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Movimentação de pequenos investidores começa a chamar a atenção dos órgãos regulatórios americanos e trazem volatilidade ao mercado
Em um dia que parece ser de recuperação para a bolsa brasileira, os investidores locais aproveitam para pegar carona em alguns movimentos um tanto controversos que têm tomado conta das bolsas de Nova York nos últimos dias e que começa a entrar na mira dos reguladores.
Ontem, a história da megavalorização das ações da GameStop tomou conta das redes sociais. A rede de lojas, especializada em venda de jogos e consoles usados e que enfrenta sérios problemas para sobreviver na sociedade super digitalizada do século XXI, vem sendo alvo de uma ação massiva de especulação na bolsa de valores.
Tudo teve origem em um fórum da rede social Reddit e o Rafael Lara explica tudo para você nesta matéria. Mas, em resumo, a situação é essa: os pequenos investidores de varejo se organizaram e iniciaram um movimento para valorizar os papéis e causar prejuízos bilionários para fundos de hedge que operavam vendidos, apostando em uma desvalorização do papel. A movimentação tem trazido volatilidade ao mercado americano.
E parece que o investidor brasileiro se sentiu “inspirado” por essa onda especulativa que tomou conta de Wall Street. Hoje, os papéis da resseguradora IRB, já normalmente alvo de grande volatilidade, lideram as altas do Ibovespa, no que parece ser um movimento mais uma vez orquestrado pelas redes sociais, ainda que em escala menor do ocorrido nos Estados Unidos. Por volta das 12h45, as ações da resseguradora apresentavam uma alta superior a 13%.
Marcio Loréga, analista técnico da Ativa Investimentos, explica que o movimento começa a deixar os investidores que operam vendidos receosos. "O movimento não mexe necessariamente ainda no bolso, mas mexe sim com o psicológico dos investidores. A gente vê IRB buscando rompimento de topo, deixando o mercado receoso".
Loréga aponta, no entanto, que no longo prazo, a tendência que ainda se mantém para o papel da companhia é o de baixa. "Essas altas de curto prazo podem ser apenas uma respirada, o que a gente chama de 'pull backs'".
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Não há como negar que no decorrer da pandemia do coronavírus o setor aéreo foi um dos que mais sofreu com as restrições impostas para a contenção do vírus. Com fronteiras fechadas e aeronaves vazias, os prejuízos se acumularam e ainda devem ser representados por números expressivos nos balanços do quarto trimestre.
No entanto, é capaz que o cenário seja melhor do que o esperado. O que dá esse raio de esperança ao mercado é o resultado apresentado pela American Airlines na manhã desta quinta-feira (28). A companhia americana registrou um prejuízo líquido de US$ 2,18 bilhões no quarto trimestre de 2020.
É bem verdade que a cifra está longe do lucro de US$ 414 milhões registrado no mesmo período de 2019, mas veio abaixo do que esperavam os analistas. A receita foi outro número que surpreendeu. A aérea teve um recuo de 64% nesta linha do balanço, a US$ 4,03 bilhões, mas ainda ficou bem acima do consenso do mercado.
A reação do mercado, claro, foi positiva.E tudo parecia normal, até que as ações da companhia dispararam mais de 80% no pré-mercado americano, indicando que os especuladores de redes sociais podem ter encontrado um novo alvo para as suas "aventuras" na bolsa de valores.
Por volta das 12h20, os papéis da companhia continuavam com uma alta expressiva de 17%. E o mercado brasileiro também pega carona neste movimento, com as companhias aéreas marcando presença em peso entre as maiores altas do dia.
A Securites and Exchange Comission (SEC), a "prima" americana da CVM, já anunciou que monitora a situação dos últimos dias, em conjunto com a Casa Branca.
Ainda que hoje a perspectiva seja "positiva" para o setor aéreo, vale lembrar que no começo da semana a Boeing divulgou números pouco animadores. Confira as principais altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| IRBR3 | IRB ON | R$ 7,36 | 13,36% |
| GOLL4 | Gol PN | R$ 24,80 | 7,64% |
| CVCB3 | CVC ON | R$ 19,17 | 6,38% |
| AZUL4 | Azul PN | R$ 42,26 | 5,78% |
| MULT3 | Multiplan ON | R$ 21,58 | 5,58% |
*Com informações do Estadão Conteúdo
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