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Se sua ideia é aproveitar a alta recente para comprar carros como forma de proteger o seu patrimônio contra a inflação, é melhor mudar de ideia antes que se arrependa
Desde muito criança, em quase todas as reuniões de família, eu sempre escutava algum parente orgulhoso, exaltando o ótimo "investimento" que havia feito ao comprar o último carro lançado pela Ford, Chevrolet, Fiat ou Volks (naquela época não tínhamos a infinidade de marcas que temos hoje).
O engraçado é que quando somos crianças engolimos algumas coisas que nossos parentes dizem sem qualquer senso crítico. A ideia do carro como um investimento certamente foi uma dessas "sabedorias" que carreguei comigo durante muito tempo, até descobrir na Bolsa e no Tesouro Direto o que eram os investimentos de verdade.
Em qualquer que seja o investimento, estamos dispostos a colocar o nosso dinheiro em um ativo em troca:
Quando compramos ações, nos colocamos na possibilidade de vender o ativo mais caro no futuro e ainda nos tornamos elegíveis para receber dividendos nesse meio tempo.
Da mesma forma, quando colocamos nosso dinheiro em títulos do tesouro, passamos a receber rendimentos até o vencimento e, de quebra, ainda podemos ter um lucro caso o movimento da taxa de juros nos ajude.
Agora, compare os dois investimentos acima com o "investimento" em um carro:
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Pergunta número 1: carros trazem rendimentos mensais ou anuais para os seus donos?
Não mesmo! Na verdade, carros trazem muitas despesas com impostos, manutenção e, se você assumiu um financiamento, ainda tem as enormes despesas com juros.
Agora a pergunta número 2: carros se valorizam para serem vendidos com lucro no futuro?
Mais uma vez, não! Você sabe que todo carro, principalmente os mais novos, tendem a perder valor ano após ano depois de saírem da concessionária.
Se um ativo te dá um monte de despesa e ainda tem desvalorização garantida, como esse negócio pode ser considerado um investimento?
Mas eu não vou ser tão injusto. Existem motivos para os brasileiros considerarem o carro como um investimento.
É porque houve uma época (anos 80 e primeira metade dos anos 90) na qual o carro realmente tinha uma daquelas características de investimento mencionadas acima.
Aqueles que deixassem o dinheiro no banco, corriam o risco de ter a grana confiscada pelo governo.
Os que guardassem debaixo do colchão, veriam o dinheiro se desvalorizar brutalmente por causa da hiperinflação.
Comprar um carro que se valorizava mensalmente por causa da enorme inflação era uma forma de "aplicar" dinheiro em algo que poderia ser vendido por um valor maior no futuro.
Eu tenho certeza que você está sentindo no bolso como o preço de quase tudo está subindo loucamente nos últimos 12 meses.
As contas de energia, de gás, as compras de supermercado, enfim, tudo (menos o seu salário) disparou depois do início da pandemia.
E como você também já deve ter visto, o preço dos carros usados catapultou nos últimos meses, aumentando ainda mais aquela sensação de que comprar um carro é uma ótima forma de investimento.
Apenas para exemplificar, eu peguei a variação do preço de um modelo Volkswagen Gol 2017 desde junho do ano passado, mas o mesmo tem acontecido com praticamente todos os veículos no mercado:
Esses 13% de valorização em 2021 é melhor do que muito investimento por aí!
Mas será que isso é suficiente para inserir os carros na categoria "investimentos" novamente?
Temos de tentar entender o que provocou esse movimento e se essas condições vão se manter no futuro.
Esse aumento nos preços dos veículos é resultado principalmente da alta de preços de commodities (como o aço) e do dólar, somados à interrupção na produção das fábricas por causa das ondas de covid-19 e à falta de materiais cruciais no processo de produção (como os chips).
Mas apesar dessa tempestade perfeita ter ajudado a elevar o preço dos veículos nos últimos meses, tudo indica que esses problemas são temporários e serão resolvidos em breve. Ou seja, tudo indica que logo logo voltaremos a ver os preços de carros usados caindo anualmente como de costume.
Se a sua ideia é comprar um carro neste momento por questões de comodidade ou para realizar um sonho, vá em frente!
Mas se a sua ideia é aproveitar a alta recente para comprar carros como forma de proteger o seu patrimônio contra a inflação, é melhor mudar de ideia antes que se arrependa.
Ainda é difícil saber até quando os efeitos da pandemia vão influenciar a dinâmica de oferta e demanda e pressionar os preços de itens básicos do dia-a-dia para cima.
Mas diferente dos nossos pais, tios e avós que precisavam se virar com o que tinham ao seu alcance para tentar se proteger de possíveis riscos inflacionários, hoje nós temos à nossa disposição investimentos (de verdade) capazes de nos proteger da alta de preços e ainda nos oferecer ganhos e rendimentos reais mesmo em períodos de inflação elevada.
Por exemplo, o Tesouro IPCA 2035, título que oferece rendimentos protegidos contra a inflação, está propiciando aos seus compradores as melhores taxas desde o estouro da pandemia: IPCA + 4,2% ao ano, um ótimo patamar.
Além dessa, existem muitas oportunidades de proteger seu poder de compra e ainda obter lucros no setor de transmissão de energia elétrica, por exemplo, cujas companhias possuem receita atrelada à inflação e ainda costumam pagar ótimos dividendos.
Pensando nesse tipo de objetivo, o Felipe Miranda resolveu montar uma carteira focada em ativos que protegem seu poder de compra: é o que ele chama de Kit Anti-Inflação.
Além de oportunidades na renda fixa (como o Tesouro IPCA 2035) e no setor de transmissão, ele ainda traz uma série de companhias que atuam nos segmentos de consumo e commodities, além de um combo de fundos imobiliários, todos capazes de repassar o aumento de preços, te proteger de uma eventual escalada inflacionária e que ainda negociam por bons preços para te oferecer ganho de capital.
Se quiser conferir mais sobre essa seleção, deixo aqui o convite.
Um grande abraço e até a próxima!
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