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A Coca empregava cerca de 86.200 pessoas ao redor do mundo, até o fim de 2019. Destas, 10.400 ficavam nos EUA.
A Coca-Cola está demitindo 2.200 trabalhadores como parte de uma reestruturação maior que visa reduzir suas unidades de negócios e marcas. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (18), pela empresa.
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De acordo com a empresa, do total de demissões, 1.200 serão feitas nos Estados Unidos, incluindo cerca de 500 em Atlanta, onde fica a sede da empresa.
A Coca empregava cerca de 86.200 pessoas ao redor do mundo, até o fim de 2019. Destas, 10.400 ficavam nos EUA.
A pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) afetou os negócios da Coca, já que suas vendas em lugares como estádios e cinemas despencaram. Sua receita entre julho e setembro caiu 9% em comparação a 2019, para US$ 8,7 bilhões.
A movimentação que a empresa fez foi justamente acelerar uma reestruturação que já estava em andamento.
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Segundo o presidente e CEO da Coca, James Quincey, em teleconferência em outubro: "temos desafiado as formas tradicionais de fazer negócios e a pandemia nos ajudou a perceber que poderíamos ser mais ousados em nossos esforços".
A Coca está reduzindo suas marcas registradas pela metade, para 200. Ela abandonou marcas com vendas lentas, como: Tab, Zico, Odwalla e Diet Coke Feist Cherry.
A companhia disse que usará a economia para investir no crescimento de marcas como os sucos Minute Maid e Simply, além de financiar o lançamento de novos produtos como Topo Chico Hard Seltzer, Coca-Cola Energy e a água com gás Aha.
Os segmentos de negócios também estão sendo reduzidos, de 17 para nove.
De acordo com a Coca, os programas de indenização custarão ao todo entre US$ 350 milhões a US$ 550 milhões.
A companhia começou a oferecer demissões voluntárias aos funcionários em agosto. A Coca não revelou quantos funcionários aceitaram essas ofertas.
As demissões não afetarão a parte de engarrafadoras da Coca, já que são independentes. Com as engarrafadoras, a companhia emprega mais de 700.000 pessoas ao redor do mundo.
*Com informações da Business Insider.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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