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Kaype Abreu

Kaype Abreu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.

efeito itaú

Itaúsa tem queda de 8% no lucro, que chega a R$ 1,7 bilhão

Número reflete menor resultado de equivalência patrimonial do Itaú; instituição financeira foi afetada negativamente com perdas esperadas por operações de crédito

Kaype Abreu
Kaype Abreu
9 de novembro de 2020
21:01 - atualizado às 21:05
Sede da Itaúsa (ITSA4)
Sede da Itaúsa - Imagem: Reprodução

A Itaúsa, holding com participações no Itaú Unibanco, Alpargatas e Duratex, anunciou nesta segunda-feira (9) que teve um lucro líquido de R$ 1,784 bilhão no terceiro trimestre - baixa anual de 8%.

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A queda do lucro é reflexo de um menor resultado de equivalência patrimonial do Itaú, segundo a empresa. A instituição financeira foi afetada negativamente com perdas esperadas por operações de crédito em função da crise causa pela pandemia de covid-19.

O Itaú também teve menores resultados com margem de juros, ainda que parcialmente compensados pelo controle nas despesas gerais e administrativas.

A Itaúsa informou que as despesas administrativas totalizaram R$ 33 milhões no terceiro trimestre, em um aumento de 6,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segundo a holding, o resultado é consequência, principalmente, de maiores despesas com atualização monetária de seguros e fianças bancárias, oferecidas como garantia em processos judiciais

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Serviço de escrituração de ações, decorrente do aumento de mais de 184% da base acionária nos últimos 12 meses, também teria efetado a empresa.

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A linha de despesas tributárias chegou a R$ 18 milhões, por causa de despesas de PIS/COFINS sobre os JPCA recebido do Itaú Unibanco, aumento de R$ 16 milhões.

Ainda segundo a Itaúsa, o resultado financeiro somou R$ 3 milhões de despesa no terceiro trimestre, redução anual de 80% - efeito da menor taxa de juros sobre a dívida líquida e atualização das contingências passivas.

Alpargatas e Duratex

A Itaúsa diz que as investidas dos segmentos de bens de consumo e construção civil apresentaram bom desempenho, sendo o melhor 3º trimestre da história de cada companhia.

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A Alpargatas apresentou crescimento nas operações Brasil e internacional (+17,8% de receita e 9,6% em volume), com melhor desempenho nos diversos canais, parcialmente compensado por menor contribuição das operações ex-Havaianas, diz a holding.

A Duratex também obteve crescimento significativo das vendas em todas as Divisões, aliado aos ganhos de produtividade decorrentes do aprimoramento na gestão de ativos, combinado com a maior eficiência em custos e despesas e consolidação integral dos resultados da Cecrisa e Ceusa.

"Os resultados registrados na Itaúsa provenientes do investimento na NTS foram impactados negativamente, principalmente pela menor apreciação do valor justo do ativo no 3T20 quando comparado com o mesmo período do ano anterior".

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