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Patamar foi alterado de 5% para 2,9% (37,7 milhões de ações); movimentação das ações não tem o propósito de alterar a composição do controle acionário, diz a gestora
A XP Gestão reduziu a participação dos fundos de investimento por ela geridos na Via Varejo. As ações da varejista (VVAR3) despencam 10,61%, a R$ 4,72 no pregão desta quarta-feira (1), acumulando uma desvalorização de 57% no ano.
Segundo a XP, o patamar foi alterado de 6,6% para 2,9% - 37,7 milhões de ações. A gestora diz que a movimentação não tem o propósito de alterar a composição do controle acionário ou a estrutura administrativa da Via Varejo.
Ontem o gestor da casa, João Luiz Braga, anunciou a reabertura de captação de fundos de longo prazo. Via Twitter, ele disse que no momento não faz sentido concentrar a carteira como há dois meses, "quando era difícil encontrar ativos baratos na bolsa".
"Compramos empresas que são dolarizadas e sofreram muito, como Vale e Suzano. E várias outras que caíram muito", disse. "Continuamos comprados e podemos reconcentrar posição em qualquer ativo a qualquer momento".
A XP investiu na Via Varejo no ano passado, quando a família do fundador retomou o controle acionário da empresa. Na ocasião, o empresário Michael Klein adquiriu toda a participação do Grupo Pão de Açúcar (GPA) na varejista. A XP entrou no negócio obtendo quase 8% de participação na companhia.
No mês passado, a Via Varejo teve de divulgar antes do balanço a sua dívida bancária, após algumas casas avaliarem que a companhia teria dificuldades de alavancagem em meio à crise do coronavírus.
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O endividamento da companhia chegou a R$ 1,6 bilhão no final de 2019 - a empresa tinha R$ 1,4 bilhão em caixa, conferindo um índice de liquidez de 0,8%.
Para os analistas do BTG Pactual, será importante monitorar as iniciativas de contingência da Via Varejo para economizar dinheiro durante o período de crise. No último dia 26, a empresa informou que deve vender de maneira remota para mitigar os efeitos das lojas fechadas.
A Via Varejo registrou um lucro de R$ 78 milhões no quarto trimestre de 2019, revertendo um prejuízo de R$ 282 milhões no mesmo período do ano anterior. No ano, a varejista teve prejuízo de R$ 479 milhões.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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