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É a segunda vez que a empresa coloca no mercado sua abertura de capital, depois do cancelamento da operação em março; oferta será somente primária

Em uma nova tentativa de abrir seu capital, a plataforma de varejo de insumos agrícolas AgroGalaxy aprovou uma oferta inicial de ações restrita, com distribuição primária. Assim, todo o volume captado entrará no caixa da companhia.
Segundo o aviso ao mercado divulgado pela empresa, o número de ações emitidas, já somados os lotes adicional e complementar, pode chegar a mais de 34,3 milhões.
A faixa indicativa proposta vai de R$ 13,75 a R$ 16,50. Se conseguir emplacar o teto deste intervalo, a AgroGalaxy vai levantar quase R$ 567 milhões.
Pelo cronograma apresentado pela empresa, o procedimento para definir o preço final por ação (bookbuilding) se encerra na próxima quinta-feira, 22. E os papéis começam a ser negociados na B3 na segunda, 26. Foi pedida a listagem no segmento Novo Mercado.
A AgroGalaxy pretende utilizar os recursos captados para realizar fusões e aquisições, e também para reforçar seu capital de giro e investir em expansão orgânica.
Atualmente, a controladora da empresa é o fundo de investimentos Aqua Capital, que tem 60% do capital. Na oferta, está previsto que os atuais acionistas não poderão vender suas ações em mercado pelo período de 6 meses.
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No balanço do primeiro trimestre, a AgroGalaxy mostrou uma evolução nos seus resultados. A receita líquida cresceu 49% na comparação anual, para R$ 1,204 bilhão.
O Ebitda ajustado mais que triplicou no mesmo período, passando de R$ 9,1 milhões para R$ 28,6 milhões. Mas a empresa ainda não conseguiu entregar lucro, registrando um prejuízo de R$ 21,4 milhões entre janeiro e março, ante perda de R$ 26,2 milhões um ano antes.
A dívida líquida ajustada cresceu 13,9% em um ano, para R$ 772,9 milhões. No entanto, a alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda, caiu de 3,4 vezes para 2,8 vezes.
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