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Objetivo do negócio é eliminar potenciais conflitos de interesse para que apenas os acionistas controladores da XP detenham ações que dão direito a 10 votos cada
A XP Investimentos quer aproveitar o anúncio do Itaú Unibanco de que vai segregar a participação que detém na corretora em uma nova empresa para fazer uma proposta pelas ações com "supervoto" que hoje estão nas mãos do banco.
Listada na bolsa norte-americana Nasdaq, a XP possui dois tipos de ações. Os papéis classe A, que são os negociados na Nasdaq, dão direito a um voto cada, enquanto que os da classe B, que pertencem aos controladores, têm dez votos cada.
Essa estrutura acionária permite que os sócios da XP continuem comandando a companhia mesmo sem ter a maioria do capital da empresa.
Em comunicado divulgado hoje, a XP informou que estuda propor uma fusão com a Newco, a empresa que receberá a participação de 41% que o Itaú possui na corretora.
Caso a operação seja aprovada, a XP vai entregar os acionistas da Newco ações classe A da corretora ou recibos de ações (BDRs, na sigla em inglês), que passariam a deter a participação diretamente.
A XP não informou, contudo, que vantagem vai oferecer à empresa do Itaú para que ela abra mão das "super-ações". O banco possui 28% das ações classe B da corretora, que possuem os direitos de "supervoto".
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Segundo a XP, o objetivo do negócio é eliminar potenciais conflitos de interesses, de forma que apenas os acionistas controladores da XP detenham ações classe B.
O Itaú comprou a participação na XP em 2017, por R$ 6,3 bilhões. O acordo original previa a opção de o banco assumir o controle acionário da corretora. Mas o BC acabou vetando essa possibilidade como condição para aprovar o negócio.
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