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Felipe Saturnino

Felipe Saturnino

Graduado em Jornalismo pela USP, passou pelas redações de Bloomberg e Estadão.

na onda

Guide reduz taxa de corretagem para 0,1% com teto de R$ 7,50 para mirar novatos da B3

Mudança vale a partir de hoje. A Guide atualmente possui 90 mil clientes e R$ 24 bilhões em ativos sob custódia

Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
27 de agosto de 2020
16:43 - atualizado às 17:17
Sede da B3, no centro de São Paulo, Ibovespa
Sede da B3, no centro de São Paulo - Imagem: shutterstock

A Guide anunciou nesta quinta-feira (27) a reformulação na corretagem para investimentos em ações. A corretora informou que irá reduzir para 0,1% a taxa sobre o valor das ordens emitidas por investidores, com o objetivo de mirar os iniciantes na B3.

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Os clientes passam a pagar a nova taxa sobre o valor de compra e venda de papéis a partir de hoje. O teto é de R$ 7,50 por ordem.

Não é uma novidade no mundo cada vez mais competitivo das corretoras, já que o movimento nessa direção tem sido uma tendência no mercado.

Outras corretoras, como Clear e Modal, já possuem taxas zeradas na corretagem de seus produtos. A Toro Investimentos também já zerou taxas para todos os produtos negociados.

Eis como a corretagem da Guide funcionava anteriormente: havia uma taxa de R$ 14 por ordem. Isso significa que, se um cliente abrisse cinco ordens de R$ 1 mil, pagaria R$ 70 na corretagem. Com nova mudança, ele pagará R$ 5,00 pelas mesmas ordens — cinco vezes o valor de 0,1% de R$ 1 mil.

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Nas atuais condições, se o cliente enviar uma ordem única de R$ 20 mil, ele não vai pagar R$ 20, mas sim R$ 7,50, já que este valor corresponde ao teto.

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A Guide atualmente possui 90 mil clientes e R$ 24 bilhões de ativos sob custódia.

Taxas polêmicas

As taxas cobradas pelos serviços geraram recentemente debates acalorados no meio, para falar o mínimo, especialmente no que se refere às comissões dos agentes de investimentos.

Em junho, Itaú e XP protagonizaram uma disputa pública disparada por uma campanha do bancão. A peça publicitária então criticava o modelo de remuneração dos agentes autônomos.

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A resposta veio rápida. No dia seguinte, a XP disse que o Itaú perdia R$ 150 milhões todo dia em recursos de clientes que migram para a corretora e pontuou que "não seria difícil imaginar" o fim do Personnalité em três anos.

No fim de julho, a corretora decidiu exibir as taxas cobradas e adicionar mais uma modalidade de remuneração pelos serviços dos seus assessores.

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