Operadoras, laboratórios ou farmácias: quem leva a melhor no terceiro trimestre?
Com o pior da crise do coronavírus ficando para trás, o trimestre deve ser marcado por uma recuperação mais rápida do que o esperado. Confira as projeções para o setor feitas pelo Bradesco BBI

Nunca se falou tanto em saúde. Também pudera, 2020 vai entrar para os livros de história como o ano tomado por uma pandemia sem precedentes.
Da noite para o dia a evolução de pesquisas científicas em busca de uma vacina ou tratamento passaram a fazer preço no mercado e cada passo do setor é acompanhado de perto pelos investidores.
Enquanto lá fora o destaque é a busca por uma cura, como ficam as empresas locais do setor de saúde?
No auge da crise do coronavírus, com o isolamento social como regra, hospitais, laboratórios e farmácias sofreram um forte baque. Com menos gente na rua, os procedimentos eletivos ou estéticos ficaram para depois e aquela voltinha na farmácia para comprar um creme hidratante ou anti-gripal definitivamente saiu da rotina. Ao mesmo tempo, a queda no número de procedimentos foi benéfico para as operadoras.
Mas, passado o momento tão crítico, o que podemos esperar? Bom, para os analistas do Bradesco BBI é hora de um merecido respiro depois de um ano tão cheio de altos e baixos.
No relatório assinado pelo analista Fred Mendes, a instituição declara que o terceiro trimestre de 2020 deve ser marcado não só pela recuperação pós-crise, mas também por um crescimento de receita no setor de saúde, colocando o segmento no caminho da recuperação plena nos próximos trimestres.
Leia Também
Quem mais pagou dividendos em 2026? Veja o ranking das 10 maiores pagadoras no 2º trimestre
Nem Tesouro IPCA+, nem crédito: aposta de Stuhlberger agora está na bolsa
Para o banco, as empresas têm apresentado sinais de recuperação mais rápido do que o inicialmente esperado.
Os prestadores de serviço, como os laboratórios e centros de diagnóstico, que foi o sub-segmento mais afetado, devem voltar a ver um crescimento no número de exames realizados - incluindo os testes de detecção da covid-19. Esses testes, aliás, devem ter um impacto significativo na receita, sendo um dos motores para a alta.
Confira quais devem ser os destaques de cada setor, segundo o Bradesco BBI.
Operadoras - Crescendo a base
Se você acompanha um pouco mais de perto o setor de saúde, sabe que as operadoras verticalizadas (aquelas que priorizam hospitais, clínicas e centros de diagnóstico próprios) estão em uma verdadeira corrida expansionista. Esse modelo de negócios é representado pela Hapvida (HAPV3) e pela Notre Dame Intermédica (GNDI3).
Essas empresas andam investindo pesado em aquisições e buscam se consolidar também em novos territórios. Só ontem, o GNDI anunciou duas novas compras. Embora o crescimento inorgânico deve impactar positivamente o número de vidas cobertos por essas operadoras, o crescimento orgânico também deve ser um dos destaques.
Para o Bradesco BBI, essa deve ser uma das linhas de destaque do Grupo Notre Dame Intermédica. A companhia deve somar mais de 40 mil vidas orgânicamente e 41 mil inorgânicamente com a contabilização dos números do Grupo Santa Mônica.
No caso da Hapvida, a expectativa é que a base cresça em 10 mil usuários orgânicamente. As sinergias com o Grupo São Francisco também devem ajudar a potencializar o crescimento.
Enquanto as empresas verticalizadas se destacam pelo crescimento de suas bases, a Qualicorp (QUAL3) deve continuar aumentando a sua receita em um nível superior ao visto nos trimestres passado.
"Nós reiteremos nossa preferência por GNDI e QUAL durante a crise da covid-19" - Bradesco BBI
Projeções:
GNDI:
- Receita líquida: R$ 2,6 bilhões
- EBITDA ajustado: R$ 429 milhões
- Lucro líquido: R$ 169 milhões
Hapvida:
- Receita líquida: R$ 2,1 bilhões
- EBITDA ajustado: R$ 478 milhões
- Lucro líquido: R$ 192 milhões
Qualicorp:
- Receita líquida: R$ 520,7 milhões
- EBITDA ajustado: R$ 261,9 milhões
- Lucro líquido: R$ 129,6 milhões
Laboratórios - Hora da virada
Depois de uma queda expressiva na realização de procedimentos eletivos, os volumes de exames realizados voltaram a crescer mais rápido do que o esperado em setembro e já deve impactar positivamente o balanço de Fleury (FLRY3) e Hermes Pardini (PARD3). Os níveis atuais já são semelhantes ao mesmo período do ano passado e podem surpreender.
O impacto dos testes para o novo coronavírus na receita também deve ser positivo. O banco espera que a receita líquida do Pardini cresça 30% e que a do Fleury avance 10%.
O bom momento deve pressionar os resultados do quarto trimestre, indicando que o ponto de virada, depois de meses complicados, já está entre nós.
Para Mendes, as ações do Grupo Pardini são mais atrativas no momento, devido ao seu alto índice de desconto. O Bradesco BBI estima um potencial de alta de 38% para as ações, hoje cotadas a R$ 23.
