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Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Balanços

Lucro do Banco do Brasil cai 25,3% no segundo trimestre com baixa contábil de R$ 1,3 bilhão

Resultado de R$ 3,311 bilhões do BB no segundo trimestre ficou abaixo da projeção dos analistas, que apontava para um lucro de R$ 3,574 bilhões

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
6 de agosto de 2020
6:37 - atualizado às 7:37
Agência do Banco do Brasil em São Paulo
Agência do Banco do Brasil em São Paulo - Imagem: Shutterstock

O Banco do Brasil registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,311 bilhões no segundo trimestre, queda de 25,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com os três primeiros meses de 2020, a redução foi de 2,5%.

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O resultado ficou abaixo da projeção média dos analistas, que apontava para um lucro de R$ 3,574 bilhões, de acordo com dados da Bloomberg.

O lucro do Banco do Brasil foi afetado não só pelo efeito coronavírus, mas por uma baixa contábil (impairment) de R$ 1,3 bilhão, um aumento de mais de três vezes em relação ao segundo trimestre do ano passado.

A perda foi provocada por operações realizadas com grandes empresas que já eram classificadas como ativos problemáticos, segundo o BB.

Esse é o último balanço do Banco do Brasil na gestão de Rubem Novaes, que pediu para sair do cargo no mês passado. Ele deve ser substituído por André Brandão, do HSBC.

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A queda do lucro derrubou a rentabilidade do BB para 11,9%. No mesmo período do ano passado, o retorno sobre o patrimônio líquido do banco foi de 17,6% e no primeiro trimestre, de 12,5%.

Leia Também

Provisões para coronavírus

Incluindo a baixa contábil, as despesas do Banco do Brasil com provisões para perdas no crédito somaram R$ 5,9 bilhões, um aumento de 42,4% em relação ao segundo trimestre de 2019 e de 6,6% frente aos três primeiros meses deste ano.

O BB fez mais R$ 2,1 bilhões para provisões para perdas potenciais com o aumento da inadimplência esperado pelos efeitos da pandemia do coronavírus na economia neste trimestre. No balanço de janeiro a março, a instituição já havia reforçado as provisões em R$ 2 bilhões.

Crédito e inadimplência

A carteira de crédito do Banco do Brasil atingiu R$ 721,6 bilhões no segundo trimestre, alta de 5,1% em 12 meses e praticamente estável na comparação com o saldo do fim de março.

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Assim como aconteceu com os concorrentes privados, o índice de inadimplência do BB registrou queda de 3,17% para 2,84% no trimestre. Há 12 meses, o índice de atrasos acima de 90 dias na carteira do banco estava em 3,25%.

A margem financeira, que inclui as receitas com a concessão de crédito menos os custos de captação, aumentou 8,2% em relação ao segundo trimestre do ano passado, para R$ 14,5 bilhões.

Tarifas e despesas

A parada da economia no segundo trimestre em consequência da pandemia do coronavírus afetou as receitas do Banco do Brasil com tarifas e prestação de serviços, que recuaram 6,4% frente aos meses de abril a junho do ano passado, para R$ 7 bilhões.

Na mesma base de comparação, as despesas administrativas avançaram 2,6%, para R$ 7,8 bilhões.

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*Conteúdo em atualização

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