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Kaype Abreu

Kaype Abreu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.

Varejo de móveis

Ações da Mobly (MBLY3), que derretem 50% desde IPO, têm nova baixa após balanço; veja o que dizem analistas

Papéis caíram quase 10% nesta terça; empresa teve segundo trimestre dentro do esperado, com resultado impactado pela alta dos custos das matérias-primas

Kaype Abreu
Kaype Abreu
10 de agosto de 2021
16:20 - atualizado às 18:42
Fachada da loja física da Mobly
Loja da Mobly na Vila Arens/Vila Progresso. Jundiaí - SP - Imagem: Divulgação / Mobly

As ações da Mobly (MBLY3) mergulharam nesta terça-feira (10), após a companhia divulgar o balanço do segundo trimestre. Os papéis fecharam com forte queda de 9,73%, a R$ 12,80.

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Com a queda de hoje, as ações da Mobly já derretem 50% desde a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da companhia, em fevereiro deste ano.

Os destaques do segundo trimestre da empresa são os seguintes:

  • Volume de vendas (GMV) chegou a R$ 247 milhões, em linha com o esperado pelo mercado;
    • O destaque foi a frente de lojas, impactada de forma positiva pela reabertura econômica: o GMV desse segmento foi de R$ 35 milhões (ante R$ 8 milhões do mesmo período do ano passado);
  • Volume de vendas do segmento online caiu, influenciado pela forte base de comparação: a baixa foi de 53% em junho, na comparação anual;
  • A Mobly continuou a melhorando a logística, batendo o menor tempo de espera desde o início de 2020: 12,5 dias em julho;
  • A receita líquida atingiu R$ 175,7 milhões, crescendo 38,6% na comparação anual, devido aos prazos de entrega menores;
  • Margem bruta caiu para 37,5%, ante 40,3%, por conta da alta dos custos das matérias-primas.

Os resultados da Mobly em parte refletem os desafios com os quais o setor mobiliário tem lidado desde que a pandemia de covid-19 desorganizou a cadeia de suprimentos.

Diversos setores, entre eles o de móveis, registram inflação substancial de custos de insumos, que não pode ser totalmente repassada aos consumidores devido ao cenário de baixa demanda.

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Por outro lado, analistas e executivos da empresa destacam, entre outros fatores, o ganho de participação de mercado e o avanço de iniciativas de crescimento da companhia conforme definido no IPO.

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Entre as iniciativas que devem beneficiar a companhia estão o financiamento de fornecedores, o aumento nas campanhas de marketing e a ampliação da sua rede de lojas físicas e centros de distribuição.

A Mobly inaugurou em julho uma megaloja na cidade de Campinas e planeja abrir mais seis novas lojas até o final do ano.

"O novo e maior centro de distribuição, em Cajamar (SP), está em construção e deve permitir à Mobly consolidar as operações do que antes eram dois espaços separados no estado", disseram os analistas do Goldman Sachs.

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Mobly (MBLY3): o que dizem os analistas

Ao menos dois bancos de investimento mantiveram a recomendação de compra para as ações da Mobly (MBLY3) após os resultados do segundo trimestre.

  • Itaú BBA: preço-alvo de R$ 27,8 por ação;
  • Goldman Sachs: preço-alvo de R$ 26 por ação.

O Itaú BBA destaca que a empresa continua a melhorar a logística e segue com seu plano de abertura de lojas - o que, segundo os analistas do banco, deve melhorar o reconhecimento da marca e a experiência do cliente.

"Continuamos acreditando que a Mobly está bem posicionada para consolidar o mercado extremamente fragmentado de móveis no Brasil", disse a instituição em relatório.

Além de expressar otimismo com o projeto de expansão da Mobly, os analistas do Goldman Sachs argumentam que a empresa tem um múltiplo EV/Sales (valor de firma sobre vendas) abaixo dos pares globais.

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A estimativa do banco é que o múltiplo da companhia possa atingir 1,7 vezes em 12 meses.

VÍDEO: Amazon (AMZO34) e Alpargatas (ALPA4): hora de comprar? 

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