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Se até coisa de dez anos atrás o brasileiro era uma espécie de “refém” dos seis maiores bancos brasileiros (o HSBC ainda atuava no varejo por aqui), de alguns anos para cá, escolher o seu banco principal se tornou uma tarefa até meio difícil, por causa do que eu chamo de um problema bom de resolver: a multiplicação dos bons bancos digitais, baratos e fáceis de usar.
Muita gente que já tinha acesso a contas nos bancões não abriu mão da sua conta tradicional, porque de fato ainda há vantagens em se manter um bom relacionamento com instituições de grande porte, como um menor risco para os depósitos e a manutenção de um relacionamento para ter acesso a uma ampla gama de linhas de crédito.
Porém, mais e mais brasileiros começaram a ter uma segunda conta em banco digital, ou mesmo transformar a conta tradicional em bancão na sua conta secundária. Além disso, para milhões de pessoas que antes não tinham acesso a contas bancárias em grandes instituições financeiras, as fintechs se tornaram a primeira porta de entrada para a bancarização.
Com serviços mais baratos - não há cobrança de tarifa em uma série de produtos - e aplicativos extremamente intuitivos, instituições como Nubank e Banco Inter viram um crescimento vertiginoso no seu número de clientes. E também foram ampliando suas áreas de atuação.
Assim como os brasileiros se veem hoje obrigados a fazer uma boa pesquisa para escolher em qual banco abrir conta, as grandes instituições financeiras precisam decidir se vão se adaptar à nova era digital ou se associar a alguma fintech promissora; já os grandes investidores que querem surfar essa nova onda do mercado financeiro precisam escolher em qual banco digital apostar as suas fichas.
No atual cenário, além do Nubank e do Inter, que largaram na frente, despontam também outros nomes fortes, como o BTG Pactual digital e o Neon. Aos poucos, eles se capitalizam para lutar num ambiente de concorrência cada vez mais acirrada.
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As rodadas bilionárias de captação do Nubank já contaram com a participação até do megainvestidor Warren Buffett. E o Banco Inter se vale das captações em bolsa e da associação com outra fintech queridinha dos investidores, a Stone.
Diante da tela “choose your fighter” do universo das fintechs brasileiras, até o americano centenário JPMorgan, que nunca atuou no varejo brasileiro, decidiu escolher um lutador para essa batalha.
O banco gringo fez um investimento provavelmente bilionário para abocanhar 40% do C6 Bank e entrar na disputa dos bancos digitais. O Victor Aguiar conta, nesta matéria, o que está em jogo, com esse movimento.
• O Ibovespa precisou superar a cautela motivada pela variante delta do coronavírus e o mau humor dos mercados com a proposta de reforma tributária do governo, mas conseguiu fechar a sessão com leve alta, aos 127 mil pontos. Já o dólar caminhava para o azul, mas reverteu a tendência e recuou para R$ 4,92.
• O final de semana foi intenso para as criptomoedas. Após chegar perto dos US$ 30 mil no sábado, o bitcoin, a principal criptomoeda do mundo, se recupera neste início de semana. O Renan Sousa te conta quais notícias mexeram com o universo cripto hoje.
• Uma delas, aliás, vem diretamente da China: em mais um capítulo da guerra contra os criptoativos, a maior corretora de criptomoedas do país anunciou hoje que vai proibir a compra de derivativos de cripto. Saiba mais.
• Em busca de novas formas de aumentar sua oferta de serviços, o Banco Inter fechou mais uma parceria estratégica. Agora os clientes da instituição poderão contratar os produtos da operadora de saúde Qualicorp de maneira 100% digital no seu superapp.
• Quem também uniu forças para vencer a concorrência no mercado financeiro foram XP e Blue3, assessoria de investimentos e parceira da corretora há 12 anos. Confira quais serão os frutos do casamento.
• E, por falar nela, a XP iniciou a cobertura das ações da Allied Tecnologia. Para a corretora, a distribuidora de produtos eletrônicos é uma "plataforma de varejo emergente", mas também há risco nos papéis. Veja os destaques da análise.
• A Etsy encontrou uma forma de entrar de vez no mercado latino-americano. A plataforma de e-commerce dos Estados Unidos anunciou hoje a compra da brasileira Elo7, site especializado na venda de produtos personalizados, por US$ 217 milhões.
• Será que vem aí uma nova família de debêntures de infraestrutura? O relator da proposta, deputado Arnaldo Jardim, afirmou que trabalha para que o texto seja votado pela Câmara dos Deputados na primeira ou segunda semana de julho.
• A proposta para a Reforma Tributária, anunciada na sexta-feira pelo governo, monopolizou as conversas no último fim de semana e também é o assunto de Felipe Miranda em sua coluna de hoje. Confira as primeiras impressões do sócio-fundador e CIO da Empiricus sobre as mudanças no Imposto de Renda.
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