Ibovespa busca 122 mil pontos com exterior e commodities, atrás de novos recordes
Sessão tem dólar em alta global, reagindo ao avanço das taxas dos títulos americanos com a perspectiva de maior endividamento dos EUA

A quinta-feira (7) é um dia de sessão positiva e recorde do Ibovespa, que acompanha a alta nas bolsas americanas e as europeias, que encerraram o dia com avanço.
Por volta das 16h45, o índice acionário local subia 2,3% para 121.842,50 pontos, na máxima do dia — e histórica. Com isso, após quebrar a barreira dos 121 mil pela primeira vez, o índice se aproxima também do patamar de 122 mil.
De novo, as commodities brilham: as ações de siderúrgicas se destacam entre as principais altas, após o minério de ferro fechar em alta de 1,8% na China, aos US$ 171,69.

Outros papéis em forte alta são dos do setor de papel e celulose. Suzano ON e units da Klabin disparam mais de 6% neste momento. A Suzano reajustou os preços para celulose de fibra curta, puxando ações do setor.
Ações das gigantes Petrobras e Vale também avançam. Bancos, outros pesos-pesados, sobem e contribuem com a pressão de alta.
Uma empresa do setor de educação sobe forte: é a Cogna — e por uma razão corporativa. Os papéis da companhia reagem à confirmação de que a empresa negocia a venda de colégios para a Eleva Educação — que, por sua vez, venderia seu sistema de ensino.
Leia Também
Foi a Eleva, que tem entre seus acionistas o empresário Jorge Paulo Lemann, que iniciou as conversas com a Cogna, segundo reportagem do Valor Econômico.
A maior alta do dia no índice é do Bradespar, holding que possui fatia na mineradora Vale, com avanço de 7%.
Enquanto isso, lá fora o ambiente é positivo. A boa performance dos mercados de ações globalmente se deve à certificação do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, pelo Congresso do país.
Além disso, o número de pedidos de seguro-desemprego ficou em 787 mil, abaixo dos 800 mil previstos na semana passada.
Ontem, as bolsas americanas reduziram as altas após a invasão ao Capitólio por apoiadores do atual presidente, Donald Trump. O Nasdaq fechou em queda com o controle dos democratas no Congresso prenunciando regulamentação sobre as "big techs", mas o Dow Jones renovou o seu recorde de fechamento.
Enquanto isso, por aqui, o Ibovespa diminuiu seu ímpeto de alta e fechou em leve queda, frustrando mais uma vez que atingisse um recorde de encerramento de sessão.
Dólar tem dia de alta global; juros longos saltam
O dólar, por sua vez, opera em forte alta, de 1,6%, para R$ 5,3880, em linha com a valorização da moeda contra divisas emergentes pares do real.
Do ponto de vista local, o presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje que, caso não haja voto impresso em 2022, "vamos ter problema pior que os EUA", em reação à invasão ao Capitólio de ontem à tarde.
Segundo Bolsonaro, houve "fraude" nas eleições americanas. Hoje, o presidente Donald Trump disse que haverá uma transição "pacífica" para o governo Biden.
No exterior, o dólar sobe contra rivais fortes acompanhando a alta dos juros dos Treasuries americanos, os títulos públicos emitidos pelo Tesouro do país, conforme indica o Dollar Index (DXY).
As taxas (os chamados yields dos Treasuries) operam em alta com a perspectiva de um endividamento maior do país ao longo dos próximos anos e, deste modo, maiores necessidades de financiamento do governo.
Com isso, os juros futuros locais fecharam em alta ao longo de toda a curva, embora as taxas de prazos menores tenham tido avanços menos intensos, mantendo riscos fiscais no radar.
Os principais avanços foram vistos nas taxas para janeiro/2027, que avançam 0,25 ponto percentual agora. As para janeiro/2025 avançam 18 pontos-base (quase 0,2 ponto), em meio à alta dos juros dos títulos americanos e do dólar globalmente.
Outra razão para o estresse foi a oferta do Tesouro Nacional de 17,5 milhões de LTNs (Letras do Tesouro Nacional), prefixados curtos, na qual conseguiu vender 16,8 milhões de títulos.
Isso elevou principalmente as taxas intermediárias e longas, indicando um aumento da percepção de risco da capacidade do governo brasileiro se financiar, em um momento em que a dívida atinge níveis próximos de 100% do PIB.
Os vencimentos de LTNs ofertados eram para abril de 2022 (10 milhões vendidos integralmente), janeiro de 2023 (4,8 milhões dos 5 milhões oferecidos) e julho de 2024 (2,03 milhões dos 2,5 milhões oferecidos).
