O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Executivo diz que varejista chegará em dezembro com toda a operação física funcionando
"Chegaremos em dezembro com toda a operação física funcionando. Acho pouco provável que seja com a força que estávamos em março (antes da pandemia), mas acredito que estaremos poderosíssimos em todos os canais de venda." Essa é a leitura do presidente da C&A, Paulo Correa, sobre como a crise da covid-19 deve se desdobrar neste ano. A empresa teve crescimento exponencial nos canais digitais no segundo trimestre.
"Chegamos a ter picos de 800%. Depois de 15 de março, todo dia é Black Friday para nós." Ainda assim, a companhia trabalha com cenários conservadores. "Por mais que o e-commerce esteja explodindo, ele ainda não segura a companhia. Está longe disso", afirma. A seguir, os principais trechos da entrevista:
O que podemos adiantar do segundo trimestre?
O Dia das Mães, obviamente, foi muito mais fraco do que no ano passado. Tínhamos cinco lojas abertas, das 300. A C&A tem presença maior em São Paulo, Rio de Janeiro e Nordeste, exatamente os focos da pandemia. Hoje, já temos de 13% a 14% das lojas abertas. Por mais que o e-commerce esteja explodindo, ele ainda não segura a companhia. Está longe disso. Por isso, fizemos bem em trabalhar com um cenário mais pessimista do que o que vivemos agora. A certeza é que o Dia dos Namorados será melhor do que o Dia das Mães.
Quais são as condições para reabrir as lojas?
Precisa existir convergência entre decretos estaduais e municipais. Se as autoridades e suas respectivas secretarias de Saúde não conseguem chegar a um consenso, significa que há dúvidas na história. Então, não vamos arriscar. Além disso, precisamos ter para cada um desses lugares o protocolo de segurança implementado; se não tiver, não abrimos. O problema não é o dia em que as lojas vão reabrir, mas quando as pessoas vão se sentir seguras para voltar a frequentar esses espaços. O pior de tudo é a falta de coordenação entre as esferas federal, estadual e municipal. Poderia ser muito mais coordenado e, em tese, deveria trazer resultados melhores do que os que vimos até agora. Essa descoordenação faz o nosso ciclo ser mais longo do que o de outros países. Isso é lamentável.
Como o plano de investimentos do grupo foi alterado?
O digital já estava no nosso programa, mas imaginávamos que chegaríamos a uma parcela do faturamento de dois dígitos em três anos. Isso aconteceu em três semanas. A aceleração foi forte, mas porque havíamos preparado várias coisas. Já tínhamos o "ship from store" (vendas de produtos de lojas físicas feitas pela internet) em 80 lojas. Aos poucos, fomos reabrindo essas lojas no formato "dark" (quando a loja é fechada ao público, mas funciona como um centro de distribuição). Assim, esse formato, que representava 5% do e-commerce, hoje é de 55%. Tínhamos vários projetos de lojas físicas engatilhados que não pudemos tocar. Esses gastos devem escorregar para o ano que vem, o que liberou investimentos. As reformas de lojas também foram postergadas. Tudo isso permitiu acelerar projetos de online. Nosso investimento nessa área vai ser duas vezes e meia, quase três vezes o que era planejado no início do ano. Ninguém imaginava que cresceríamos tanto. Tivemos picos de 800% de crescimento de vendas. Nem na Black Friday foi assim. Desde o dia 15 de março, todo dia é Black Friday.
As margens de lucro não são menores no e-commerce?
As margens do online são um pouco menores em razão do espírito promocional mais agressivo do segmento. Mas a diferença não é tão grande assim.
Leia Também
Como a C&A vai chegar ao fim do ano?
Vamos chegar em dezembro com toda a operação física funcionando. Acho pouco provável que seja com a força que estávamos em março (antes da pandemia), mas acredito que estaremos poderosíssimos em todos os canais de venda. Como nunca poderíamos ter imaginado quando tudo isso começou.
Quais desafios a crise impôs?
