Oi sobe com notícia de entrada de Algar e GIC na disputa por telefonia móvel
Operadora mineira e fundo de Cingapura veem nos ativos da Oi uma oportunidade de expansão, segundo o jornal O Globo

A ação da Oi (OIBR3) subiu 5,22% nesta segunda-feira (29), após notícia de que a disputa pela operação móvel da companhia tem duas novas interessadas: a operadora mineira Algar e o fundo soberano de Cingapura GIC, segundo o jornal o Globo.
Os papéis ordinários da tele terminaram o pregão cotados a R$ 1,21. No ano, as ações têm valorização de cerca de 40%. Como os papéis estão com um preço perto de R$ 1, qualquer notícia ou especulação sobre a companhia provoca alta volatilidade.
Nesta segunda, a novidade é que Algar e GIC sabem que é preciso crescer para ganhar escala, se quiserem prosperar ainda mais no Brasil, e os ativos da Oi representariam essa oportunidade.
A operação, que pode movimentar R$ 15 bilhões, seria mais um passo na trajetória da Algar — marcada nos últimos anos pela aquisição da rede de telecomunicações da Cemig e a da Smart Telecomunicações.
Ambas as operações aconteceram após a compra de 25% do capital social da Algar por parte do GIC.
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A Algar atua hoje em 359 cidades, em 16 estados e Distrito Federal, na área corporativa. No varejo, a empresa tem concessão em 87 municípios de Minas Gerais e em áreas adjacentes.
Disputa pela Oi móvel
A operação móvel da Oi já está na mira de um consórcio entre Telefônica Brasil e Tim. De qualquer forma, caso concretizada a venda, a Oi se voltará ao segmento de fibra ótica e infraestrutura.
A venda da Oi móvel é considerada de grande importância no plano para reerguer a companhia, em recuperação judicial.
A Oi divulgou seu plano de recuperação judicial em julho de 2019. Na ocasião, a companhia pretendia levantar cerca de R$ 7,5 bilhões com a venda de ativos — o programa incluía torres de telefonia e a participação na operadora angolana Unitel, além de outros ativos não estratégicos.
Parte desse projeto foi concluída: em janeiro, a tele concretizou a venda da fatia de 25% detida na Unitel, por US$ 1 bilhão. Mas os planos de enxugamento da Oi rapidamente passaram a englobar o braço de telefonia móvel.
No primeiro trimestre deste ano, a Oi registrou um prejuízo líquido consolidado de R$ 6,254 bilhões, revertendo o lucro de R$ 679 milhões do mesmo período de 2019. Em parte, o resultado refletiu o aumento de despesas por conta da alta do dólar.
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