🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

De quem é a culpa?

Golpe duro: CVC (CVCB3) despenca 7% após o fiasco da Itapemirim (ITA) e da Anac

As ações da CVC (CVCB3) se aproximam das mínimas após o caos gerado pelo fim das operações da Itapemirim (ITA), autorizadas pela Anac em maio

Victor Aguiar
Victor Aguiar
20 de dezembro de 2021
14:19
Fachada de loja da CVC (CVCB3)
Imagem: Divulgação

Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas a CVC (CVCB3) certamente discorda do ditado. Afinal, após o apuro que a empresa de viagens passou com a falência da Avianca Brasil, ela vê a história se repetir com a suspensão repentina das operações da Itapemirim (ITA) — e, como resultado, suas ações caem forte nesta segunda-feira (20).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta de 12h30, os papéis CVCB3 recuavam 6,91%, a R$ 14,14, e apresentavam o pior desempenho entre todos os ativos do Ibovespa; no mesmo horário, o índice tinha baixa de 2,13%. Com a forte queda do momento, as ações da companhia agora amargam perdas de 27% no ano.

O fiasco envolvendo a ITA é apenas mais um duro golpe na CVC, que vem lidando com uma série de problemas internos e externos nos últimos anos. Falência da Avianca Brasil, pandemia, disparada no dólar, inconsistências contábeis nos balanços, troca de diretoria, alta no combustível de aviação... Uma espécie de tempestade perfeita — e duradoura — que ganhou mais um componente neste fim de semana.

O xis da questão, agora, é a realocação dos clientes. Suponha que você fechou um pacote de viagens com a companhia que incluía passagens aéreas e hospedagem — e que os bilhetes eram justamente da ITA. Para a CVC, há duas alternativas: cancelar os contratos e lidar com as compensações ou recolocar os passageiros em outros voos.

Como a primeira opção seria péssima, tanto em termos financeiros quanto de reputação, resta o segundo caminho. E é justamente isso que a CVC tem tentado fazer, ainda que aos trancos e barrancos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Por suas unidades de negócio, a CVC Corp tem buscado atender seus clientes de forma ativa e emergencial desde o início do incidente", disse a companhia, em nota, afirmando que disponibilizou voos fretados adicionais e entrou em contato com outras companhias aéreas para reacomodar os passageiros afetados.

Leia Também

Itapemirim (ITA) e Anac: de quem é a culpa?

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou o início das operações da ITA em maio deste ano — o primeiro voo foi realizado no dia 29 de junho — a companhia aérea, portanto, não durou nem seis meses. O aval foi dado pelo órgão regulador mesmo com o longo histórico de problemas financeiros do grupo.

Um dos mais tradicionais operadores do transporte rodoviário brasileiro, a Itapemirim está em recuperação judicial desde 2016 — um status que, a priori, não impede a Anac de conceder o registro aéreo a uma empresa. Dito isso, chama a atenção uma declaração dada pela própria agência ao Broadcast, ainda em fevereiro de 2020.

Na ocasião, o presidente do grupo Itapemirim, Sidnei Piva, começava a revelar seus planos para a abertura de uma companhia aérea. Questionada pela Broadcast, a Anac disse, em nota, que empresas em recuperação judicial "podem apresentar dificuldades em obter as certidões que comprovem sua regularidade fiscal, previdenciária e trabalhista, exigidas para aprovação".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E o que mudou de lá para cá? A resposta é complexa. Há, sem dúvida, um componente de preocupação com a malha aérea do país, dada a falência da Avianca Brasil, a recuperação judicial da Latam e as dificuldades financeiras de Gol e Azul em meio à pandemia — a entrada de mais um player no setor, assim, seria providencial.

Tanto é que a concessão do aval da Anac à ITA foi comemorado pelo governo: em outubro de 2020, os planos de expansão do grupo Itapemirim para o modal aéreo foram comemorados pelo presidente Bolsonaro, numa live transmitida pelo YouTube; o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, participou da transmissão.

Seja como for, fato é que a ITA tinha mais de 500 vos programados entre o último dia 17 — data em que a empresa informou a suspensão das operações — e o dia 31 de dezembro. Ou seja, falamos de cerca de 80 mil passageiros que tiveram seus planos de fim de ano alterados, dos quais uma parte têm ligação com a CVC.

Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas; da Ciência, Marcos Pontes; e presidente Jair Bolsonaro posam com uma miniatura de ônibus da Itapemirim (ITA)
Da esquerda para a direita: Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas; Ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes; e presidente Jair Bolsonaro, em live realizada em outubro de 2020. A miniatura do ônibus da Itapemirim foi usada para revelar os planos de concessão de aval ao grupo para operação de uma companhia aérea

Caos aéreo

Ao longo do fim de semana, sites e canais de TV mostraram uma situação caótica no aeroporto internacional de Guarulhos, com passageiros da ITA reivindicando esclarecimentos por parte da companhia e das autoridades.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A questão é que o procedimento adotado pela Itapemirim, com um apagão completo das operações sem qualquer aviso prévio, pegou todos o sistema aéreo de surpresa — e empresas de turismo, como a CVC, se viram no centro de um enorme problema. Em comunicado emitido na noite de sexta (17), a empresa disse apenas que a decisão foi tomada "por necessidade de ajustes operacionais".

Em notas enviadas ao longo do fim de semana, a empresa disse estar prestando assistência aos passageiros afetados e orientando-os a não irem aos aeroportos — depoimentos colhidos pela imprensa, no entanto, deram a entender que a empresa era muito pouco útil em termos de ajuda aos clientes.

