O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Essas empresas se importam realmente com as boas práticas ESG e estão a preços convidativos em um momento em que a bolsa brasileira oferece oportunidades de compra
Em uma semana de comemoração dos 3 anos do Seu Dinheiro, eu não poderia deixar de fazer uma coluna temática. Resolvi celebrar esse marco com um presente ao leitor, citando 3 ações que considero bons investimentos para os próximos 3 anos.
Antes, entretanto, preciso fazer algumas observações. Na semana passada, comentei sobre o quanto a bolsa brasileira parece estar, na média, em um bom momento de entrada. Esse ponto continua valendo, ainda mais depois do episódio Evergrande, que aprofundou a defasagem do Ibovespa. Portanto, não se assuste pelos canhões; compre bolsa – mas compre os nomes certos.
O segundo ponto importante é que, antes de a bolsa melhorar, de forma a ser mais corretamente precificada, a situação pode piorar. Por isso, é interessante ter algum nível de dólar na sua carteira como, no mínimo, uma proteção. Há quem diga, também, que o dólar está menos caro do que deveria, por consequência da atuação do Banco Central para suavizar as oscilações da moeda. Uma vez que a autoridade relaxar esses esforços, essa linha de pensamento diz, o dólar deve subir de vez. Há uma certa lógica nesse argumento. Portanto, compre dólar também.
Por fim, vale comentar que o juro longo no Brasil está em patamares que não vemos desde, pelo menos, 2017. O Tesouro Prefixado 2026 está pagando 10,3% ao ano de juros nominais. O Tesouro IPCA+ 2045 está pagando um juro real (ou seja, acima da inflação) de 4,9% ao ano. Não lembro de ver algo parecido desde meados de 2017.
Claramente, esse juro gordo embute uma expectativa de descontrole fiscal por parte do governo, já que o Banco Central está fazendo a parte dele no controle da inflação ao subir os juros de curto prazo.
Quando é assim (inflação subindo no curto prazo, mas com autoridade monetária mostrando pulso firme), o juro longo deveria, na verdade, ser menor que o juro curto, o que produziria uma espécie de colina no início da curva de juros.
Leia Também
Mas não é o caso: a Selic está em 6,3%, enquanto o juro de 5 anos paga 10,3% - o que implica uma expectativa de juros maiores ainda no futuro. Não acredito que vai ser o caso; portanto, oportunidade de compra.
Agora que você já sabe que bolsa brasileira, dólar e juro longo são ótimas pedidas para o momento macroeconômico, vamos de ações. Sem mais delongas, eis os três nomes da bolsa brasileira de que gosto para o próximo triênio.
Este texto faz parte de uma série especial de aniversário do Seu Dinheiro sobre três investimentos para os próximos três anos. Eis a lista dos convidados:
O leitor que me acompanha há mais tempo deve estar de saco cheio de eu falar de Natura (NTCO3). Não é falta de opção, muito menos de imaginação; é mesmo pela superioridade do investimento.
Somente as sinergias decorrentes da integração com Avon devem aumentar em 50% o EBITDA (lucro antes das despesas financeiras, impostos, depreciação e amortização) da companhia nos próximos quatro anos. Isso sem contar com o crescimento orgânico da companhia, que está entrando forte em novos mercados: Japão, China, Estados Unidos, Malásia.
Além disso, a digitalização das consultoras de fato transformou o negócio da companhia. Satisfação e produtividade estão crescendo; assim como a jovialidade da base de revendedoras. Isso é um indicador forte do crescimento da companhia no longo prazo.
Por último, não poderia deixar de mencionar o desempenho e compromisso da companhia com os objetivos ESG, que são levados a sério pela empresa. Nessa seara, no final do dia, faz bem quem de fato se importa.
E a Natura parece se importar muito: seu relatório de sustentabilidade é recheado de métricas bem aderentes aos padrões internacionais e bem focado nos aspectos materiais do ESG para o negócio. Foco na satisfação e na qualidade de vida das consultoras, na redução de emissões de gases de efeito estufa, e na utilização crescente de materiais sustentáveis no processo produtivo.
Tudo isso pode ser comprado por um preço interessante, justamente pelo humor arisco em que o mercado se encontra hoje. No ano, o papel cai 10% e negocia a um atrativo múltiplo EV/EBITDA (valor da firma sobre Ebitda) dos próximos 12 meses de 14 vezes, enquanto seus pares globais (L’Oréal, Estée Lauder, Coty) negociam a uma média de 20 vezes.
Essa é uma empresa com um excelente histórico de execução e que passa por um importante processo de transformação digital do seu negócio.
Nos últimos 10 anos, Raia Drogasil (RADL3) vem entregando um robusto crescimento anual entre 15% e 20%, consistentemente, todos os anos. Os retornos sobre capital investido (ROIC, na sigla em inglês) também ficam consistentemente acima dos 15% ao ano.
Essa é a maior prova da capacidade de execução do time de gestão, liderado pelas famílias fundadoras, que ainda controlam o negócio e têm presença importante nos cargos de alta administração.
