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Analistas citam efeitos positivos para setor com a venda de ativos de telefonia móvel da Oi e ganhos com fibra ótica
O Bradesco BBI está otimista com as perspectivas para o setor de telecomunicações brasileiro em 2021, citando os efeitos que a venda do segmento de telefonia móvel da Oi (OIBR3) deve ter no mercado e a expansão dos serviços de fibra ótica pelo País.
Afirmando ainda que as ações estão em patamares atrativos, os analistas Fred Mendes, Cristian Faria e Gustavo Tiseo decidiram:
No caso da venda da parte de telefonia móvel da Oi, que deve ser realizada até o final do ano, os analistas do Bradesco BBI avaliam que ela deve resultar na consolidação do mercado em torno de TIM, Telefônica Brasil e Claro, além de reequilibrar a divisão dos espectros de telefonia celular entre as empresas.
Vale lembrar que, em julho, as três empresas se uniram para fazer uma oferta pelas operações da Oi na parte de telefonia móvel, oferecendo R$ 17,3 bilhões para terem a posição de “stalking horse” na disputa, ou seja, para serem os principais proponentes.
A TIM deve ser a principal beneficiada, segundo os analistas, ficando com 50% da base de clientes da Oi, considerando a atual distribuição dos espectros de telefonia. Eles estimam que a sinergia potencial será de cerca de R$ 1,10 por ação. No caso da Telefônica Brasil, o efeito será em torno de R$ 0,90.
Ainda que o relatório veja de forma positiva a venda dos ativos de telefonia móvel da Oi, os analistas do Bradesco BBI destacam que a principal oportunidade para as companhias de telecomunicações está no desenvolvimento dos serviços de fibra ótica e internet banda larga para empresas e residências, considerando sua alta velocidade e melhor custo-benefício em relação ao cobre.
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Eles afirmam que a banda larga no País ainda tem baixa penetração, quando comparado com outros países da América Latina. Neste sentindo, os analistas veem a Oi como a principal beneficiária, considerando a sua presença pulverizada pelo País.
Os analistas veem a companhia conseguindo acelerar o desenvolvimento da rede nos próximos anos, considerando que ela está adicionando cerca de 140 mil casas por mês em sua rede no segundo semestre, acima da média dos 20 mil registrados no começo do ano.
Esta estratégia fez com que o Bradesco BBI elegesse as ações da Oi como sua principal escolha entre as companhias de telecomunicação da América Latina.
“Com a sua robusta reestruturação seguindo em frente, a Oi deve apresentar um crescimento de 0,5% do Ebitda em 2020, enquanto em 2021 a companhia deve ser capaz de retomar o crescimento da receita, que nós estimamos que será de 8,5%”, diz trecho do relatório.
A Telefônica Brasil também apresenta avanços na parte de internet banda larga e fibra ótica, e também deve ver ganhos com a compra da parte móvel da Oi, mas os analistas do Bradesco BBI mantiveram a recomendação para as ações em neutro por preferirem as perspectivas para os papéis de seus concorrentes.
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
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