Ibovespa zera os ganhos do ano e vira para queda: a maré da bolsa virou?
Depois de meses tenebrosos, marcados pela falta de vacina e insumos no pior momento da pandemia no país, o segundo trimestre de 2021 trouxe esperança para o Ibovespa. Os dados de atividade econômica começaram a mostrar um país em recuperação e a vacinação acelerou, com perspectivas reais para a imunização de jovens e adultos. A […]

Depois de meses tenebrosos, marcados pela falta de vacina e insumos no pior momento da pandemia no país, o segundo trimestre de 2021 trouxe esperança para o Ibovespa. Os dados de atividade econômica começaram a mostrar um país em recuperação e a vacinação acelerou, com perspectivas reais para a imunização de jovens e adultos.
A animação com a reabertura econômica empolgou o índice por semanas, levando-o a renovar diversas vezes o seu recorde de fechamento — agora acima da casa dos 130 mil pontos. Mas, desde a última máxima registrada em 7 de junho, a coisa tem andado ladeira abaixo.
O principal índice da bolsa brasileira saiu dos 130.776 pontos naquela ocasião para os 117.903 pontos nesta terça-feira, uma queda de 1,07% no pregão de hoje. Com isso, apagou completamente os ganhos do ano e agora acumula um recuo de 1% em 2021.
Nesta tarde, o dólar à vista também fechou em queda, desta vez de 0,20%, a R$ 5,2701, mas da última vez que o champanhe estourou na B3, a moeda americana estava na casa dos R$ 5,03.
O resultado poderia ter sido pior caso as palavras do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, não tivessem acalmado o mercado e retirado o dólar das máximas, a R$ 5,30, e o Ibovespa das mínimas, próximo dos 116 mil pontos — afinal, o cenário político segue complicado, com embates entre os Três Poderes e uma reforma do Imposto de Renda que corre o risco de não ser aprovada ou de crescer com o peso dos “jabutis”.
O presidente do BC voltou a mostrar uma postura firme contra a inflação e disse que a instituição fará o possível para cumprir a meta e ancorar as expectativas de elevação dos preços. Depois disso, a bolsa saiu do seu nível mais baixo desde abril e o dólar e a curva de juros acentuaram o movimento de alívio.
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A visão dos analistas já começa a mudar. O que antes parecia uma correção depois das máximas agora já mostra ares de reversão de tendência para o Ibovespa, saindo de um ciclo de alta para a neutralidade, já que a reabertura deve ser marcada apenas pelo retorno da demanda reprimida no último ano e não por uma melhora estrutural da economia.
O exterior hoje não ajudou, mas o movimento visto lá fora não preocupa. As bolsas americanas interromperam a sequência de recordes ao refletirem dados mistos da economia americana, e a variante delta traz incertezas. Mas o movimento de ajuste é visto como normal pelo mercado.
Depois de dias agitados, a temporada de balanços chegou ao fim, mas o noticiário corporativo também teve seus destaques:
- De olho no marketplace, Magazine Luiza (MGLU3) lança ferramentas financeiras para parceiros;
- O balanço do segundo trimestre da resseguradora IRB não agradou e as ações da companhia alcançaram novas mínimas;
- A Mosaico segue em uma maré ruim na B3. As ações da empresa recuaram ainda mais após a divulgação do balanço.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta terça-feira, incluindo os principais destaques do pregão e as ações com o melhor e o pior desempenho.
MAIS UM TOMBO
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