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As ações mais indicadas pelas corretoras tinham um perfil comum: resiliência e capacidade de adaptação. Elas foram muito testadas durante os últimos 30 dias, mas passaram com louvor
Quando paro para pensar, fico contente ao constatar que consegui adaptar boa parte da minha rotina pré-pandemia aos sacrifícios impostos pelo isolamento social.
Passo o dia em contato com os meus colegas de redação via Skype, a malhação agora é no tapete da sala e o happy hour continua sagrado, mas dessa vez, com cada um na sua casa e o Zoom no lugar da mesa do bar.
Claro que o contato faz falta, mas em tempos de isolamento social a tecnologia tem sido grande aliada para manter sem grandes prejuízos parte das minhas atividades cotidianas.
Agora, se eu pudesse elencar uma coisa que me faz falta diariamente seria acompanhar os meus esportes favoritos (tênis e futebol, caso você esteja se perguntando quais são). Enquanto os campeonatos não voltam, o jeito é encontrar uma boa dose de adrenalina em outro lugar.
A bolsa de valores cumpriu bem esse papel em maio. Quase nem deu tempo de sentir falta dos meus atletas favoritos na televisão. As diversas crises políticas em Brasília, a nova escalada das tensões entre Estados Unidos e China e o estrago deixado pelo coronavírus nas economias globais foram as grandes estrelas que vieram para jogo.
O mercado acionário doméstico teve dois tempos muito distintos em maio. O mês começou turbulento, com o cenário político local caótico e a economia global cheia de incertezas, já que só começamos a entender o impacto do coronavírus na atividade dos países afetados.
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Por aqui, o dólar chegou a rondar os R$ 6 e bater a marca histórica foi considerado somente questão de tempo. Mas o cenário mudou de forma nas últimas semanas e as tendências se inverteram.
A moeda norte-americana, que passou grande parte do mês sob pressão, fechou o mês com uma baixa de 1,83%. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa, acumulou 8,57% ao longo de maio. Estava quebrada a maldição de maio, que dessa vez passou bem longe.
Boa parte dessas incertezas já eram antecipadas pelos analistas com quem conversei no mês passado, na matéria que eu escrevi para o Seu Dinheiro Premium com as principais recomendações do mercado.
As ações indicadas tinham um perfil comum: resiliência e capacidade de adaptação. Elas foram muito testadas durante os últimos 30 dias, mas passaram com louvor.
Três das quatro ações do mês – Vale, Magazine Luiza e Petrobras – tiveram ganhos expressivos. A mineradora, que foi a campeã de indicações, teve alta de 21,28% em maio.
A varejista foi ainda melhor e registrou uma valorização de 34,06% no mês passado. A Petrobras subiu um pouco menos (16,69%), mas ainda assim superou de longe o Ibovespa. A JBS foi a única ação com retorno negativo (-4,64%) entre as mais recomendadas de maio. Confira abaixo o desempenho de todos os papéis indicados.

Entendendo a Ação do Mês: todos os meses o Seu Dinheiro Premium consulta as principais corretoras do país para descobrir quais são as principais apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente com até 10 ações, os analistas indicam as suas três prediletas. Com o ranking nas mãos, selecionamos as que contaram com pelo menos duas indicações.
A Vale (VALE3), líder de indicações no mês passado, teve uma valorização de 21,28% em maio. A companhia foi indicada por Ágora Investimentos, CM Capital, Elite Investimentos, XP e Mirae Asset.
Embora o balanço do primeiro trimestre tenha sido divulgado no fim de abril, o mercado continuou a repercutir os números da companhia durante o mês de maio. Mesmo com queda na receita e despesas herdadas do desastre de Brumadinho, a mineradora fechou o trimestre no azul, lucrando US$ 239 milhões.
A companhia tem demonstrado solidez durante a crise, afirmando que os impactos da pandemia nas operações da Vale estão controlados e a projeção de produção de minério de ferro está mantido entre 310 milhões e 330 milhões de toneladas para este ano.
Além disso, outro fator importante também relacionado ao vírus e que deve continuar mexendo com a cotação dos papéis está no radar dos investidores: a cotação do minério de ferro.
O preço da commodity disparou 24% no último mês na China, um dos principais consumidores do minério de ferro do mundo. Os investidores chineses temem que o avanço da pandemia no Brasil interrompa a cadeia de produção e fornecimento do material, mesmo com o país sendo somente o segundo maior exportador do material para o gigante asiático.