Projeções
Hermes Pardini:
- Receita líquida: R$ 450,6 milhões
- EBITDA ajustado: R$ 117,6 milhões
- Lucro líquido: R$ 68,8 milhões
Fleury:
- Receita líquida: R$ 833,7 milhões
- EBITDA: R278 milhões
- Lucro líquido: R$ 109,2 milhões
Farmácias - Ruas cheias e e-commerce em alta
Com as ruas cheias novamente, o fluxo de pessoas nas drogarias volta a crescer. Assim, a receita proveniente de remédios não-prescritos e perfumaria volta a crescer, impulsionando o resultado das farmácias e drogarias. No entanto, o analista do Bradesco BBI acredita que estamos apenas no começo dessa recuperação, que tem certo respaldo no crescimento também do e-commerce.
Os impactos negativos ainda serão sentidos no terceiro trimestre, já que as lojas de shopping passaram um período significativo fechadas e a venda de anti-gripais - muito comum durante o inverno -, foi amplamente impactada pela pandemia do coronavírus.
A venda de vitaminas e genéricos também foi amplamente afetada. A expectativa agora é que a estabilização da situação pandêmica no país faça com que a receita provinda de remédios prescritos cresça a 17% do total para a Panvel (PNVL3) e 7% para a Raia Drogasil (RADL).
No geral, a expectativa de crescimento da receita é de 14% para a Raia Drogasil e 6% para a Panvel.
Projeções
RaiaDrogasil:
- Receita líquida: R$ 5,4 bilhões
- EBITDA ajustado: R$ 396 milhões
- Lucro líquido: R$ 178 milhões
Dimed:
- Receita líquida: R$ 758 bilhões
- EBITDA ajustado: R$ 34 milhões
- Lucro líquido: R$ 18 milhões
O que comprar?
Confira as principais recomendações do Bradesco BBI para o setor de saúde.

FII DO MÊS
Mau humor do mercado deixa fundo imobiliário favorito dos analistas 15% mais barato; veja os FIIs indicados para setembro
4 de setembro de 2026 - 6:04QUAL A VISÃO PARA O FUTURO
Após saída de Steinbruch do cargo de CEO, XP faz alertas para CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3)
3 de setembro de 2026 - 16:48AÇÃO DO MÊS
Analistas elegem Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) para investir em setembro; confira o ranking completo
3 de setembro de 2026 - 6:02NO OLHO DO FURACÃO
MPF denuncia fundadores da TRX por gestão fraudulenta, diz jornal; confira a resposta da gestora
2 de setembro de 2026 - 14:41CRISE CONTINUA
Citi está mais pessimista com Natura (NATU3) e rebaixa ação para venda. Por que a faxina na casa não convence o banco?
2 de setembro de 2026 - 12:45ENTREVISTA EXCLUSIVA
Multimercados em crise? CEO da Bradesco Asset vê ‘seleção natural’ e diz que uma nova onda de consolidação vem aí
1 de setembro de 2026 - 12:46FIM DA NEGOCIAÇÃO CONTÍNUA
B3 tira ação da Ambipar (AMBP3) das negociações regulares da bolsa por atraso; entenda
1 de setembro de 2026 - 10:15FRED KRUEGER ESTÁ DE VOLTA?
Kinea alerta para ‘pesadelo’ fiscal no Brasil e revela onde está buscando proteção antes das eleições
1 de setembro de 2026 - 7:08BALANÇO DO MÊS
Só deu ouro em agosto: metal precioso e ‘ouro digital’ entregaram até 25% de retorno no mês, deixando a renda fixa comendo poeira
31 de agosto de 2026 - 18:45BTG PACTUAL MACRO DAY 2026
Mercado aposta que nada vai melhorar no Brasil. É justamente por isso que gestores estão comprando renda fixa
31 de agosto de 2026 - 17:45RETOMADA À VISTA?
Mercado de capitais pode voltar a esquentar — e Itaú BBA indica esta ação para ganhar com a virada
31 de agosto de 2026 - 16:42RADAR DE FIIS
TRX dá mais um passo atrás e desiste de aquisição de cinco imóveis da Cyrela (CYRE3), incluindo prédio alugado pelo Nubank
31 de agosto de 2026 - 10:04TOUROS E URSOS #285
Nem bolsa, nem dólar: este é o ativo “à prova de balas” para atravessar as eleições 2026, segundo gestor do ASA
30 de agosto de 2026 - 11:03GRINGO COMPRA, BRASILEIRO FOGE
Ibovespa voltou com tudo? Bolsa brasileira atrai R$ 3,2 bilhões na semana e desbanca S&P 500, México e Coreia do Sul
28 de agosto de 2026 - 19:20TOUROS E URSOS #285
Lula ainda não ganhou e eleição segue em 50/50, diz CIO do ASA; veja como investir sem apostar em um candidato
28 de agosto de 2026 - 14:23FII
TRXF11 desiste de compra de imóveis de quase R$ 1 bilhão, incluindo ‘prédio do gramado’ na Faria Lima; cotistas comemoram
27 de agosto de 2026 - 19:40NA CONTRAMÃO?
UBS BB ignora debandada estrangeira na bolsa e vê salto de 17% para B3 (B3SA3); entenda a tese por trás da recomendação
27 de agosto de 2026 - 18:00FUGA DA INDÚSTRIA
TAG Investimentos: o que levou a gestora de R$ 18 bilhões a desistir totalmente dos fundos multimercados?
27 de agosto de 2026 - 17:01PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições 2026: com disputa acirrada entre Lula e Flávio, é hora de fugir da bolsa e comprar dólar?
27 de agosto de 2026 - 15:31APÓS CAPTAÇÃO BILIONÁRIA