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FECHAMENTO DO DIA

Ibovespa sobe puxado pelo minério de ferro e encosta nos 123 mil; NY fecha o dia no vermelho

Com a economia chinesa aquecida, a demanda por commodities segue em alta e sustenta bons níveis para o Ibovespa.

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Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Primeiro país a entrar na crise do coronavírus, a China agora encabeça a lista das nações que começam a entrar nos trilhos. Como toda economia em recuperação, os indicadores podem até trazer alguns sinais mistos, mas o saldo geral é de otimismo. 

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Maior consumidor de commodities do mundo, o país asiático volta a aquecer os seus motores - e, em tempos de produção reduzida, impulsiona as cotações para cima. Por isso, não espanta que o minério de ferro venha em um rali frenético desde o ano passado.

Após passar por uma sexta-feira (14) de correção, a commodity voltou a subir mais de 4%, aos US$ 217 por tonelada, puxando mais uma vez a cotação da Vale e siderúrgicas. Um dos gatilhos para a nova alta foram os dados da produção industrial chinesa, que mostraram um avanço acima do esperado - 9,8% em abril. Com Nova York no vermelho, o bom desempenho do setor fez o Ibovespa voltar a sentir o gostinho dos 123 mil pontos, mesmo que por pouco tempo. A marca não era atingida desde janeiro de 2021. 

A Vale, empresa de maior peso do índice, teve uma alta de quase 3%. E não foi só o minério de ferro que deu a sua contribuição positiva. O petróleo também fechou o dia em alta, favorecendo as ações da Petrobras - que subiram quase 1,5%. 

Ao subir 0,87%, o Ibovespa bateu na trave, fechando o dia aos 122.937 pontos e foi na contramão de Wall Street. O Nasdaq recuou 0,38%,  o S&P 500 teve queda de 0,25% e o Dow Jones caiu 0,16%. As preocupações com a disparada da inflação em escala global e o novo crescimento do número de casos da covid-19 na Ásia segue derrubando os índices pelo mundo. 

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 O dólar à vista teve um dia misto. Na primeira metade do dia, se fortaleceu perante as moedas emergentes. Mas, na parte da tarde, o comportamento se inverteu e a divisa encerrou a sessão quase estável, em leve queda de 0,09%, a R$ 5,2663.

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Com a agenda esvaziada, o mercado de juros futuros operou em leve queda nesta tarde. Confira as taxas de fechamento do dia:

  • Janeiro/2022: de 4,95% para 4,94%
  • Janeiro/2023: de 6,77% para 6,71%
  • Janeiro/2025: de 8,27% para 8,17%
  • Janeiro/2027: de 8,85% para 8,75%

Sobe e desce

A JHSF liderou as altas do índice no pregão de hoje, aproveitando o momento de reabertura da economia e também do otimismo que tomou conta dos negócios hoje. 

Além das ações ligadas ao setor de commodities, que acompanharam o movimento internacional, vale destacar a alta dos papéis do BTG Pactual após a companhia ter adquirido um dos maiores escritórios de agentes autônomos anteriormente ligado à XP Investimentos. 

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Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGONOME VALORVARIAÇÃO
JHSF3JHSF ONR$ 7,494,32%
GGBR4Gerdau PNR$ 35,563,95%
BPAC11BTG Pactual unitsR$ 116,153,43%
IGTA3Iguatemi ONR$ 43,103,36%
BRKM5Braskem PNAR$ 53,853,32%

Na ponta contrária da tabela, o dia foi de queda para as ações das varejistas - tanto as com foco no e-commerce como também no varejo físico. 

A Eletrobras acabou revertendo a queda do dia, mas vale destacar que as ações chegaram a recuar cerca de 4% com os ruídos em torno do texto final do relatório da Medida Provisória que permitirá a privatização da companhia. O mercado não gostou que o texto pode fazer com que a companhia abra mão de R$ 40 bilhões em recebíveis em favor do governo.

Confira também as maiores quedas:

CÓDIGONOME VALORVARIAÇÃO
TOTS3Totvs ONR$ 30,35-2,13%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 18,82-1,72%
BTOW3B2W ONR$ 58,39-1,55%
ASAI3Assaí ONR$ 85,45-1,42%
VVAR3Via Varejo ONR$ 11,96-1,40%
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