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Recompra de ações é uma tática frequentemente utilizada por gestões que acreditam que os seus papéis estão valendo menos do que realmente deveriam
Com o coronavírus, empresas prestadoras de serviços de saúde, como o Fleury (FLRY3) sofreram com o adiamento de exames e procedimentos eletivos. Como reflexo, as ações foram penalizadas.
Em 2020, os papéis da companhia acumulam queda superior de quase 10%. Com uma recuperação já no radar — motivada pela retomada dos procedimentos eletivos e no alto número de testes para a covid-19 —, a gestão da companhia parece acreditar que as ações estão baratas e podem ser uma oportunidade.
O Grupo Fleury anunciou ontem (27) a criação de programa de recompra de ações ordinárias da companhia. Com duração de um ano, poderão ser adquiridas até 3.035.263 papéis, ou seja, 1% do total de ações em circulação no mercado. Atualmente, a empresa tem mais de 303 milhões de ações em circulação, nenhuma delas em tesouraria.
A aquisição das ações será feita na B3, a preço de mercado, "cabendo à administração decidir o momento e a quantidade de ações a serem adquiridas". O plano terá início no dia 30 de novembro, com o prazo máximo de 12 meses.
Para financiar o projeto, o Grupo Fleury irá utilizar recursos da conta de Lucro do Período. Segundo o balanço do terceiro trimestre da companhia, o saldo era de R$ 117,4 milhões.
"A situação financeira atual da companhia é compatível com a execução do Programa de Recompra nas condições aprovadas, não sendo vislumbrado nenhum impacto ao cumprimento das obrigações assumidas com credores nem ao pagamento de dividendos obrigatórios mínimos".
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