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O aumento do número de casos do coronavírus pelo mundo e a tensão política nos Estados Unidos são gatilhos para um movimento de realização de lucros
A segunda-feira (11) começa em um clima diferente do que vimos na semana passada. Enquanto no último pregão da semana os investidores celebravam um novo recorde de fechamento da bolsa brasileira — aos 125.076,63 pontos — e em Nova York, hoje os mercados globais, pressionados por alguns fatores, optam pela realização de lucros.
Com uma forte aversão ao risco no exterior, o Ibovespa retomou o patamar dos 122 mil pontos. Por volta das 17h20, o principal índice da bolsa recuava 2,01%, aos 122.588,46.
Mais de uma razão está por trás da cautela que toma conta dos mercados globais. A primeira delas é a pandemia do coronavírus, que já ultrapassa a marca de 90 milhões de infectados. Embora as campanhas de vacinação sigam avançando no mundo inteiro, o número de casos sobem cada vez mais e causam apreensão, já que novas medidas restritivas podem ser anunciadas, como ocorreu na China e diversas regiões da Europa.
No Brasil, a falta de notícias mais concretas sobre o início da vacinação incomoda, já que o temor por novas medidas restritivas esbarra também na preocupação com as contas públicas e o teto de gastos. Uma reunião entre governadores e o Ministério da Saúde para definir um cronograma está marcada para amanhã.
O clima político nos Estados Unidos também não ajuda. Após a confusão ocasionada por Donald Trump na semana passada, com a invasão do Capitólio durante a cerimônia de certificação do presidente eleito Joe Biden, parlamentares se movimentam para pedir o impeachment do atual presidente.
A situação na maior economia do mundo pressiona o dólar, que na semana passada se desvalorizou com a percepção de novos estímulos fiscais. A moeda americana avançou acima dos R$ 5,50 pela primeira vez desde o dia 13 de novembro. Por volta das 17h15, a divisa subia 1,51%, a R$ 5,4998.
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Com o clima pesado no exterior, o Ibovespa deve seguir a mesma trajetória de realização de lucros. Na Ásia e na Europa, as bolsas fecharam no vermelho, enquanto as bolsas em Nova York operam em queda.
Dentre os índices americanos, o Nasdaq, que concentra as empresas de tecnologia, apresenta a maior queda, caindo cerca de 0,82%. O Twitter é um dos destaques negativos, recuando mais de 10% após banir permanentemente o presidente Donald Trump de sua plataforma. Por volta do mesmo horário, o S&P 500 recuava 0,42% e o Dow Jones 0,52%.
A pressão na moeda americana também reflete nos juros, que também pesa o agravamento do coronavírus e da situação fiscal, caso novas medidas de auxílio sejam necessárias. Confira as cotações de hoje:
A PetroRio lidera as altas do Ibovespa, após a divulgação de suas prévias operacionais na última sexta-feira. As operadoras Intermédica (GNDI3) e Hapvida (HAPV3) também tiveram altas expressivas. No apagar das luzes do último pregão, a Hapvida fez uma proposta para unificar sua operação com a da Intermédica. As companhias já haviam apresentado alta expressiva na sexta-feira e continuam o movimento no pregão de hoje.
| CÓDIGO | COMPANHIA | VALOR | VARIAÇÃO |
| PRIO3 | Petrorio ON | R$ 79,80 | 7,15% |
| GNDI3 | Intermédica ON | R$ 96,48 | 6,00% |
| HAPV3 | Hapvida ON | R$ 17,62 | 5,13% |
| USIM5 | Usiminas PNA | R$ 16,87 | 2,18% |
| KLBN11 | Klabin ON | R$ 29,65 | 1,20% |
Na ponta contrária da tabela estão as empresas do setor de shopping, que devem voltar a sofrer com medidas mais amplas de isolamento social. A Multiplan voltou a fechar unidades em Minas Gerais. O setor de commodities como um todo passa por um movimento de realização de lucros após as altas recentes do segmento na semana passada.
| CÓDIGO | COMPANHIA | VALOR | VARIAÇÃO |
| MULT3 | Multiplan ON | R$ 21,38 | -3,60% |
| IGTA3 | Iguatemi ON | R$ 33,80 | -3,98% |
| UGPA3 | Ultrapar ON | R$ 24,00 | -2,84% |
| CPLE6 | Copel PNB | R$ 70,65 | -2,19% |
| IRBR3 | IRB Brasil ON | R$ 7,72 | -3,44% |
Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)
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