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Estrelas sob pressão: Vale a pena investir nas ações das petroleiras?

Com a ‘onda verde’ dos investimentos, comprar ações do setor de óleo e gás soa como ofensa para alguns. Mas há oportunidades nas petroleiras

11 de junho de 2021
5:35 - atualizado às 17:38
Petróleo mercados Ibovespa dólar
Alta do petróleo coloca em risco a atual política de preços da Petrobras - Imagem: Shutterstock

Você pode não ter sentido porque aconteceu bem longe do Brasil, mas um terremoto abalou o ambiente das companhias de óleo e gás nos últimos dias.

Em uma decisão inédita no mundo corporativo, um tribunal holandês ordenou que a petroleira Shell corte suas emissões de carbono em pelo menos 45% até 2030, colocando uma sombra sobre o setor.

Será que outras companhias sofrerão sanções parecidas? Será que o fim está chegando para aquelas que um dia foram as estrelas do mercado financeiro?

Mudanças

Para falar a verdade, eu não tenho a menor intenção de adivinhar como será o mundo em 2030 – aliás, se você desse uma olhada no meu histórico de desempenho no bolão dos jogos da Copa, ia ver que minha capacidade de previsão é péssima.

Mas isso não quer dizer que não podemos fazer algumas observações pertinentes.

Para começar, apesar dessa decisão inédita do tribunal holandês, a pressão sobre as petroleiras não é algo tão recente.

Há muito tempo essas companhias já eram o alvo predileto de ativistas preocupados com as mudanças climáticas.

Mas nos últimos anos essas preocupações pararam de se restringir ao ambiente de ONGs e começaram a ser levadas em consideração no processo decisório no mundo financeiro também.

Hoje já tem muito fundo que prefere ficar de fora de companhias rentáveis e baratas pelo simples fato de que elas não estão comprometidas com a sustentabilidade ambiental, social ou com boas práticas de governança corporativa.

Um bom exemplo é a JGP, uma das gestoras que eu mais admiro, que criou recentemente o fundo temático JGP ESG, focado justamente nesse tipo de preocupação. Mas esse é apenas um dos vários fundos temáticos criados para satisfazer os anseios de investidores que se dizem "preocupados com o bem-estar social".

Reflexo no valuation

Você pode concordar com esse discurso "mais responsável" ou achar que ele não passa de "história para boi dormir", como dizia a minha avó.

O fato é que isso tem impacto relevante no preço dos ativos.

É a lei da oferta e demanda agindo mais uma vez. Se menos pessoas se interessam por um determinado setor, a balança pende para o lado da oferta e os preços tendem a se estabilizar em patamares mais baixos.

E à medida que vemos notícias como essa da Shell, mais e mais investidores passam a evitar o setor.

Não é à toa que a Petrobras e a Vale (que, convenhamos, também não está em um setor muito popular em termos ambientais) negociam por cerca de cinco vezes seus lucros esperados para 2022. Isso significa que, nessa toada, o lucro acumulado dessas companhias conseguiria superar o valor investido nelas em cinco anos. 

Eu realmente não sei se em 2035 estaremos todos andando em carros elétricos e morando em prédios "eco-friendly" com estruturas de bambu e que não utilizam mais aço para ficar de pé.

Mas com múltiplos tão baixos e mais alguns anos de bons resultados pela frente até que o mundo consiga se adaptar às mudanças, é pouco provável que quem compre as ações por preços tão baixos não consiga um bom retorno nesses investimentos.

Não à toa a VALE3 está em várias séries da Empiricus e a PETR4 é uma das grandes apostas do FIRE.

Redesenvolver é reciclar

Mas é sempre importante lembrar que produtor de petróleo não é tudo a mesma coisa, como costuma se pensar por aí.

Enquanto algumas companhias continuam tentando encontrar novos poços como se estivéssemos num mundo no qual não houvesse preocupações ambientais, outras companhias começaram a focar num segmento que deve se beneficiar do aumento das restrições: o redesenvolvimento de campos maduros.

Em vez de procurarem novas áreas para explorar, essas companhias tentam prolongar ao máximo a expectativa de vida útil de poços que já estão em produção ou que inclusive já foram abandonados. O resultado dessa abordagem é basicamente o mesmo da reciclagem: diminui drasticamente a necessidade de novas perfurações e também o desperdício de recursos naturais.

Com a perspectiva de restrições cada vez mais severas à atividade de exploração e de novas perfurações, é de se esperar que a atividade de redesenvolvimento de campos existentes ganhe cada vez mais importância nos próximos anos.

Aqui no Brasil, temos duas companhias focadas nesse tipo de atividade — Petrorecôncavo (RECV3) e 3R Petroleum (RRRP3). Gostamos das duas, mas vemos mais potencial em uma delas, que inclusive faz parte da série Oportunidades de Uma Vida.

Se quiser conferir os detalhes, deixo aqui o convite.

Um grande abraço e até a próxima!

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