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Camil (CAML3) começou a corresponder às expectativas dos investidores com aquisições recentes, mas BofA ainda vê riscos e mantém neutra a recomendação para a ação
Conhecida pelo bom e velho arroz com feijão, a empresa de alimentos Camil (CAML3) começou neste ano a entregar o que prometeu na época da abertura de capital, em 2017. A companhia fechou duas aquisições e agora também atua nos ramos de massas e café.
A diversificação dos negócios é positiva, mas não o suficiente para convencer o Bank of America (BofA) a recomendar a compra das ações da Camil.
Os analistas estimam um preço-alvo de R$ 13 para CAML3, o que representa um potencial de 38% de alta em relação ao fechamento de ontem (R$ 9,37). Ainda assim, o BofA decidiu retomar a cobertura da companhia com recomendação neutra.
O BofA reconhece os avanços da Camil. Após duas aquisições — da empresa Santa Amália, do setor de massas, e da Dejahu, do Equador — e de assumir a marca Café Seleto, da JDE, a companhia estreia uma nova fase financeira e operacional, segundo os analistas.
“Na nossa visão, a Camil está finalmente entregando o que era esperado com o IPO, entrando em novos setores e fortalecendo sua presença internacional”, escreveram os analistas, em relatório. O BofA destaca ainda que a Camil deve alcançar receita de R$ 9 bilhões neste ano, o que é um marco para a empresa.
Atualmente, a Camil é líder no setor de arroz, tanto no Brasil como no Uruguai. Além disso, também é forte nas áreas de feijão, açúcar e no mercado de peixes. Com as aquisições, o BofA vê a companhia em um possível ganho de mercado e novas oportunidades de diversificação.
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No entanto, apesar de a Camil ter uma boa oportunidade de crescimento, o BofA observa um risco de execução das novas atividades da companhia, em especial em um momento de inflação alta.
Os analistas também apontam como riscos para a companhia a redução no preço das commodities e o ambiente mais competitivo no ramo de açúcar.
Por volta das 16h50 desta terça-feira (23), as ações da Camil eram negociadas em alta de 0,75% no pregão da B3, a R$ 9,44. No ano, o papel acumula perdas na casa dos 13%.
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