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Além do bitcoin (BTC): conheça os ETFs de criptomoedas da bolsa brasileira — e o que deu mais retorno até agora

Desde a estreia, todos os ETFs da B3 acumulam alta na casa dos dois dígitos, mas o campeão deles venceu com um avanço de mais de 100%

Os ETFs da bolsa brasileira
Confira quem são os ETFs em criptomoeda da bolsa brasileira e qual o desempenho deles desde a estreia - Imagem: Pixabay

O mercado de criptomoedas foi chacoalhado com a aprovação do primeiro fundo de índice (ETF, em inglês) nos Estados Unidos. A notícia impulsionou as cotações do bitcoin, que encerrou a semana em alta de mais de 10% e ultrapassou a barreira dos US$ 60 mil. 

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Mas os norte-americanos estão um pouco atrasados nesse quesito. 

Os investidores brasileiros já têm à disposição fundos de criptomoedas negociados em bolsa desde abril deste ano. A B3 já conta com cinco ETFs com as mais diversas composições.

Existem algumas vantagens para quem opta pelo investimento em ETF, como, por exemplo, a facilidade em relação ao investimento direto em bitcoins e criptomoedas. A taxa de administração também costuma ser menor do que em fundos tradicionais.

Nesta reportagem eu apresento para você os fundos de criptomoedas negociados na B3 e o retorno acumulado desde a estreia de cada um. Qual será o mais rentável?

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O que é um ETF?

Antes da resposta, um pequeno preâmbulo para explicar o que é um ETF. Como a sigla em inglês sugere, os Exchange Traded Funds são fundos com cotas negociadas em bolsa que buscam igualar ou superar um índice de referência.

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No caso das criptomoedas, os ativos são alocados no exterior porque a regulamentação brasileira ainda não reconhece criptomoedas como ativos financeiros. 

Assim, a gestora mantém esses ativos no exterior e a grande maioria desses índices segue um padrão internacional desenvolvido pela Nasdaq.

Os ETFs são uma alternativa de baixo custo para quem começa a dar os primeiros passos na renda variável — ou procura estratégias específicas para diversificar a sua carteira. Bancos e corretoras vêm travando  verdadeira batalha pela hegemonia nesse mercado, o que deve se intensificar com a maior diversificação desse mercado.

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HASH11

TickerTaxa de administração (%)Gestora
HASH11de 0,30% até 1,30% ao anoHashdex

O primeiro fundo de índice em criptomoeda da B3 foi lançado em abril deste ano pela Hashdex. O HASH11 teve sua estreia na bolsa em abril deste ano, com uma alta de 12,26% no primeiro dia de negociações. 

Esse ETF replica o Nasdaq Crypto Index (NCI), índice desenvolvido pela gestora brasileira Hashdex em parceria com a Nasdaq. O NCI é rebalanceado a cada três meses e composto pelas seguintes criptomoedas:

  • Bitcoin (66,71%)
  • Ethereum (29,64%)
  • Litecoin (0,87%)
  • Chainlink (0,69%)
  • Uniswap (0,59%)
  • Bitcoin Cash (0,57%)
  • Filecoin (0,49%)
  • Stellar (0,43%)

Entretanto, alguns especialistas do mercado destacam que esse índice pode não ser o melhor para replicar o que ocorre de fato com o mercado de criptomoedas.

André Franco, da Empiricus, afirma que excluir o Dogecoin, por exemplo, retira uma parte importante do movimento do mercado, tendo em vista que o DOGE é uma das dez principais criptomoedas do mundo. 

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A moeda-meme já é listada em uma série de corretoras (exchanges) e movimenta um volume de aproximadamente US$ 4 bilhões por dia. Entretanto, não é um projeto sério e não é considerado um investimento pelos analistas do mercado, o que exclui o DOGE de índices sérios como o NCI

Além disso, as gestoras não querem respaldar o investimento em projetos que não tem futuro. Confira mais detalhes da entrevista de André Franco no Papo Cripto #004:

QBTC11

TickerTaxa de administração (%)Gestora
QBTC110,75% ao anoQR Capital

O segundo ETF da bolsa brasileira também trouxe uma novidade: esse foi o primeiro fundo com exposição 100% ao bitcoin da América Latina. Ele estreou a classe de ETFs monoativos da B3, ou seja, é como expor sua carteira ao potencial (e riscos) dos criptoativos

O índice de referência adotado pelo QBTC11 é o CME CF Bitcoin Reference Rate que foi elaborado pelo Chicago Mercantile Exchange (CME) Group em conjunto com a CF Benchmarks e realiza a precificação do bitcoin seguindo uma média entre os valores à vista negociados nas maiores exchanges reguladas de bitcoin do mundo, como Binance, Coinbase e FTX.

