O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O mercado financeiro aguarda ansioso pelas palavras do BC, que devem pesar a recente deterioração do cenário fiscal e a elevação dos preços. O Ibovespa teve novo dia de perdas
As projeções de bancos e economistas para a alta da Selic não param de subir. É possível ver essa tendência semanalmente no boletim Focus, divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central, em relatórios de diversas casas de análise e na curva dos juros futuros — que não param de ser revisados para patamares cada vez mais elevados.
Na semana passada, a confirmação de que o teto de gastos pode se tornar meramente decorativo para encaixar novos gastos do governo aumentou a percepção do risco fiscal do país. Esse obstáculo está longe de ser superado pelo mercado e deve ser a maior pedra no sapato do Banco Central brasileiro na próxima decisão de juros.
Se antes o mercado confiava que os indicadores e acontecimentos de curto prazo não mudariam a “trajetória de voo” do BC, agora a história é outra. As mudanças no teto de gastos e as pautas travadas no Congresso — como a PEC dos precatórios, a reforma do IR e a inclusão da renda básica na Constituição — se mostram riscos muito mais duradouros e intensificam as apostas na aceleração da Selic até a casa dos dois dígitos.
Os riscos fiscais não são os únicos nessa equação. A inflação também não dá trégua. O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15) divulgado nesta manhã mostrou que os preços seguem em ritmo acelerado.
O índice apresentou a maior alta para o mês de outubro em 26 anos ao avançar 1,20%, acima da mediana das projeções, que era de 1%. No ano, o acumulado é de 8,30% e, em 12 meses, a alta é de 10,34%, também acima das expectativas.
Logo após a divulgação do número, alguns contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) chegaram a entrar em leilão após atingirem a oscilação máxima do dia, repetindo um movimento já visto na semana passada, no auge da crise no ministério da Economia.
Leia Também
A curva de juros continuou se inclinando durante a tarde, indicando uma provável alta de, no mínimo, 1,25 ponto percentual da Selic na próxima reunião do Copom, e não mais apenas 1 ponto, como era esperado anteriormente.
No fim da tarde, os principais contratos de DI também repercutiram a decisão de adiar para amanhã a votação da PEC dos precatórios, texto essencial para abrir o espaço desejado pelo governo no Orçamento. Confira o fechamento dos principais vencimentos:
O mau humor do mercado de juros se refletiu também na bolsa, que ignorou os novos recordes em Wall Street. O Ibovespa recuou mais 2,11%, aos 106.420 pontos. O dólar à vista fechou longe das máximas, mas ainda em alta de 0,37%, a R$ 5,5734.
Não teve nem como buscar algum conforto nos dados do mercado de trabalho. Logo cedo, o Caged mostrou a criação de 312 mil postos, um pouco abaixo da expectativa do mercado, que era de 367 mil. Os sussurros de uma possível privatização da Petrobras, que se espalharam ontem e ajudaram a bolsa, também não foram encarados como uma promessa crível pelos investidores.
Um fator que pode ajudar algumas empresas a escaparem do clima pesado da bolsa brasileira são os balanços do terceiro trimestre. A EDP (ENBR3) liderou as altas do Ibovespa hoje e avançou quase 3% depois da divulgação dos seus números. Mas, no geral, o dia foi de queda firme para quase todos os papéis.
Enquanto no Brasil os ativos domésticos mais uma vez patinavam, os Estados Unidos e a Europa tiveram um dia mais agradável.
A temporada de balanços segue entregando bons resultados e animando os investidores, mas não foi só isso. Pela manhã, dados da confiança do consumidor da venda de casas novas superaram as expectativas do mercado, indicando mais otimismo com a recuperação econômica. Logo na abertura, o Dow Jones e o S&P 500 voltaram a renovar suas máximas e assim seguiram até o fim do dia.
