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Por aqui, em dia de agenda mais esvaziada, investidores digerem o IPC-S dessa manhã, depois de uma deflação maior do que esperada para o IGP-M no início da semana; confira o principais destaques do mercado
Hoje (1), vários indicadores de atividade econômica no exterior serão avaliados pelos investidores, que encontram uma entrada de trimestre muito diferente do que há três meses, com desdobramentos práticos no Brasil e lá fora. A Europa abriu o trimestre em queda, bem como a Ásia e os futuros americanos.
A ver...
Os investidores brasileiros aguardam ansiosamente um desfecho para as questões fiscais que rondam o Orçamento de 2022, a PEC dos precatórios e a continuidade da normalização dos juros.
Sobre este último ponto, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fala ao mercado no evento promovido pelo Morgan Stanley e o Ministério da Economia divulga o resultado da balança comercial em setembro.
O Brasil vem de uma sequência de dados positivos na economia, consolidados ontem (30) com um desemprego ainda alto e números de resultado primário melhores do que o esperado.
Existem fundamentos que justificariam uma alta dos ativos brasileiros nos últimos três meses de 2021, principalmente pelo fato de muitas coisas estarem negociando a patamares abaixo do histórico e com desconto em relação aos pares internacionais.
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Ontem, o governo do EUA endereçou a questão do teto da dívida no limite do tempo possível. Usando o artifício de “resolução continuada”, o Congresso apresentou na noite de ontem para Joe Biden uma maneira de financiar o governo.
Agora, o teto da dívida em si não foi resolvido, mas pelo menos evitaram um problema fiscal maior para o início do trimestre, enquanto ainda esperamos que sejam votadas algumas propostas de estímulo.
Naturalmente, os investidores presumiram anteriormente que o Congresso não seria tão irresponsável a ponto de permitir um calote dos EUA.
Tanto é verdade que não houve uma precificação como no início da década, quando os EUA realmente entraram em default e, no final, tiveram sua nota de crédito rebaixada.
A partir daí, os entes políticos americanos perceberam que com Orçamento não se brinca. Resta saber o que entrou na negociação do governo para que houvesse um entendimento com os republicanos. Desidratações em relação aos demais pacotes de estímulo são esperadas.
Para hoje, investidores ficarão de olho em dados de renda e consumo pessoal nos EUA, além do famoso deflator PCE, medida acompanhada pelo BC americano para moderar sua taxa de juros.
Por aqui, em dia de agenda mais esvaziada, investidores digerem o IPC-S dessa manhã, depois de uma deflação maior do que esperada para o IGP-M no início da semana. Fala de Roberto Campos Neto e balança comercial podem trazer volatilidade ao câmbio.
A partir de hoje, a China entrou em feriado até semana que vem em meio às incertezas regulatórias e de crédito (Evergrande). Sobre o primeiro ponto, em relação à regulação, as preocupações têm se intensificado nas últimas semanas com a possibilidade de um maior aperto regulatório, especialmente após as novas regras que forçaram as empresas de reforço escolar a se tornarem sem fins lucrativos.
O mercado não espera que a China introduza restrições tão rígidas em outros setores para além desses que já atacou, uma vez que podemos considerar três pontos sobre o movimento chinês:
Provavelmente, mais restrições são possíveis em partes da nova economia, juntamente com setores socialmente sensíveis, como real estate e saúde. Regulamentações mais rígidas sobre privacidade e segurança de dados podem afetar a monetização planejada dos dados dos clientes.
Portanto, embora permaneçamos otimistas quanto às perspectivas de médio prazo para as ações chinesas, de um ponto de vista tático o mercado vê muita volatilidade, pois há riscos regulatórios remanescentes e isso turva as perspectivas de curto prazo.
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Jojo Wachsmann
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