A própria maturação do extenso parque de lojas, com mais de 2.000 pontos de venda, deve trazer mais rentabilidade ao longo dos próximos anos. As farmácias têm um ciclo de maturação de quatro anos para atingirem sua rentabilidade máxima, pelo tempo necessário para a vizinhança se habituar ao ponto de venda. Quanto mais tempo se passa, mais rentável fica o parque de lojas.
Em 2019, a companhia anunciou um novo plano estratégico, em que a RD fica no centro da promoção da saúde dos brasileiros – isso é ESG em seu formato ideal, integrado na estratégia do negócio.
Essa visão envolve um processo de transformação digital da companhia, em que a farmácia passa a ser omnicanal, entregando os produtos em prazos cada vez menores na casa dos clientes e fazendo atendimentos de cuidado primário e exames simples.
Além disso, o plano envolve a criação de um marketplace de produtos de saúde, que vêm para complementar o portfólio de itens de estoque (SKUs) das lojas. Isso porque há itens de baixo giro, como suplementos, que não são interessantes para a companhia carregar no seu estoque próprio, mesmo que para o digital.
Então, a estratégia foi trazer vendedores que complementem esse sortimento em um marketplace virtual. A plataforma já está de pé e o número de vendedores cresce a cada dia.
Por fim, vale mencionar que a ação, apesar de negociar a (merecido) prêmio em relação aos seus concorrentes, está em um momento interessante: o múltiplo EV/EBITDA projetado para os próximos doze meses está na casa das 17 vezes, o que implica prêmio de 100% para a média dos pares brasileiros, enquanto o prêmio médio nos últimos 5 anos fica em torno de 150%. Ao que tudo indica, Raia Drogasil ainda não é precificada como tech.
Também ESG em seu cerne, Ambipar (AMBP3) tem uma interessante estratégia de negócio. A empresa tem como negócio principal a gestão de resíduos, desde sua coleta junto aos clientes até a sua reinserção na cadeia produtiva, passando por processos de reciclagem (muitos deles patenteados).
A companhia também conta com um segmento de resposta a emergências ambientais, que alavanca em uma série de bases de atendimento, terrestres e marítimas, espalhadas no Brasil, na América do Norte e na Europa.
Com um crescimento histórico na casa dos 25% ao ano, a companhia pretende continuar se expandindo organicamente por meio da conquista de novos contratos de gestão de resíduos e da abertura de novas bases de atendimento emergencial.
O segmento de gestão tem como foco a expansão em solo nacional, enquanto o de resposta tem seu âmago em solos (ou mares) internacionais, com destaque para Estados Unidos e Canadá.
A estratégia inorgânica deve intensificar esse crescimento ao longo dos próximos anos, por meio de aquisições que visam 1) expandir a presença internacional e 2) agregar novas soluções ao portfólio de serviços.
E esse crescimento não deixa a rentabilidade a desejar: a companhia entrega ROICs superiores a 25% ao ano de forma consistente (excluindo o ágio pago nas aquisições). Mesmo colocando o ágio na conta, os retornos ficam em uma interessante faixa de 15% a 20%.
Bolsa, dólar e juros formam uma tríade vencedora para investimentos nesse momento, assim como foram nos idos de 2014, quando a Empiricus publicou o famigerado relatório “O Fim do Brasil”.
Em termos de bolsa, lembre-se: esteja com os nomes certos.
Um abraço,
Larissa
Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras
Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro
Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje
Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais
Os FIIs multiestratégia conseguem se adaptar a diferentes cenários econômicos; entenda por que ter essa carta na manga é essencial
Saiba quais são as perguntas essenciais para se fazer antes de decidir abrir um negócio próprio, e quais os principais indicadores econômicos para acompanhar neste pregão
Após anos de calmaria no mercado brasileiro, sinais de ruptura indicam que um novo ciclo de volatilidade — e de oportunidades — pode estar começando
Depois que o dinheiro gringo invadiu o Ibovespa, as small caps ficaram para trás. Mas a vez das empresas de menor capitalização ainda vai chegar; veja que ações acompanhar agora
Confira as leituras mais importantes no mundo da economia e das finanças para se manter informado nesta segunda-feira de Carnaval
Nem tanto cigarra, nem tanto formiga. Morrer com dinheiro demais na conta pode querer dizer que você poderia ter trabalhado menos ou gastado mais
Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas
Veja a empresa que pode entregar retornos consistentes e o que esperar das bolsas hoje
Felizmente, vez ou outra o tal do mercado nos dá ótimas oportunidades de comprar papéis por preços bem interessantes, exatamente o que aconteceu com Eneva nesta semana
O carry trade no Japão, operação de tomada de crédito em iene a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil, está comprometido com o aumento das taxas japonesas
Depois de uma alta de quase 50% em 12 meses, o mercado discute se os preços já esticaram — e por que “estar caro” não significa, necessariamente, fim da alta
Confira as vantagens e desvantagens do Rearp Atualização. Saiba também quais empresas divulgam resultados hoje e o que mais esperar do mercado
Veja qual o efeito da vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições do Japão nos mercados de todo o mundo
A vitória esmagadora de Sanae Takaichi abre espaço para a implementação de uma agenda mais ambiciosa, que também reforça o alinhamento estratégico de Tóquio com os Estados Unidos, em um ambiente geopolítico cada vez mais competitivo na Ásia
Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro
O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?