A Anac, por sua vez, lavou as mãos e limitou-se a dizer que a ITA foi "intimada a cumprir medidas para assistência aos passageiros que adquiriram bilhetes aéreos da companhia e a prestar à Agência informações atualizadas sobre as ações previstas para honrar os bilhetes vendidos e reacomodação dos seus clientes".

Vale lembrar que o setor aéreo é particularmente difícil, dada a grande quantidade de fatores externos que podem afetar as finanças das companhias. A variação do dólar e do preço do petróleo mexem diretamente com os gastos com combustível de aviação (QAV); grande parte dos custos relacionados às aeronaves também é orçado em dólares.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, um mês após o início das operações da ITA, surgiram as primeiras notícias de dificuldade financeira da recém-criada companhia aérea, com atrasos no pagamento de funcionários — um sinal de que algo não ia bem.

O problema, infelizmente, estourou às vésperas do natal, causando um enorme estrago ao setor aéreo do país e ao planejamento de milhares de brasileiros no fim do ano.

Avião da Itapemirim Linhas Aéreas (ITA) no Aeroporto de Guarulhos. Fonte: Instagram

CVC (CVCB3): problemas e mais problemas

Mas voltemos à CVC (CVCB3): para piorar a situação, 25 voos da Latam foram cancelados ao longo do fim de semana após uma falha no sistema de iluminação no aeroporto de Guarulhos, aumentando ainda mais a escassez aérea e a dificuldade para remanejar os passageiros afetados pela Itapemirim.

Por fim, há ainda uma preocupação maior com a pandemia: a variante Ômicron tem gerado uma nova onda de restrições na Europa, e há o temor de que essa dinâmica seja replicada no restante do mundo ao longo dos próximos meses. O que, se concretizar, provocaria uma nova turbulência no setor de turismo, justamente na época de maior demanda por viagens.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tanto é que as ações ON da CVC (CVCB3) já se aproximam das mínimas do ano, recuando quase 50% em relação aos patamares vistos em julho. Veja o gráfico abaixo:

Segundo dados do TradeMap, os papéis CVCB3 têm uma recomendação de compra, três de manutenção e uma de venda. O preço-alvo médio é de R$ 23,75, o que representa um potencial de alta de 67% em relação aos patamares atuais — a estimativa mínima, no entanto, é de R$ 8,00.

Em termos de valuation, o EV/Ebitda estimado para CVCB3 ao fim de 2022 é de 4,7 vezes, acima da média de três anos para as ações, de 3,1 vezes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MERCADOS HOJE

Ibovespa bate os 171 mil pontos pela primeira vez: o que está por trás da disparada do índice?

21 de janeiro de 2026 - 14:04

Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores

DE MALAS PRONTAS

PicPay, fintech da J&F, dos irmãos Batista, busca levantar mais de R$ 2,34 bilhões em IPO nos EUA

20 de janeiro de 2026 - 12:29

O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA

MEXENDO NA CARTEIRA

XP Malls (XPML11) vai às compras? FII de shoppings mira captação de R$ 400 milhões com emissão de cotas, com espaço para buscar ainda mais

20 de janeiro de 2026 - 11:46

A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e será realizada sob o regime de melhores esforços

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Sabesp (SBSP3): mercado projeta destruição bilionária de valor, mas JP Morgan vê exagero e mostra ‘saídas’ para a empresa

19 de janeiro de 2026 - 10:38

Após cair mais de 6% em cinco pregões com o temor de escassez hídrica, as ações da Sabesp passaram a embutir um cenário extremo de perdas, mas para o JP Morgan o mercado ignora a proteção do modelo regulatório

REPORTAGEM ESPECIAL

A Selic vai cair — mas isso resolve o drama das empresas mais endividadas da bolsa? Gestores não compram essa tese 

19 de janeiro de 2026 - 6:09

Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico

ESTRATÉGIA EM FOCO

Fundo TVRI11 vende agência do Banco do Brasil (BBAS3) por R$ 13 milhões; veja lucro por cota para os acionistas

16 de janeiro de 2026 - 11:42

De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Uma surpresa e um ‘soluço’: de Direcional (DIRR3) a Cyrela (CYRE3), quem se destacou na nova leva de prévias operacionais?

16 de janeiro de 2026 - 11:05

Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam

PERSPECTIVAS EM 2026

FIIs em ano eleitoral: o que esperar de tijolo, papel e outros segmentos, segundo o BTG Pactual

15 de janeiro de 2026 - 16:51

As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira

HORA DE COMPRAR?

Movida (MOVI3) dá spoiler dos resultados do quarto trimestre e ações pisam no acelerador; veja o que agradou

15 de janeiro de 2026 - 15:53

Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa

ÚLTIMA CHAMADA?

A Selic vai cair e ficar parado no CDI pode custar caro. Veja as apostas do BTG e do Santander para ações, renda fixa, crédito e FIIs em 2026

14 de janeiro de 2026 - 19:04

Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias

ENTENDA

Lojas Renner: combo de dividendos e despesas ‘na rédea’ fazem Citi elevar recomendação para LREN3 para compra

14 de janeiro de 2026 - 12:40

Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas

MAIOR ALTA DO IBOVESPA

MRV (MRVE3): caixa volta a respirar na prévia operacional do 4T25 e BTG vê mais sinais positivos do que negativos. Hora de comprar?

14 de janeiro de 2026 - 10:52

No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia

BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar