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Empresas negam que haja acordo para eventual combinação de negócios ou parcerias, mas expectativa já está criada, e ação registra forte alta nesta sexta
Poucas coisas animam tanto os investidores como notícias sobre fusões e aquisições, mesmo antes de um acordo mais definitivo. E nesta sexta, essa animação aparece principalmente na ação da Lojas Marisa (AMAR3), depois que a Americanas (AMER3) admitiu conversas preliminares com os assessores financeiros da rede de varejo de moda.
Mesmo assim, os investidores já começam a se posicionar para lucrar com uma possível combinação entre AMAR3 e AMER3.
Pouco depois da abertura, a ação ON da Marisa chegou a subir quase 15%, e pouco depois das 11 horas, avançava mais de 7%. No papel da Americanas, a reação é oposta, com queda de 1%.
Em comunicado, a Americanas afirma que seus assessores tiveram contatos preliminares com os assessores da Marisa, mas que não há “qualquer formalização de interesse”.
Já a Marisa, em outro comunicado, diz que contratou a assessoria da Lazard para “avaliar alternativas de otimização de sua estrutura de negócios”, incluindo a sua operação financeira, o MBank.
Há oportunidade de valorização na ação de uma gigante global de varejo, concorrente da Americanas no Brasil. Veja no vídeo:
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Para os profissionais do mercado que acompanham as empresas de perto, uma eventual fusão seria positiva para a Americanas.
A equipe da Ativa Investimentos lembra que a aproximação entre as duas empresas aconteceu com o objetivo de desenvolver uma parceria no MBank, algo que pode ser ampliado.
“A Marisa tem características atrativas para a Americanas pois atende a uma demanda de expansão de marcas e produtos de vestuário, calçados e lingeries no marketplace”, diz a Ativa.
Para a corretora, dinheiro não seria problema para a Americanas, que tem R$ 17,2 bilhões em caixa e alavancagem próxima de zero, ante um valor de mercado de cerca de R$ 2 bilhões da Marisa.
Luis Sales, da Guide Investimentos, é outro que acredita que uma eventual fusão entre as duas empresas seria positiva para a Americanas, com pagamento que envolveria caixa e troca de ações.
“A Americanas poderá expandir seu portfólio de produtos, com vestuário, e ainda aumentar sua atuação com foco nas classes B e C”, afirma o analista.
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