🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances "O Roteirista", "Abandonado" e "Os Jogadores"

Após o vexame

IRB reconhece balanços maquiados, mas joga a culpa na antiga diretoria

Nova gestão do IRB isentou o conselho de administração e as empresas de auditoria, que assinaram pelo menos um balanço depois que os questionamentos aos números se tornaram públicos; ações despencam

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
30 de junho de 2020
15:52 - atualizado às 9:25
ações gráficos empresários bolsa
5 gráficos pra entender a semana - Imagem: Shutterstock

Cinco meses depois do questionamento da gestora Squadra, a empresa de resseguros IRB Brasil enfim reconheceu que seus resultados foram de fato maquiados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A companhia reapresentou os números de 2019 e 2018, que mostraram um lucro líquido R$ 670 milhões menor do que o apresentado originalmente na soma dos dois períodos.

Mas a nova gestão jogou toda a responsabilidade pelas irregularidades encontradas nas costas da antiga diretoria da companhia.

O atual presidente do conselho e diretor-presidente do IRB, Antonio Cassio dos Santos, isentou o conselho de administração, que assinou pelo menos um balanço – o do quarto trimestre de 2019 – depois que os questionamentos da Squadra se tornaram públicos.

Santos também não apontou responsabilidade das empresas de auditoria, tanto a PwC, que já era a responsável por atestar os números da companhia, como a EY (antiga Ernst & Young), contratada especificamente para dar um parecer sobre os números atuariais do IRB.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo depois do alerta da Squadra, ambas as empresas atestaram no balanço do quarto trimestre e de 2019 que os resultados não tinham problemas.

Leia Também

"Da mesma forma como o conselho foi vítima, a empresa e a auditoria também foram. As mesmas pessoas fizeram erros recorrentes por um longo tempo", disse o presidente do IRB, sem citar nomes, de acordo com o Broadcast.

No balanço reapresentado, a empresa informa que ex-diretores e outros colaboradores praticaram irregularidades que culminaram na “modificação intencional e sistêmica de dados operacionais”.

Vale lembrar que a antiga diretoria do IRB não caiu após o questionamento da Squadra, mas após o vergonhoso episódio da notícia falsa de que o megainvestidor Warren Buffett era acionista da companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As conclusões da investigação interna conduzida pela empresa foram remetidas aos reguladores e ao Ministério Público, que devem apurar as responsabilidades, disse Werner Süffert, diretor financeiro e de relações com investidores do IRB, em teleconferência com analistas.

No pregão de hoje, as ações do IRB (IRBR3) mantêm a rotina de alta volatilidade e passaram a cair forte no começo da tarde. No fechamento, despencavam 12,52%, cotadas a R$ 10,90. Leia também nossa cobertura completa de mercados.

As irregularidades

A investigação interna iniciada pelo IRB após a queda da antiga diretoria detectou irregularidades no registro de provisões técnicas, que foram feitas em competências inadequadas, a menor ou simplesmente não foram feitas.

A resseguradora também reconheceu que os resultados do ano passado foram inflados por itens que não vão se repetir em balanços seguintes, como a venda na participação de shopping centers. Ambos os problemas foram detectados na análise da gestora Squadra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa contabilização indevida resultou em uma redução de R$ 553 milhões no lucro líquido e de R$ 727 milhões no patrimônio líquido do IRB de 2019.

A empresa também reapresentou os números de 2018, que mostram um impacto de R$ 117 milhões no lucro e de R$ 369 milhões no patrimônio.

Além dos balanços, o IRB detectou que a antiga diretoria teria feito pagamentos indevidos a ex-administradores e outros colaboradores, no valor de R$ 60 milhões, além de recompras de ações no mercado além do autorizado pelo conselho de administração.

A empresa informou ainda ter encontrado os responsáveis pela disseminação da "fake news" sobre a compra de ações por Warren Buffett, mas não revelou os nomes. Os atos teriam sido praticados "em caráter individual, fora de seus mandatos e de seus poderes regulares de gestão".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Capitalização

Junto com o balanço do primeiro trimestre, o IRB anunciou que planeja fazer uma capitalização para voltar a se reenquadrar nos requerimentos da Susep.

O regulador determinou uma fiscalização na empresa após constatar que os ativos garantidores de provisões técnicas estão abaixo do mínimo regulatório. No balanço, o IRB mostra que encerrou março com uma insuficiência de liquidez de R$ 2,1 bilhões.

A empresa contratou os bancos Bradesco BBI e Itaú BBA para estruturar um potencial aumento de capital. Ambos os bancos são acionistas e mantinham integrantes no conselho de administração do IRB até a mudança na gestão.

Posição do IRB

Eu procurei a empresa com um pedido de entrevista e recebi um posicionamento em nota, reproduzida abaixo:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O IRB Brasil RE analisou todas as informações e fatos disponíveis, por meio de investigação independente e de apurações internas.

As apurações sobre as demonstrações financeiras contaram com especialistas de empresas renomadas e procedimentos internos de auditoria e compliance, que levaram aos ajustes e também identificaram os Diretores e demais colaboradores responsáveis pelos registros realizados de forma inadequada. Em breve, o IRB Brasil RE apresentará essas conclusões à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), e analisará o oferecimento de denúncia às autoridades competentes sobre os fatos e indícios apurados, visando as devidas investigações.

Na semana passada, o IRB Brasil RE já havia apresentado a esses órgãos, bem como ao Ministério Público Federal (MPF), as conclusões relativas à investigação independente sobre a divulgação intencional de informações falsas ao mercado e apurações internas sobre pagamentos realizados de forma indevida.

A Companhia tem agora o dever de apoiar as autoridades competentes, de maneira isenta, e entende que todos os envolvidos devem ser devidamente responsabilizados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ÚLTIMA CHAMADA?

A Selic vai cair e ficar parado no CDI pode custar caro. Veja as apostas do BTG e do Santander para ações, renda fixa, crédito e FIIs em 2026

14 de janeiro de 2026 - 19:04

Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias

ENTENDA

Lojas Renner: combo de dividendos e despesas ‘na rédea’ fazem Citi elevar recomendação para LREN3 para compra

14 de janeiro de 2026 - 12:40

Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas

MAIOR ALTA DO IBOVESPA

MRV (MRVE3): caixa volta a respirar na prévia operacional do 4T25 e BTG vê mais sinais positivos do que negativos. Hora de comprar?

14 de janeiro de 2026 - 10:52

No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia

BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar