Oi volta a empolgar mercado, com disparada em fibra ótica
Ações sobem mais de 5% na tarde desta sexta-feira, após a empresa apresentar o balanço do terceiro trimestre - que revelou avanço da receita em fibra

O balanço do terceiro trimestre da Oi trouxe mais um prejuízo bilionário, mas os papéis da empresa sobem mais de 5% no pregão desta sexta-feira (13). O movimento na bolsa é comum desde 2015, com a derrocada da operadora e as ações na faixa dos R$ 2.
Apesar da perda de clientes e queda de receita de maneira quase geral, a receita da Oi com serviços de fibra ótica disparou 388% dentre os clientes residenciais, chegando a um total de R$ 402 milhões - incluindo empresas (B2B).
O número é importante porque os serviços de fibra ótica serão justamente o foco da Oi, que ainda precisa vender ativos de outras áreas como parte do plano de recuperação judicial.
A operadora quer arrecadar R$ 26,9 bilhões, no mínimo total, em leilões de torres, data centers, redes móveis, entre outros - a maior parte dos certames judiciais estão marcados para até o final deste ano.
Segundo os analistas do BTG Pactual, Carlos Sequeira e Osni Carfi, os números do terceiro trimestre são resultado de um empenho da empresa em acelerar os serviços de fibra ótica.
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"Pela primeira vez desde o terceiro trimestre de 2017, as receitas da Oi em banda larga expandiram, na comparação trimestral. Isso é algo que deve continuar nos próximos períodos, conforme a receita da fibra se expanda mais", disseram em relatório.
No geral, a receita líquida da operadora recuou 6%, para R$ 4,7 bilhões. A companhia reduziu o prejuízo em 54,1%, chegando a R$ 2,6 bilhões - resultado influenciado pela queda nas despesas operacionais.
A Oi terminou o terceiro trimestre com R$ 5,7 bilhões em caixa, com consumo de caixa de R$ 384 milhões. O melhor desempenho reflete o recebimento da última parcela da venda da Unitel, de US$ 40 milhões.
Segundo a própria empresa, a dívida atual é de R$ 26,9 bilhões - um aumento em R$ 814 milhões em relação ao segundo trimestre, por causa da desvalorização do real.
A Oi entrou em recuperação judicial em junho de 2016, após acumular dívida bruta de R$ 64 bilhões com cerca de 55 mil credores. Com a aprovoção do plano em dezembro de 2017, a empresa teve a dívida reduzida em R$ 36 bilhões por meio de descontos, parcelamentos no longo prazo e conversão de créditos em ações.
SEGUNDO O BTG PACTUAL
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