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Ações da empresa subiram 112% nesta quinta-feira, a US$ 144,71; companhia já havia precificado os papéis acima da faixa indicativa no IPO, depois de adiar a abertura de capital por causa da pandemia
A plataforma de hospedagem Airbnb disparou no primeiro dia de capital aberto na Nasdaq. As ações da empresa subiram 112% nesta quinta-feira (10), a US$ 144,71. Com o desempenho, a companhia bateu a emblemática marca de US$ 100 bilhões em valor de mercado.
A cifra supera as maiores cadeias de hotéis dos Estados Unidos, país de origem do Airbnb: Marriott International vale US$ 41 bilhões, Hilton Worldwide chega a US$ 29 bilhões e Hyatt é avaliada em US$ 7 bilhões.
O Airbnb já havia definido o preço da ação no IPO (oferta pública inicial) a US$ 68, acima da faixa indicativa, entre US$ 56 e US$ 60. No início da semana, o valor estava entre US$ 44 e US$ 50, mas foi elevado diante da alta demanda do mercado.
A estreia da companhia acontece ainda em um momento difícil para o setor do turismo, por causa da pandemia. O próprio Airbnb foi impactado pela covid-19, com queda nas receitas, demissão de milhares de funcionários e IPO adiado - previsto inicialmente para o começo de 2020.
A empresa demonstrou em parte recuperação ao longo do terceiro trimestre, registrando lucro de US$ 219 milhões - a maioria dos balanços da companhia apresentam até hoje prejuízos. A receita saltou de US$ 334,8 milhões no segundo trimestre para US$ 1,34 bilhão no terceiro.
O desempenho foi possível porque o Airbnb cortou gastos e teve alta na demanda em viagens locais. No entanto, no acumulado do ano a companhia ainda é afetada pela pandemia. De janeiro ao fim de setembro, a receita caiu 32% no comparativo anual, batendo US$ 2,5 bilhões.
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Já o valor bruto de reservas foi de US$ 18 bilhões nos primeiros nove meses deste ano. A cifra representa uma queda de 39% em comparação a 2019, quando teve US$ 38 bilhões em reservas anuais brutas.
O Airbnb afirma que "ainda não está claro qual impacto financeiro a severa redução de viagens que ocorre durante a pandemia Covid-19 terá sobre esses indivíduos ou se eles serão capazes de manter suas casas ou operar seus negócios quando as viagens forem retomadas".
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