Assim como no empurrãozinho na manutenção da minha rotina, a tecnologia também tem sido grande aliada do Magazine Luiza. Indicada por três corretoras no mês passado – Ágora Investimentos, Planner e Toro Investimentos – o Magalu teve uma valorização de 34,06% em maio.
No mês passado, falamos bastante aqui sobre as expectativas altas para o desempenho do setor digital do Magalu. Neste mês, tivemos os primeiros números que comprovam que o e-commerce é uma das maiores forças da empresa.
Com grande parte das lojas físicas fechadas por conta da pandemia do coronavírus, o resultado veio já no balanço do primeiro trimestre da varejista. Embora a empresa tenha perdido 84% do faturamento das lojas físicas, os investidores se concentraram no desempenho das vendas realizadas nos canais digitais. Nos primeiros três meses do ano, o setor cresceu 72,6%, em comparação ao mesmo período do ano passado.
Os dados preliminares de abril e maio também entusiasmaram os analistas. Em abril, as vendas pela internet do Magalu avançaram 138% – sendo 109% no e-commerce tradicional e 235% no marketplace. A reação positiva aos números fizeram a companhia superar a marca de R$ 100 bilhões em valor de mercado.
Os canais digitais são uma grande aposta do Magalu, principalmente em tempos de pandemia. Em teleconferência com analistas, após a divulgação dos resultados, Frederico Trajano, presidente do Magazine Luiza, disse que neste momento, o investimento nas plataformas digitais é a única forma de conciliar o avanço da economia com a preservação da saúde da população.
As ações da Petrobras também foram destaque no mês passado, com três indicações – Mirae Asset, Terra Investimentos, Toro Investimentos. A aposta pode ter parecido até mesmo ousada para alguns, já que o petróleo vem de uma sequência de crises. Mesmo assim, a estatal apresentou um bom desempenho no mês, avançando 16,69%.
A crise teve o seu ápice em abril, com o petróleo WTI para maio sendo negociado com cotação negativa, mas a história vai mais longe. Só em 2020 tivemos crises geopolíticas, queda brusca na demanda por conta do coronavírus e queda de braço entre Rússia e Arábia Saudita, o que levou o mundo a testemunhar uma guerra de preço em um cenário já não tão favorável assim para a commodity.
Desde então, o mercado vem tentando se recuperar, sendo comum alternâncias de fortes altas com quedas bruscas. Mas maio foi um bom mês para o setor. O barril, tanto do Brent (utilizado como referência pela Petrobras) quanto do WTI se estabilizaram com valores acima dos US$ 30 o barril.
Um dos motores para essa recuperação foi o acordo firmado entre a China e os Países Exportadores de Petróleo (Opep). O gigante asiático é o maior consumidor global de petróleo e seu acordo com os países produtores visa estabilizar o mercado em um momento de fraca demanda.
Afetada pela crise, a Petrobras apresentou um prejuízo de R$ 48,5 bilhões no primeiro trimestre, mas o resultado não teve relação com um operacional mais fraco. Em seu balanço, a companhia disse trabalhar com o petróleo fechando 2020 em US$ 25 o barril, o que a fez realizar ajustes contábeis no valor de seus ativos.
As ações da JBS foram as únicas entre as indicadas a apresentarem um retorno negativo. A empresa, selecionada por Ativa Investimentos, Terra Investimentos e Santander, teve uma queda de 4,64% em maio.
Embora tenha apresentado um balanço positivo, alguns fatores contribuíram para o resultado. Segundo a Ativa Investimentos, os papéis da empresa sofreram principalmente pelo resultado apresentado pela sua subsidiária americana de proteína bovina, que veio abaixo do esperado pelo mercado.
A queda no preço da carne bovina brasileira exportada à China também perdeu força, passando da casa dos US$ 5 mil por tonelada no início deste ano para a faixa de US$ 4,2 mil e US$ 4,4 mil por tonelada.
Outro ponto que pode ter pressionado os papéis foi o fechamento de frigoríficos no Brasil por conta da pandemia do coronavírus. A JBS não foi a única empresa do setor afetada com focos intensos de contágio e que teve que fechar a porta de unidades.
Além disso, o dólar, que chegou a encostar nos R$ 6 – o que tende a beneficiar as exportadoras como a JBS –, passou por uma forte onda de despressurização e voltou a ser negociado na casa dos R$ 5,30.
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