De carona com o exterior positivo, Ibovespa sobe 0,6% e volta aos 105 mil pontos; dólar acelera queda
O principal índice acionário brasileiro, que apagou parte dos ganhos de dezembro no fechamento da semana passada, esboça uma recuperação hoje
A pausa com o feriado de Natal e uma semana mais curta pela frente parecem ter devolvido um pouco de fôlego ao Ibovespa. O principal índice acionário brasileiro, que apagou parte dos ganhos de dezembro no fechamento da semana passada, tem dia de liquidez reduzida em semana esvaziada, mas esboça uma recuperação nesta segunda-feira (27).
Perto das 16h, o Ibovespa acompanhava o exterior positivo e subia 0,66, aos 105.582 pontos. O dólar à vista, que chegou a abrir o dia em alta, recuava 0,40%, cotado a R$ 5,6407.
Com uma agenda de indicadores mais esvaziada na última semana do ano, os mercados repercutem hoje o aumento nas vendas do varejo nos Estados Unidos às vésperas do Natal e as últimas notícias sobre o avanço da variante ômicron na volta do feriado.
As principais bolsas da Ásia fecharam o dia em baixa, enquanto os mercados europeus fecharam em alta, apesar dos temores em relação à pandemia. Nos Estados Unidos, os índices operam em alta, com o otimismo com a eficácia das vacinas equilibrando os temores por novas infecções. Há pouco, o S&P 500 subia 1,18%, o Dow Jones avançava 0,79% e o Nasdaq tinha alta de 1,25%.
Os juros futuros fecharam hoje praticamente estáveis. Veja os principais vencimentos:
- Janeiro/2023: de 11,609% para 11,635%;
- Janeiro/2025: estável em 10,58%;
- Janeiro/2027: estável em 10,53%.
Ômicron preocupa
A disseminação da variante ômicron entre os funcionários das companhias aéreas provocou o cancelamento de cerca de 5 mil viagens de avião no feriado em todo o mundo, sendo mais da metade delas nos Estados Unidos e na China.
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Nos EUA, que observam uma explosão de casos de covid-19 mesmo entre os vacinados e registraram quase 185 mil novos casos apenas no sábado, foram mais de 2 mil cancelamentos no final de semana.
De olho no cenário, o principal conselheiro médico da Casa Branca, Anthony Fauci, já alertou que, mesmo se confirmados os relatos de que a ômicron gera casos mais leves da doença, há o risco de que a cepa sobrecarregue o sistema de saúde norte-americano.
"Não podemos ser complacentes, porque a ômicron ainda pode levar a muitas hospitalizações. O alto número de pessoas contaminadas pode neutralizar o fato positivo de a cepa apresentar menor gravidade", declarou no último domingo (26).
Dragão chinês pisa no freio?
Em meio a notícias de que a China pode reduzir para 5,5% a 6% a meta de crescimento do próximo ano, o banco central do gigante asiático se comprometeu, em comunicado divulgado após sua reunião trimestral, a aumentar o apoio à economia real do país.
Além disso, o Banco do Povo da China (PBoC) voltou a tranquilizar os investidores sobre a situação das incorporadoras locais e afirmou que pretende promover o "desenvolvimento saudável" do mercado imobiliário chinês.
Acima da meta
Por aqui, em um dia sem muitos indicadores econômicos importantes, os investidores repercutem as previsões dos especialistas consultados para a última edição do Boletim Focus, do Banco Central, em 2021.
A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 10,04% para 10,02%. Já para 2022, a estimativa se manteve em 5,03%.
Os dois percentuais estão acima do teto da meta de inflação para os dois anos, mesmo já considerando a margem de tolerância de 1,5 ponto percentual do centro da meta para cima, respectivamente, 5,25% e 5%.
Além disso, os especialistas também reduziram pela 11ª semana consecutiva a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2021. A estimativa passou de alta de 4,58% para 4,51%. Vale destacar que, há um mês, era esperado um crescimento de 4,78% no indicador da atividade econômica.
A novela do reajuste
No cenário político, as discussões sobre o Orçamento, em especial no que diz respeito ao reajuste dos servidores, dominam o noticiário.
O presidente Jair Bolsonaro havia acenado com um possível aumento de salário aos policiais federais, uma de suas bases eleitorais, na semana passada. No entanto, o chefe do Executivo voltou atrás na decisão após pressão e ameaça de greve dos demais servidores, principalmente da Receita Federal, que ficariam sem reajuste.
Em entrevista na véspera de Natal, Bolsonaro admitiu que o descontentamento deixou a questão indefinida. "Preferem não ter para ninguém do que ter para alguns poucos. Deixa acalmar um pouquinho aí que a gente toma a melhor decisão", declarou a jornalistas no Palácio da Alvorada.
Sobe e desce
Confira as maiores quedas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| ASAI3 | Assaí ON | R$ 13,56 | -3,76% |
| BPAN4 | Banco Pan PN | R$ 10,55 | -2,76% |
| AZUL4 | Azul PN | R$ 25,79 | -2,53% |
| MRFG3 | Marfrig ON | R$ 22,19 | -2,38% |
| LWSA3 | Locaweb ON | R$ 13,21 | -2,00% |
Confira as maiores altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| VIIA3 | Via ON | R$ 4,84 | 7,56% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 6,63 | 6,94% |
| PRIO3 | PetroRio ON | R$ 20,59 | 4,52% |
| RDOR3 | Rede D'Or ON | R$ 44,58 | 4,50% |
| QUAL3 | Qualicorp ON | R$ 16,52 | 4,10% |
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