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QETH11

TickerTaxa de administração (%)Gestora
QETH110,75% ao anoQR Capital

De maneira semelhante, o QETH11, também da QR Capital, faz o mesmo que o QBTC11, mas com a segunda principal criptomoeda do mercado, o ethereum (ETH). 

O bitcoin é a principal moeda digital do mundo, mas outras criptomoedas também desenvolvem projetos que animam os especialistas. O ethereum, por exemplo, é a blockchain que abriga os famosos NFTs, os certificados digitais que abalaram o mundo das artes no início do ano, e os DeFis, as finanças descentralizadas.

Além disso, o éter é a principal blockchain para as soluções de segunda camada, como são chamadas as aplicações no mundo das criptomoedas

Recentemente, o ETH passou por uma repaginada com a Atualização EIP-1559, ou London Fork, que tornou as transações mais baratas e chegou a animar grandes instituições como o JP Morgan

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BITH11

TickerTaxa de administração (%)Gestora
BITH11de 0,10% até 0,70% ao anoHashdex

Oficialmente, o primeiro ETF com exposição 100% ao bitcoin foi o QBTC11, da QR Capital, mas o BITH11 tem um diferencial: corrigir o impacto de carbono da mineração de bitcoin

A empresa alemã Crypto Carbon Ratings Institute (CCRI) produzirá relatórios anuais com estimativas para o consumo de energia e emissão de carbono relativos aos bitcoins adquiridos pelo fundo de índice alvo do BITH11.

Esses relatórios serão divulgados publicamente e, com base nos cálculos, o BITH11  irá reduzir a emissão por meio da aquisição de créditos de carbono e investimentos em projetos neutralizadores. 

O BITH11 replica o desempenho do índice Nasdaq Bitcoin Reference Price (NQBTC), fundo constituído nas Ilhas Cayman e listado na Bolsa de Bermudas (BSX).

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ETHE11

TickerTaxa de administração (%)Gestora
ETHE110,70% ao anoHashdex

Por fim, o novato dos ETFs de cripto da bolsa brasileira também é uma diversificação da Hashdex no mundo dos criptoativos. O ETH11 replica o preço do ethereum (ETH) segundo o  Nasdaq Ethereum Reference Price (NQETH).

Afinal, qual o ETF de criptomoedas mais rentável?

Desde o início do mês, o bitcoin já saltou da faixa dos US$ 46 mil para os US$ 61 mil na cotação desta segunda-feira. Não à toa, os investidores chamam outubro de “uptober”, quando a criptomoeda costuma registrar as maiores altas. 

Os ETFs estrearam em momentos diferentes para as criptomoedas, e isso explica boa parte da diferença de retorno entre eles. Ainda assim, todos acumulam  alta na casa dos dois dígitos desde a estreia.

O campeão de retorno até o momento é o QBTC11, com alta de 117,1% A lanterna fica como o HASH11. Mas vale também fazer a comparação em períodos semelhantes.

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Nos últimos 30 dias, o ETF campeão de rentabilidade na B3 também é o QBTC11, que acompanhou a alta de 33% do bitcoin no último mês. Na outra ponta, o ETH11 avançou apenas 8,45% no mesmo período.

TickerLançamentoPreço de lançamentoPreço do último fechamento (sexta-feira, 15)Variação desde a estreia (%)Variação acumulada nos últimos 30 dias (%)
HASH1126 de abrilR$ 52,00R$ 58,6712,83%23,76%
QBTC1123 de junhoR$ 10,00R$ 21,71? 117,1%?33,54%
BITH115 de agostoR$ 50,43R$ 82,4863,55%25,86%
QETH1110 de agostoR$ 10,00R$ 15,1351,30%12,20%
ETHE1118 de agostoR$ 50,00R$ 61,4422,88%8,45%

Bônus: Como investir em ETF

Investir em um ETF não é muito diferente de comprar uma ação na bolsa. Para comprar uma cota é preciso apenas ter conta em uma corretora comum e procurar pelo ticker de negociação do fundo.

Entretanto, vale ressaltar que o mundo das criptomoedas é extremamente volátil e os ETFs de criptomoedas são considerados ativos de alto risco. 

Ter uma carteira equilibrada é essencial antes de investir em criptomoedas. Apesar de os resultados saltarem aos olhos, os riscos também são bem elevados.

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