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Outras seis empresas do Ibovespa divulgam os números do quarto trimestre nos próximos dias; confira o que esperar das principais linhas dos balanços
A terceira semana de divulgação de resultados referentes ao quatro trimestre de 2019 contará com pesos pesados. O primeiro destaque é o Itaú Unibanco, que publica o balanço nesta segunda-feira, após o fechamento da bolsa. Nos próximos dias, Suzano (12), Banco do Brasil (13) e outras seis empresas do Ibovespa revelam seus números (ver abaixo).
De modo geral, os resultados do quarto trimestre têm uma maior importância em relação aos outros períodos porque se pode "fechar a conta" do ano - e conferir como as empresas se saíram nos 12 meses.

O ano foi de novidade meio-amarga para o setor bancário: além do avanço das novas empresas de tecnologia financeira (fintechs), a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) subiu de 15% para 20% - o que deve influenciar negativamente no balanço dos bancos.
Para o Itaú Unibanco, um outro ponto que os investidores devem prestar a atenção no balanço é a linha de adquirência, que revela a situação da Rede - empresa de maquinhas controlada pela instituição.
A Rede zerou a taxa para antecipar recebíveis e teve uma promoção lançada com exclusividade para clientes do Itaú barrada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O órgão negou dois recursos da instituição até agora.
As potenciais dores de cabeça para a diretoria do banco ultrapassam fronteiras: no Chile, onde o Itaú passou a ter uma operação relevante após a compra do Corpbanca, as despesas com provisões feitas após a onda de protestos devem chegar aos R$ 300 milhões no trimestre, segundo o UBS.
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Como ponto positivo, conta a abertura de capital da XP Investimentos no ano passado. Como o banco é dono de 49,9% do capital da corretora, a operação deve se converter em ganho de R$ 1,9 bilhão (antes de impostos) no balanço do quarto trimestre, ainda de acordo com o UBS. A projeção de analistas é de R$ 7,280 bilhões de lucro para o período, de acordo com a Bloomberg.
O ano de 2019 deve ter sido de variação para baixo na rentabilidade do banco: de 21,9% para 21,7%, de acordo com as estimativas dos analistas. Mas o lucro, assim como em 2018, deve ter aumentado no ano passado (ver abaixo).
Sob o primeiro ano de diretoria indicada pelo governo Bolsonaro, o Banco do Brasil passou por dezenas de especulações a respeito de uma privatização. Mas agora nem mesmo o próprio presidente da instituição, Rubem Novaes, acredita que a União vai deixar o controle do banco nos próximos anos.
O banco já tem grande participação de outros investidores - a União detém 50,0000011% das ações - e nos últimos meses adotou uma postura ainda mais alinhada ao setor privado.
Neste ano, a instituição anunciou que vai começar a pagar bônus aos empregados que cumprirem metas de desempenho, numa tentativa de transformar a cultura interna do banco e aproximar o BB do modelo de remuneração variável das instituições privadas. A ideia é incentivar todos os empregados a priorizar a satisfação do cliente.
Em 2019, o BB também fechou uma parceria com o banco privado suíço UBS na área de investment banking e, no início deste ano, o presidente da instituição indicou que pretende aproximar a empresa das fintechs.
"Vamos contratar os serviços dessa garotada para eles eliminarem nossos gargalos operacionais. Não é só uma questão de inovação. É questão de rever e modernizar nossa estrutura, digitalizar aquele monstro pesado", disse Rubens Novaes a uma plateia de investidores e executivos em São Paulo.
A próxima parceria em vista é para a BB DTVM, a gestora de recursos do Banco do Brasil. Segundo Novaes, já foi aberto processo competitivo para a escolha desse parceiro, que deve ser global e ter mais de R$ 400 bilhões sob gestão. A ver se a frente vai prosperar.
A ambição do BB de se equiparar ao setor privado, não é de hoje. Em 2016, a gestão de Paulo Caffarelli colocava como objetivo chegar próximo a rentabilidade dos bancos privados - à época, o indicador chegou a 8,8%.
Houve uma grande evolução, já indicada por balanços posteriores e, em 2019, a rentabilidade do BB deve bater 16,8%, segundo a projeção média dos analistas - um avanço também sobre o ano anterior, quando foi de 13,2%.
O setor bancário lidou com novidades em 2019, mas que estiveram longe de provocar as incertezas pelas quais a empresa de papel e celulose Suzano passa.
O ano começou bem com a conclusão da aquisição da Fibria - e é por conta da operação que as receitas deram um salto. Mas os preços de celulose recuaram ao longo de 2019 junto com a demanda chinesa pelo produto. No terceiro trimestre, a empresa chegou a apresentar perdas da ordem de R$ 3,4 bilhões.
Mas para últimos quatro meses do ano a previsão de analistas é de lucro de R$ 1,233 bilhão - 7,2% menos que no ano anterior. O resultado não deve ser suficiente para a empresa fechar o ano no azul.
Uma linha a se observar no balanço da Suzano é o nível de estoques. A diminuição do indicador tende a ajudar a empresa a praticar preços mais competitivos neste ano. Em novembro, analistas do BTG Pactual já destacavam que a empresa estava correta em se desfazer dos estoques rapidamente.
"A companhia tem negociado contratos trimestrais segundo preços praticados pelo mercado com consumidores da China e isso parece estar funcionando muito bem", escreveram os analistas.
A China permanece no radar também por conta do coronavírus. A propagação da doença pode continuar afetando a demanda por celulose do país asiático.
Para 2020, a Suzano anunciou um plano de investimentos de R$ 4,4 bilhões, que serão aplicados em manutenção e expansão de seus negócios. Segundo a companhia, R$ 3,6 bilhões irão para manutenção, e os projetos de expansão e modernização terão desembolso de aproximadamente R$ 300 milhões.
A seguir você confere as estimativas dos analistas para os resultados das demais empresas com ações do Ibovespa que divulgam balanço nesta semana:

A estatal divulga os números dos últimos três meses do ano após o fechamento dos mercados desta quinta-feira (5); especialistas revisam as expectativas diante de um cenário menos favorável para o petróleo em 2025
Entre analistas, a leitura dos resultados é positiva, mesmo com a queda no lucro. Além da marca própria Olympikus, a companhia representa no Brasil a japonesa Mizuno e a americana Under Armour
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