Até a crise estávamos vindo com crescimento de dois dígitos. Em 48 horas, nos vimos obrigados a fechar as lojas. A participação do e-commerce nas vendas antes da pandemia era de 3%. Quando o fechamento das lojas aconteceu, o faturamento despencou para o tamanho que o e-commerce tinha. Ter faturamento zero por duas semanas, desmonta o plano de resultados. Montamos um comitê de crise e o primeiro mandato dele era a situação de caixa. Já tínhamos uma operação de crédito em fase final, que foi fechada com uma taxa (de juros) pré-covid. Depois, fechamos outra de mais R$ 350 milhões (com juros mais alto). Nossa sustentação ficou garantida. Trabalhávamos com o cenário de que nenhuma loja abriria até o fim de junho.
Como foi a busca por crédito?
Dizer que as medidas do governo facilitaram o crédito para os empresários, na prática, não é o que acontece. Nossa capacidade e histórico de pagamento tornaram a oferta de crédito mais aberta e disponível que a média. Sei que essa não é a realidade do mercado. Se o negócio é uma empresa de pequeno porte, é mais difícil.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Após reduzir alavancagem, varejista busca agora melhorar a qualidade do funding; entenda
A Americanas estava em recuperação judicial desde a revelação de uma fraude bilionária em 2023, que provocou forte crise financeira e de credibilidade na companhia. Desde então, a empresa fechou lojas, reduziu custos e vendeu ativos
Companhia propõe cortar piso de distribuição para 1% do lucro e abre espaço para reter caixa; investidor pode pedir reembolso das ações
Pagamento anunciado pelo banco será realizado ainda em 2026 e entra na conta dos dividendos obrigatórios
Após tombo de mais de 90% desde o IPO, banco vê espaço adicional de queda mesmo com papel aparentemente “barato” na bolsa; entenda
Apesar de sinalizar uma possível virada operacional e reacender o otimismo do mercado, a Hapvida (HAPV3) ainda enfrenta ceticismo do Citi, que reduziu o preço-alvo das ações
Com o aumento dos investimentos, as margens continuam comprimidas, então o retorno para acionistas não deve vir no curto prazo, acredita o banco. Entrada no segmento farmacêutico também deve ser gradual, com projeto piloto lançado ainda neste ano
Banco vê espaço para revisões positivas de lucro, impulsionadas por minério mais caro, disciplina de capital e resiliência da demanda chinesa
Apple lança update com foco em segurança, entretenimento e acessibilidade, em sintonia com discussões como a Lei Felca
Fundo minoritário propõe injetar capital novo na operação, mas exige antes reconfigurar a governança da companhia; entenda
Empresas já estão renegociando dívidas com credores há muito tempo, mas, para algumas, o fôlego acabou. Guerra e juros altos podem levar a uma piora do cenário corporativo, segundo especialistas consultados por Seu Dinheiro
Gigante do e-commerce vê espaço para crescer e acelera aportes em logística e serviços financeiros; confira os detalhes do plano
Com base no desempenho do quarto trimestre de 2025, banco destaca quais empresas conseguiram driblar os juros altos e o consumo fraco no final do ano passado
BTG vê avanço operacional e melhora financeira após Investor Day, mas mantém cautela com juros altos e estrutura de capital
Ainda não é possível saber qual o tamanho do impacto do Imposto Seletivo sobre cervejas, que ainda não foi regulamentado; efeito sobre a Ambev deve ser neutro
Suspensão temporária no principal motor do negócio resulta em balanço “misto” no 4T25. Vale a pena manter o otimismo com as ações agora?
Nos últimos dias, diversos vídeos nas redes sociais mostram que a Zara reprecificou diversos produtos. A própria XP verificou, em levantamento, que os itens ficaram 15% mais baratos, com alguns cortes chegando a 30%
Mudança de regra pode afetar diretamente as expectativas de retorno e geração de caixa da companhia de saneamento paranaense
Lucro líquido chegou a R$ 102,3 milhões no período, em meio a estratégia mais focada em rentabilidade e menos dependente de crescimento de frota; veja os destaques do resultado
Levantamento com dados da CVM e da Anbima mostra forte presença da UHY em fundos ligados ao ecossistema do Banco Master, além de conexões com a Fictor, vínculos indiretos entre estruturas e indícios de investimentos cruzados entre os veículos