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Medidas para o encerramento das atividades na capital de Alagoas determinadas pela Agência Nacional de Mineração (ANM) podem aumentar despesa da Braskem em mais R$ 3 bilhões
A conta da Braskem para a reparação dos problemas enfrentados pela companhia na atividade de mineração de sal-gema em Maceió pode ficar ainda mais alta. A estimativa agora é que a despesa com o passivo ambiental atinja quase R$ 11 bilhões.
A petroquímica anunciou hoje que recebeu um ofício da Agência Nacional de Mineração (ANM) a respeito das medidas para o encerramento das atividades na capital de Alagoas. A empresa foi acionada depois do afundamento do solo e rachaduras em edificações em bairros na região próxima à da extração de sal.
A Braskem estima que a implementação das medidas das ANM terá um valor adicional de R$ 3 bilhões em custos e despesas. Esse custo é adicional aos R$ 7,9 bilhões já provisionados pela companhia, o que eleva a conta total para R$ 10,9 bilhões.
A agência determinou o fechamento da mina incluindo o preenchimento com material sólido de determinados poços de sal adicionais, segundo a Braskem.
“Tais custos e despesas adicionais, se confirmados, serão incorridos no longo prazo em razão da complexidade dos aspectos técnicos”, acrescenta a empresa controlada pela Odebrecht e pela Petrobras.
A Braskem pondera que o valor adicional considera as informações preliminares existentes até o momento e que ainda não houve esclarecimentos com a ANM. Isso significa que o desembolso efetivo pode ser "materialmente diferente" dessa estimativa.
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Em outubro, a petroquímica anunciou a inclusão de mais 2.000 imóveis no programa de compensação financeira e realocação à população situada nas áreas de risco. A companhia provisionou R$ 5,2 bilhões no balanço para fazer frente ao programa.
Ainda não está claro se a empresa conseguirá reaver ao menos parte dessas despesas. Na divulgação dos resultados do terceiro trimestre, a Braskem informou que está em tratativas com as seguradoras sobre a cobertura das suas apólices de seguro.
O pagamento de eventuais indenizações, porém, dependerá da avaliação de cobertura dos seguros dessas apólices. “Sendo assim, nenhuma indenização foi reconhecida nas demonstrações financeiras”, informou a da Braskem.
No pregão de hoje da B3, as ações da Braskem (BRKM5) recuavam 1,84% por volta das 10h30, enquanto o Ibovespa operava em queda de 0,37% no mesmo horário. No ano, os papéis acumulam desvalorização de 21%, contra uma queda de 5% do principal índice da bolsa.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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