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revisão diante da crise

Economia brasileira vai encolher no primeiro semestre e PIB em 2020 será de 0,5%, diz UBS

Medidas de contenção da propagação do coronavírus impactará de maneira forte a economia; cenário projeto pela instituição suíça e outros bancos é de recessão global

18 de março de 2020
10:47 - atualizado às 13:34
Imagem: Shutterstock

A economia brasileira vai crescer apenas 0,5% em 2020, segundo o banço suíço UBS. A instituição financeira atualizou a projeção para o Produto Interno Bruno (PIB) diante dos impactos do novo coronavírus, prevendo retração no primeiro semestre.

Na semana passada, o UBS havia atualizado a estimativa para o PIB de 2,1% para 1,3%. A instituição disse que, no pior cenário, a economia brasileira cresceria 0,7%. Ontem, o Credit Suisse divulgou que espera uma estagnação da atividade neste ano.

Para o UBS, o coronavírus provavelmente levará a economia global a uma recessão. No Brasil, o banco prevê que o impacto total da crise será no segundo trimestre deste ano devido aos efeitos retardados da deterioração das condições financeiras.

Ainda de acordo com a instituição suíça, o baque no lado da oferta está apenas começando. Os analistas do banco destacam que em São Paulo a maioria das escolas e universidades estão fechando nesta semana, assim como os centros culturais e de atividades de lazer. A cidade decretou ontem estado de emergência.

No segundo trimestre, a projeção do banco é de retração de 4,4% em relação ao primeiro trimestre e de encolhimento de 16,5% na comparação anual.

A projeção do UBS ainda não é pior do que o desempenho da economia no quarto trimestre de 2008, durante a crise financeira global, em que o encolhimento do PIB foi de 14,8%.

No primeiro trimestre, os analistas da instituição dizem que a previsão inicial para o PIB era de 0,15% na comparação com o trimestre anterior e 0,6% anual. Agora a estimativa é de -0,1% e -0,4%, respectivamente.

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Emergência nacional

Prevendo a urgência de gastos em saúde, o governo federal informou ontem que vai pedir ao Congresso Nacional que aprove o reconhecimento de estado de calamidade pública no país, com efeito até 31 de dezembro deste ano.

A medida, prevista no Artigo 65 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), dispensa a União do cumprimento da meta de resultado fiscal prevista para este ano, que é de déficit primário de R$ 124,1 bilhões.

"O cenário aumentará a demanda por gastos sociais e flexibilidade dos limite de gastos constitucionais, juntamente com flexibilização monetária adicional", diz o UBS.

O Brasil tem 290 casos confirmados de coronavírus e uma morte, segundo dados de terça-feira (17) do Ministério da Saúde. São Paulo tem 164 casos - maior número no país.

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