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Alta das bolsas em todo o mundo é efeito das taxas de juros baixas, mas os resultados das empresas com ações listadas de um modo geral também melhoraram, afirmou Candido Bracher
A bolsa brasileira vive uma bolha provocada após a forte alta dos últimos anos e a migração dos recursos dos investidores que estavam na renda fixa? Questionado sobre o tema, o presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, disse que não. Pelo menos por enquanto.
"Esse é um fenômeno mundial e não chamaria de bolha ainda", afirmou, durante teleconferência com jornalistas para comentar os resultados do banco em 2019.
Bracher disse que a alta das bolsas em todo o mundo é consequência das taxas de juros baixas. Por outro lado, os resultados das empresas com ações listadas de um modo geral também melhoraram.
"Os múltiplos de lucro e os índices de preço e valor patrimonial estão em níveis bastante aceitáveis, então não vejo sinais de bolha. Mas vejo razão para estarmos atentos a isso", afirmou.
Sobre as perspectivas para os resultados do banco, o presidente do Itaú Unibanco disse que o lucro de 2020 será menor ao que seria em uma situação normal por três efeitos: o aumento da alíquota da CSLL, o limite de taxa de juros na linha do cheque especial e a queda da taxa básica de juros.
"Como em 2021 teremos crescimento economia e não haverá imposição de novas restrições, diria que nosso desempenho será melhor que o de 2020", afirmou.
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Com o teto na linha de cheque especial e a Selic menor, o Itaú projeta que a margem com clientes neste ano em uma faixa entre estabilidade e um aumento de 3%. Em 2019, essa linha do balanço cresceu 8,6%.
As ações do Itaú reagem bem ao balanço e eram negociadas em alta de 2,77% no pregão de hoje da B3. Leia também nossa cobertura completa de mercados.
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