Algumas empresas também conseguiram se beneficiar dos seus números do terceiro trimestre por aqui. Embora a temporada de balanços ainda esteja só começando em solo nacional, a EDP ficou com o melhor desempenho do dia após a divulgação dos seus resultados. Confira as maiores altas do dia:
| TICKER | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| ENBR3 | EDP Energias | R$ 19,67 | 2,23% |
| BRKM5 | Braskem | R$ 57,03 | 1,78% |
| GOAU4 | Gol PN | R$ 13,04 | 1,09% |
| CPFE3 | CPFL Energia | R$ 25,80 | 0,78% |
| GGBR4 | Gerdau PN | R$ 28,05 | 0,32% |
Confira também as maiores quedas:
| TICKER | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| AZUL4 | Azul PN | R$ 26,90 | -8,38% |
| GETT11 | Getnet Units | R$ 5,21 | -7,79% |
| EZTC3 | Eztec ON | R$ 18,63 | -7,64% |
| COGN3 | Cogna ON | R$ 2,51 | -7,04% |
| CIEL3 | Cielo ON | R$ 2,30 | -6,88% |
A companhia, subsidiária da Cosan que já estava listada na B3 com emissões de dívida, abre seu capital no Novo Mercado, patamar mais alto e exigente da bolsa, em oferta secundária
BTG Pactual, XP e Itaú BBA recomendam o que fazer com os papéis, enquanto o mercado acompanha a reta final da privatização e a disputa pelo futuro sócio estratégico da estatal mineira
Além das mudanças nos papéis, a corretora também recalibrou os pesos de algumas ações da carteira
Bancos avaliam que a companhia segue executando a estratégia esperada pelo mercado, mas a combinação de margens pressionadas, lucro em queda e novos investimentos reacendeu o debate sobre até onde o Mercado Livre pode sacrificar rentabilidade para acelerar crescimento
Mesmo com queda de mais de 10% no preço das ações, bancos acreditam que a fabricante tem potencial para continuar crescendo e entregar tudo o que prometeu aos acionistas
Companhia foi beneficiada pela volatilidade dos mercados, fluxo estrangeiro e aumento das negociações em renda variável e derivativos
Além da aquisição, o HGLG11 receberá, sem custo adicional, uma área de 15,9 mil metros quadrados, que servirá como acesso ao empreendimento
Em teleconferência nesta sexta-feira (8), o CEO do Magazine Luiza comentou sobre o cenário macro, que segue pressionando a empresa e é um dos grandes fatores pelos quais ele não topa entrar na guerra dos preços online
A companhia chega à bolsa com uma tese que mistura ativos regulados e previsíveis, como a Comgás, com a aposta de crescimento da Edge, braço voltado ao mercado livre de gás, GNL e biometano
Para muitos, o recuo do ouro sinaliza cautela. Mas para Benjamin Mandel, o metal precioso é uma convicção de longo prazo; saiba como investir na tese de maneira descomplicada
Em teleconferência com analistas, Abhi Shah detalhou como a companhia está tentando se blindar da disparada nos preços dos combustíveis na esteira dos conflitos no Oriente Médio
A operação será 100% secundária, ou seja, os recursos irão para os acionistas vendedores, e não para o caixa da companhia
Analistas que indicaram o FII em maio ainda enxergam potencial de valorização nas cotas e geração de renda atrativa
Com minério em alta e fluxo estrangeiro, papel recupera fôlego e acumula ganhos de dois dígitos em 2026
O estilo Trump de negociar traz alguma volatilidade aos mercados. De um lado, há fortes sinais de trégua. De outro, o republicano promete a pior ofensiva que o Irã já viu. Entenda como essas forças mexem com as bolsas aqui e lá fora
Expectativa de trégua no Oriente Médio reduz prêmio de risco da commodity e pesa sobre ações de petroleiras na bolsa brasileira
Conhecida pelos celulares, a Samsung é maior fabricante mundial de chips de memória de alta performance
Apesar de o horizonte mostrar a chegada de uma tempestade, há ações que podem fazer a carteira dos investidores navegar mais tranquilamente
A gestora projeta que a retomada das vendas deve contribuir para recompor o caixa e viabilizar o retorno dos dividendos
Ações da mineradora recuaram com aversão ao risco global, enquanto minério de ferro avançou na China; bancos seguem otimistas com dividendos