- No Brasil, a receita líquida cresceu 101% neste trimestre em moeda constante. A operação brasileira já representa 55,9% da receita líquida total da companhia.
- Lucro antes de impostos, de US$ 138,9 milhões, crescimento de 55,5% em relação aos US$ 89,3 milhões apurados durante o segundo trimestre de 2020.
- Base de usuários únicos ativos durante o trimestre aumentou 47,4% em comparação com igual período de 2020, atingindo 75,9 milhões.
- O volume de vendas (GMV) foi de US$ 7 bilhões, representando um crescimento anual de 39,2% em dólar e de 46,1% em moeda constante.
Operação brasileira
A operação brasileira cresceu mais de 40% em volume de vendas, em moeda constante, na comparação com 2020, com mais de 125 milhões de itens vendidos neste trimestre.
O Mercado Livre lembrou em relatório que a contribuição da recente parceria com o Grupo Pão de Açúcar e da entrega no mesmo dia. Segundo a empresa, mantendo o atual ritmo de crescimento, essa frente pode vir a representar quase 20% dos CEPs do Brasil.
Com o Mercado Envios, 230,5 milhões de itens foram enviados, aumento de 46,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. No Brasil, os envios via rede gerenciada atingiram 86% da operação, sendo mais de 29% via logística própria do Mercado Livre.
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O volume total de pagamentos (TPV) via Mercado Pago atingiu US$ 17,5 bilhões, crescimento de 56,3%, em dólar, e de 72,2% em moeda constante. Já o valor total transacionado (TPN) no período cresceu 80,3%, ano contra ano, atingindo 729,9 milhões no segundo trimestre.
O volume total de pagamentos via Mercado Pago fora da plataforma do Mercado Livre atingiu US$ 10,3 bilhões, crescimento de 70,5% em dólar e de 93,5% em moeda constante.
Já o número de transações de pagamento atingiu 556,0 milhões, crescimento de 101,6% na mesma comparação anual.
"Como um canal importante para o crédito ao consumidor, o recurso 'compre agora, pague depois' para pagamentos via carteira Mercado Pago, já atingiu taxas de penetração de dois dígitos no Brasil".
O que dizem os analistas sobre Mercado Livre (MELI)?
O Mercado Livre (MELI) em geral é uma empresa bem avaliada pelo mercado. No final de maio, por exemplo, o Goldman Sachs reiterou a recomendação de compra para as ações da companhia, ao analisar a atuação do varejo no Brasil.
O bancou reiterou que o hábito de compra pela internet, impulsionado pela pandemia, deve continuar a fazer parte da rotina de uma parcela dos consumidores mesmo após a vacinação.
Os analistas levaram em conta a penetração de apenas 11% do e-commerce sobre as operações do varejo brasileiro. Para o Goldman Sachs, as vendas online corresponderiam a 13% do total ainda neste ano e a 20% em 2024.
Entre as empresas, a divisão estaria em 35,6% de participação do mercado para o Mercado Livre, enquanto B2W e Magazine Luiza tem 21,5% e 21,1%, respectivamente. A dona das Casas Bahia teria 12,4%.
VÍDEO: BDRs para investir em 2021: o que esperar das empresas do exterior?
*Com Estadão Conteúdo
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