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Está aberta a temporada de balanços do segundo trimestre das companhias abertas no Brasil e no mundo. Por aqui, a coisa só ganha tração mesmo a partir da semana que vem, mas as prévias operacionais já fazem preço no mercado, e os analistas divulgam as suas projeções para as principais ações da bolsa.
Hoje a XP divulgou suas projeções para os resultados de algumas varejistas, como mostra o Kaype Abreu. Já as prévias operacionais do IRB alçaram os papéis da resseguradora à maior alta do Ibovespa no dia, com avanço de mais de 8%. O índice, aliás, foi puxado pelo bom desempenho de Wall Street, onde os balanços já animam os mercados, como mostrou a Jasmine Olga.
No Seu Dinheiro a gente costuma focar mais na cobertura dos resultados das empresas brasileiras, mas quando uma companhia gringa tem uma boa história, procuramos contá-la aqui. Até porque, hoje em dia o brasileiro já consegue investir nessas empresas na própria B3, por meio de BDRs.
Em geral, os investidores e nós, jornalistas, voltamos a maior parte da nossa atenção às gigantes de tecnologia ou empresas muito inovadoras, mas hoje trazemos a história de uma das mais tradicionais companhias americanas: a Coca-Cola.
Isso porque em junho um episódio envolvendo o jogador Cristiano Ronaldo e a marca de refrigerantes chamou a atenção dos mercados e das redes sociais.
Em uma entrevista coletiva durante a Eurocopa, evento patrocinado pela Coca-Cola, o atleta retirou da sua frente as garrafas da bebida e as substituiu por uma garrafa d’água. O gesto não foi nem um pouco discreto.
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Em seguida, as ações da Coca-Cola passaram a cair - uma queda modesta de 1%, é verdade, mas logo atribuída ao incidente com o jogador. A situação levantou o debate sobre o papel do marketing para uma marca que passou a ter telhado de vidro na era da “alimentação saudável”.
De fato, as empresas de alimentos processados e redes de fast food vêm enfrentando um mercado mais competitivo, além de precisarem lidar com crises de imagem ao terem suas marcas associadas à epidemia de obesidade que acomete diversos países. Também é verdade que as pessoas têm buscado um estilo de vida mais saudável, sobretudo os mais jovens.
Mas nem este cenário, nem o gesto de CR7 - ícone dessa “geração saúde” - foram capazes de abalar a Coca-Cola no segundo trimestre. O Victor Aguiar se debruçou sobre os bons números da companhia e mostra que ela ainda está cheia de gás.
Afinal, nem todo mundo que busca uma relação mais saudável com a alimentação abandonou totalmente as besteirinhas, e uma coquinha gelada num dia quente e difícil ainda tem o seu valor. Mas para quem não bebe refrigerante, a companhia oferece água também.
• A ação da Smart Fit (SMFT3) ainda vale a pena depois do IPO? Confira a análise da especialista em ações Cristiane Fensterseifer no nosso quadro “Palavra do Analista”. Basta clicar aqui.
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• O fantasma da greve dos caminhoneiros voltou a assombrar o governo Bolsonaro. Entidades e associações que representam a categoria avaliam a possibilidade de uma nova paralisação a partir do próximo domingo (25), Dia do Motorista. Entenda.
• A reforma tributária ainda nem foi aprovada e a arrecadação federal registrou um salto em junho. Os cofres públicos receberam mais de R$ 137 bilhões no mês, um aumento real de 46,77% na comparação com o mesmo período do ano passado.
• Quem se interessa por conteúdo sobre finanças e investimentos geralmente ouve uma série de chavões “inteligentinhos”, entre os quais uma ou outra frase de guru tipo Warren Buffett. Na sua coluna de hoje, o Felipe Miranda, sócio-fundador e CIO da Empiricus, desmistifica 12 dessas máximas e mostra que muitas vezes elas não passam de clichês prejudiciais ao investidor.
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