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setor em movimento

Em disputa pela Oi, Vivo recompra ações e avalia unidade de fibra ótica

Ações preferenciais da tele caíram 10% na última semana, em meio à disputa pela parte de telefonia móvel da Oi

Logo da empresa de telefonia Vivo
Vivo - Imagem: Shutterstock

Dona da Vivo, a Telefônica Brasil anunciou a recompra das próprias ações, depois de uma desvalorização de 7% dos papéis neste ano, em meio à crise da covid-19 e a disputa pela rede móvel da Oi.

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[captacao]

A empresa ainda avalia criar uma unidade para construção e oferta de rede de fibra ótica neutra e independente para atacado. A tele diz que a iniciativa pode ter a participação de parceiros e investidores em seu capital social, mas não detalha planos nem valores.

O projeto atenderia uma estratégia global do setor. A Oi tem um plano parecido: vai dividir os ativos e criar uma unidade de rede neutra de fibra, a InfraCo - que deve ser vendida, seguindo os planos de recuperação judicial da companhia.

Disputa pela Oi

A Telefônica Brasil negocia em outra frente com a Oi. Em conjunto com TIM e Claro, a empresa quer comprar a unidade de móvel da tele em recuperação judicial. A última proposta foi de R$ 16,5 bilhões.

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Mas com uma disputa travada com a Highline do Brasil - além da escalada da pandemia -, as ações preferencias da tele (VIVT4) acumulam queda de 10% na última semana e de 7% no ano.

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É nesse contexto que a companhia anuncia o programa de recompra dos papéis. A empresa também vai aquirir novamente as ações ordinárias (VIVT3), que têm ganhos de 9% desde janeiro.

Segundo documento oficial, serão no máximo 583.558 ações ordinárias recompradas e 37.736.954 papéis preferenciais.

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O anúncio do programa de recompra é feito após a companhia revelar que registrou uma queda de 21,6% no lucro do segundo trimestre, para R$ 1,113 bilhão. O resultado foi influenciado pela pandemia.

Segundo a Telefônica, houve perdas no faturamento dos segmentos móvel e fixo no período, com baixa em recargas de linhas pré-pagas e queda nas vendas de aparelhos. A empresa registrou alta nas despesas com impostos e depreciação de ativos.

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