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O melhor cenário seria que esta conversa só entrasse no radar do mercado no segundo semestre do próximo ano, mas riscos já inspiram cautela
A contragosto do mercado, as eleições de 2022 começam a dar contornos aos ativos financeiros, e já contribuem para a aversão ao risco dos investidores.
Usualmente começaríamos essa conversa apenas no próximo ano, no melhor dos cenários, no segundo semestre.
Mas, as coisas são como são. E como nem tudo acontece como gostaríamos, a verdade é que ela foi antecipada.
Preocupados com as possíveis (ou prováveis) medidas eleitoreiras que podem ser tomadas a partir de agora, muitos já antecipam estratégias, diminuindo o apetite por risco.
Uma batalha que começa a ser travada à frente do seu tempo.
E que, dado o nosso ainda pequeno mercado acionário e os bilhões investidos em fundos multimercados, deixa vítimas para todos os lados.
Em um mês, a desvalorização do Ibovespa já supera os 4%. Patamar que encolheu rapidamente os ganhos acumulados durante o ano.
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Para cima ou para baixo, em retrospectiva, os meses que antecedem as eleições presidenciais se desenham por um período de maior volatilidade.
Nos meses que precederam as eleições de 2018, por exemplo, entre julho e outubro de 2017, tivemos um rali praticamente ininterrupto do Ibovespa, que saiu dos 60 mil pontos para superar a barreira dos 76 mil.
Uma valorização de 26% num período bastante curto.
Elaboração: Empiricus | Fonte: Koyfin
Assim como o índice, costumeiramente o dólar também é impactado pela disputa, acumulando altas variações sob o beneficiado olhar da retrospectiva.
Em linhas gerais, o cenário desenhado pela última pesquisa XP/Ipespe de avaliação presidencial não é animador.
A julgar pelo resultado atual, num segundo turno entre Bolsonaro e Lula, a polarização tende a exacerbar a volatilidade do mercado.
Fonte: Pesquisa XP/Ipespe agosto | 2021. Avaliação presidencial, Eleições 2022.
Claro, os próximos meses podem afetar consideravelmente as estimativas, ainda mais se uma tão aguardada “terceira via” despontar.
Mas, caso o cenário atual se concretize e os discursos polarizados se inflamem, o dólar, vestido com sua roupagem de principal termômetro de risco, tende a testar novas máximas.
A priori, não conseguimos julgar qual será o desenrolar desse enredo, mas o que sabemos é que períodos como esse pedem cautela e estômago suficientes para serem ultrapassados.
Independentemente, alocações estruturais em dólar devem fazer parte de uma carteira de investimentos diversificada.
Nesse sentido, recomendo que essa alocação seja feita através do já conhecido caminho mais simples e menos burocrático: os fundos de investimento.
Para tornar nossa conversa a mais prática possível, aqui deixo algumas sugestões de fundos cambiais:
Nesses casos, sempre lembre-se de procurar uma boa combinação entre taxa de administração (quanto menor, melhor) e tempo de resgate (também quanto menor, melhor), assim como respeitar o valor necessário para o aporte inicial, o enquadrando dentro da alocação total de sua carteira de investimentos.
Um abraço,
Maria Clara.
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