De outro lado, o Tesouro vendeu integralmente a oferta de 1 milhão de LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), indexados à taxa Selic, e de 3,8 milhões de NTN-Fs (Notas do Tesouro Nacional Série F), prefixados longos.
Confira os juros dos principais vencimentos:
- Janeiro/2022: de 2,99% para 3,03%
- Janeiro/2023: de 4,47% para 4,61%
- Janeiro/2025: de 5,98% para 6,16%
- Janeiro/2027: de 6,70% para 6,95%
FRED KRUEGER ESTÁ DE VOLTA?
Kinea alerta para ‘pesadelo’ fiscal no Brasil e revela onde está buscando proteção antes das eleições
1 de setembro de 2026 - 7:08BALANÇO DO MÊS
Só deu ouro em agosto: metal precioso e ‘ouro digital’ entregaram até 25% de retorno no mês, deixando a renda fixa comendo poeira
31 de agosto de 2026 - 18:45BTG PACTUAL MACRO DAY 2026
Mercado aposta que nada vai melhorar no Brasil. É justamente por isso que gestores estão comprando renda fixa
31 de agosto de 2026 - 17:45RETOMADA À VISTA?
Mercado de capitais pode voltar a esquentar — e Itaú BBA indica esta ação para ganhar com a virada
31 de agosto de 2026 - 16:42RADAR DE FIIS
TRX dá mais um passo atrás e desiste de aquisição de cinco imóveis da Cyrela (CYRE3), incluindo prédio alugado pelo Nubank
31 de agosto de 2026 - 10:04TOUROS E URSOS #285
Nem bolsa, nem dólar: este é o ativo “à prova de balas” para atravessar as eleições 2026, segundo gestor do ASA
30 de agosto de 2026 - 11:03GRINGO COMPRA, BRASILEIRO FOGE
Ibovespa voltou com tudo? Bolsa brasileira atrai R$ 3,2 bilhões na semana e desbanca S&P 500, México e Coreia do Sul
28 de agosto de 2026 - 19:20TOUROS E URSOS #285
Lula ainda não ganhou e eleição segue em 50/50, diz CIO do ASA; veja como investir sem apostar em um candidato
28 de agosto de 2026 - 14:23FII
TRXF11 desiste de compra de imóveis de quase R$ 1 bilhão, incluindo ‘prédio do gramado’ na Faria Lima; cotistas comemoram
27 de agosto de 2026 - 19:40NA CONTRAMÃO?
UBS BB ignora debandada estrangeira na bolsa e vê salto de 17% para B3 (B3SA3); entenda a tese por trás da recomendação
27 de agosto de 2026 - 18:00FUGA DA INDÚSTRIA
TAG Investimentos: o que levou a gestora de R$ 18 bilhões a desistir totalmente dos fundos multimercados?
27 de agosto de 2026 - 17:01PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições 2026: com disputa acirrada entre Lula e Flávio, é hora de fugir da bolsa e comprar dólar?
27 de agosto de 2026 - 15:31APÓS CAPTAÇÃO BILIONÁRIA
BTLG11 desembolsa R$ 375 milhões por galpão logístico em São Paulo e vê espaço para elevar aluguel; confira os detalhes da operação
27 de agosto de 2026 - 10:18ENTREVISTA EXCLUSIVA
EXES11 quer crescer: de olho na liquidez, FII faz oferta de cotas inusitada e sem diluição de cotistas
27 de agosto de 2026 - 10:04GANHANDO PESO
VISC11 quer mais caixa e menos alavancagem: entenda por que o FII de shoppings buscou uma ‘gordurinha extra’
27 de agosto de 2026 - 6:03NA FRENTE DE PETR4 E VALE3
Ambev (ABEV3) desbanca gigantes como a ação mais negociada da B3 por um grupo de investidores; descubra qual
25 de agosto de 2026 - 19:41A BOLSA NA LUPA
Fundos estão baratos na bolsa? BTG vê janela de oportunidades após queda e indica em quais investir
25 de agosto de 2026 - 16:01R$ 306 BILHÕES EVAPORARAM
É o fim da sangria? Por que ainda não é hora para otimismo com a bolsa brasileira, segundo especialistas
25 de agosto de 2026 - 13:06RANKING
Moody’s elege as gestoras mais consistentes nos últimos três anos: veja quem entregou resultado sem exagerar no risco
24 de agosto de 2026 - 19:42ELEIÇÕES 2026